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Braga, quarta-feira

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Braga

2018-03-07 às 07h49

Marta Amaral Caldeira

Bloco de Esquerda diz que a Câmara de Braga tem falta de estratégia para a Cultura, criticando a remoção de duas esculturas há anos instaladas no espaço público e a alienação da Fábrica Confiança.

O Bloco de Esquerda (BE) veio, ontem, a público criticar a Câmara Municipal de Braga de falta de estratégia e de visão para a Cultura, apontando o dedo à autarquia por ter tomado a decisão de retirar duas esculturas metálicas instaladas no Largo José Ferreira Salgado (que homenageia um antigo director do Correio do Minho) e que se encontra frente ao Jardim de Santa Bárbara e uma outra no Largo S. Francisco.
António Lima e Alexandra Vieira, do BE, criticam a forma como o actual executivo trata as obras de arte no espaço público bracarense, apontando que esta não é uma questão de preços, mas, sim, o resultado daquilo que consideram ser o desprezo pela Cultura e pela Arte no espaço público.

As esculturas são da autoria de Aureliano Aguiar e encontram-se instaladas já há vários anos na cidade, fazendo também parte da sua imagem. O artista, que pediu recentemente à Câmara de Braga, o valor das duas estátuas, que rondava entre 40 a 50 mil euros - sendo que parte deste seria investido na conservação das peças. Um valor contestado de imediato por parte da autarquia bracarense, que decidiu optar, antes, pela sua remoção.
Não faz sentido serem retiradas agora as esculturas depois de terem estado expostas no espaço público tantos anos, porque a verdade é que não houve cidadãos a queixarem-se, apontou António Lima, assinalando que na estátua do Cónego Melo ninguém mexeu.

A propósito de estátuas, o BE viu também com maus olhos a retirada da estátua do Arcebispo de Braga, João Peculiar, do Largo de S. Paulo, porque também já fazia parte da cidade, e critica o boneco romano que foi instalado no Largo Paulo Orósio, que caiu à 1.ª rajada de vento - mas da qual o preço ninguém sabe.
Olhando de novo para a Fábrica Confiança - considerado o último exemplar do património industrial bracarense de outrora e que foi adquirida pela Câmara Municipal de Braga com vista à sua recuperação para jus dessa mesma memória, o BE exige que a autarquia dê o edifício às associações culturais, que mesmo com as condições actuais dizem ter actividades para lá desenvolver e diz que o facto de a alienação ser uma das medidas do programa eleitoral de Ricardo Rio, não é uma decisão dos cidadãos, pois não resultou de um referendo.

Há muitas medidas do programa eleitoral que não são cumpridas e ainda bem para o munícipe, atirou António Lima, apelando ao bom senso e que a câmara deve ouvir as oposições.
Para a bloquista Alexandra Vieira, decisões como a alienação da Fábrica Confiança e a remoção de esculturas e obras de arte do espaço público estão em contraciclo com uma Braga que se quer afirmar como referência cultural e candidatar-se a Cidade Europeia da Cultura - onde a cultura e o património que detém é essencial na valorização da cidade.

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