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Bombeiros Voluntários Famalicenses: Formação do corpo activo é prioridade da direcção
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Bombeiros Voluntários Famalicenses: Formação do corpo activo é prioridade da direcção

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Bombeiros Voluntários Famalicenses: Formação do corpo activo  é prioridade da direcção

Vale do Ave

2022-06-29 às 06h00

Redacção Redacção

A pandemia da Covid-19 e a guerra na Ucrânia impediram a concretização do Centro de Formação e Treino que a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários Famalicenses pretende construir em Outiz.

Citação

A formação dos elementos que compõem o corpo activo é a principal prioridade assumida pela direcção da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários Famalicenses (AHBVF), que no passado domingo assinalou 95 anos de existência.
“Há mais de uma década que foi estabelecido pela Direcção/ Comando que a nossa maior prioridade seria a formação dos nossos operacionais pois sem uma formação de qualidade não se faz um correcto socorro”, assegurou António Meireles, presidente da AHBVF.
António Meireles adiantou que a carga horária da formação tem sido de elevada exigência, mas os resultados são muito positivos. “Os nossos operacionais, voluntários ou assalariados estão hoje devidamente preparados e capacitados para fazer frente a qualquer ocorrência tanto no pré-hospitalar como em qualquer outra área desde os incêndios ao resgate passando pelo desencarceramento ou socorro em grande ângulo”, considerou o presidente da direcção da AHBVF.
Outra das prioridades é a aposta na prevenção de sinistros.
“Assim começamos por nos certificar pela Escola Nacional de Bombeiros a fim de pudermos dar formação em empresas aumentando assim a sensibilização para a adopção de procedimentos seguros. Também a formação sobre métodos de primeira intervenção tanto em incên- dios como no pré-hospitalar surge com vista a que qualquer ocorrência possa, logo desde o seu surgimento, ser atacada e as consequências minimizadas até que cheguem os bombeiros ao local”, afirmou António Meireles. A certificação permitiu o acesso da corporação a um programa disponibilizado pelo POISE (Programa Operacional Inclusão Social e Emprego) e oferecer formação a custo zero aos funcionários de empresas, instituições públicas ou privadas e de estabelecimentos de ensino.
A corporação espera ainda obter financiamento para a criação de um Centro de Formação e Treino, num terreno que possui na freguesia de Outiz, com 10 mil metros quadrados. Este desejo já vem de 2015. “Este é de momento o nosso grande objectivo que já teria avançado, mesmo e só com fundos próprios, caso não tivéssemos tido a Pandemia e não tivesse surgido esta ano a Guerra na Ucrania. Esta seria uma fabulosa e útil prenda para os nossos 95 anos”, considerou António Meireles.
Apesar de contar com um forte apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e da comunidade local, o presidente da direcção aponta falhas ao sistema de financiamento do Estado. “A actual lei de financiamento das associações humanitárias é um instrumento ridículo e que merecia uma profunda reestruturação. A nossa associação sempre se afirmou contrária à subsidiação defendendo que ao serem as associação humanitárias subsidiárias do Estado e das autarquias, isto é, substituírem o Estado e as autarquias nas suas obrigações de Protecção Civil, deveriam tão somente ser ressarcidas, por um valor justo dos serviços prestados”, disse António Meireles. O apoio municipal é de 90 mil euros anuais, aos quais se juntam o pagamento de metade dos ordenados das duas equipas de primeira intervenção (EIP) e os seguros de acidentes pessoais dos bombeiros. O Estado dá um subsídio anual de cerca de 100 mil euros aos quais acrescem apoios variados para o combustível, metade dos ordenados das duas EIP e o pagamento da parte da AHBVF na comparticipação à Segurança Social. A maior parte das receitas da corporação é proveniente da prestação de serviços, como o transporte de doentes.

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