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Cávado

2020-02-29 às 06h00

Rui Miguel Graça Rui Miguel Graça

Até 30 de Abril os fanáticos da lampreia deslocam-se ao Alto Minho para saborear o tesouro que reina nas águas do Lima e do Minho. Ontem, a Comissão de Viticultura dos Vinhos Verdes quis honrar a iguaria e harmonizá-la com os néctares da região.

A comissão dos Vinhos Verdes possui três pesqueiras, que as alugou a pescadores locais. O pagamento é simbólico, feito em género, duas vezes ao ano. Ontem foi um dos momentos em que o pagamento chegou à mesa...
Foi na Estação Vitivinícola Amândio Galhano, localizada nos Arcos de Valdevez, que se “celebrou a região” e a “sazonalidade”, conforme destacou Manuel Pinheiro, presidente da Comissão.
A Estação foi fundada em 1986 pela Comissão com o objectivo de desenvolver boas práticas em viticultura na região. É uma organização de investigação e desenvolvimento dedicada a resolver os problemas dos produtores de vinho, ajudando-os a desenvolver novas soluções e práticas. É dirigida por João Garrido e para além da produção de material vegetativo, possui também uma espécie de museu, onde a preservação de plantas que foram abandonadas é o grande objectivo. Neste momento existem mais de 180 variedades. Tem ainda dois troféus: concretizou um tratamento pioneiro de combate à florescença dourada e um vinhão do outro mundo (que não é vendável, uma vez que pertence à Comissão).
Foi um Manuel Pinheiro orgulhoso do trabalho realizado por toda a região que teceu algumas considerações em torno do momento dos vinhos verdes. “Terminámos 2019 com um número recorde: 64,5 milhões de euros transacionados para 111 países do mundo. É um número recorde que nos deixa amplamente satisfeitos”. “Neste momento somos uma região de grande volume e o trabalho que estamos a fazer é no sentido de fazer crescer o preço médio que se paga ao produtor. Os quinze mil agricultores da região merecem que se faça esse trabalho, porque eles também têm realizado um trabalho fantástico. É importante que a riqueza regresse à origem e às regiões. Os produtores inovaram no produto, mas não ficaram por aí. Neste momento possuem uma cultura nova. Poucos eram aqueles que percorriam o mundo, mas neste momento podemos afirmar que há um produtor de vinho verde a promover o seu produto e a região em todos os cantos do planeta”, destacou o presidente da Comissão dos Vinhos Verdes, Manuel Pinheiro.
Sobre a lampreia propriamente dita, referiu que “tem tudo a ver com a região, com a sua identidade e com a sazonalidade”, referiu, recordando que ainda ontem recebeu a notícia que a ProWein 2020, uma das feiras mais importantes do sector, que se realiza na Alemanhã, não vai ser cancelada.

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