Correio do Minho

Braga, segunda-feira

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Braga

2019-06-12 às 06h00

José Paulo Silva

Santuário candidato a Património Mundial na vertente cultural e natural é cada vez mais procurado. Investimento na reabilitação é acompanhado do aumento da notoriedade internacional.

O Santuário do Bom Jesus do Monte recebeu, em 2018, cerca de 1, 2 milhões de visitantes, número que a Confraria responsável pela gestão do espaço candidato a Património Mundial pretende aumentar com a promoção do produto turístico ‘Braga + Santiago de Compostela’.
Varico Pereira, vice-presidente da Confraria do Bom Jesus do Monte, defende que “Braga só tem a ganhar em promover-se nos mercados internacionais associada a Santiago de Compostela”, tendo em atenção que o turismo cultural e religioso é o produto responsável pelo maior movimento de turistas entre o Norte de Portugal e a Galiza.

No recente Forum sobre Turismo de Fronteira, promovido pela Associação Eixo Atlântico, o dirigente da Confraria relevou que Braga “está estrategicamente localizada entre o Santuário de Fátima e Santiago de Compostela”, devendo aproveitar o fluxo de cerca de dois milhões de turistas que “atravessam a fronteira” em visita a estes dois locais de peregrinação com repercussão mundial.
“Infelizmente, Braga é ponto de passagem, não de paragem. Não é local de peregrinação, é ponto de descanso, não mais do que duas noites”, constata Varico Pereira.
A Confraria do Bom Jesus do Monte, que gere quatro hotéis nesta estância turística com capacidade para cerca de meio milhar de camas, tem apostado na captação de hóspedes de mercados como os Estados Unidos da América e do Brasil, que “pernoitam em Braga mais do que duas noites”.

Em 2018, visitaram o Bom Jesus do Monte turistas de mais de 70 nacionalidades, de acordo com dados recolhidos pela Confraria, reconhecendo o vice-presidente que a candidatura apresentada à UNESCO para classificação como Paisagem Cultural e Natural da Humanidade “aumentou a notoriedade internacional” do Santuário.
Para o aumento de visitantes ao Bom Jesus do Monte, tendência que se deve confirmar este ano, atendendo aos dados já recolhidos no primeiro semestre, contribuiu também o investimento que a Confraria tem vindo a realizar na requalificação do património construído e natural da estância desde 2013, na ordem dos sete milhões de euros.

A conservação e restauro dos bens móveis de 19 capelas, dos escadórios e da própria Basílica foram algumas das principais empreitadas concretizadas, a par da criação do Centro de Memórias, da limpeza e plantação de árvores na mata, da requalificação do parque hoteleiro e da reorganização do espaço publico.
Dando como exemplo o posicionamento do Santuário do Bom Jesus na euroregião Norte de Portugal-Galiza, Varico Pereira defende “planeamento conjunto que conduza ao desenvolvimento e promoção turística comum, numa perspectiva de coesão territorial com base no touring cultural e religioso”.

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