Correio do Minho

Braga, segunda-feira

- +
Barcelos com melhor eficiência financeira entre câmaras do distrito de Braga
Significado e relevância dos Caminhos de Santiago em debate no II Fórum Peregrino

Barcelos com melhor eficiência financeira entre câmaras do distrito de Braga

iTechStyle Summit arranca segunda-feira

Barcelos com melhor eficiência financeira entre câmaras do distrito de Braga

Cávado

2018-10-03 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses elege a Câmara Municipal de Barcelos com a de melhor eficiência financeira no distrito de Braga. Braga é a que tem mais receitas de taxas e impostos.

Citação

Barcelos é a Câmara Municipal do distrito de Braga com melhor pontuação global no Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses de 2017, ontem publicado pela Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC). Para uma pontuação total de 2 000 pontos, Barcelos obteve 1 278, seguido de Esposende com 1 132, Fafe com 1 068, Vila Nova de Famalicão com 961, Vizela com 895 e Guimarães com 840.
No conjunto dos municípios portugueses de grande dimensão, isto é com mais de 100 mil habitantes, Barcelos alcançou o nono lugar no que respeita à eficiência financeira, subindo dois lugares em relação ao ‘ranking’ de 2016.
No Anuário da OOC, elaborado em colaboração com o Tribunal de Contas, o Centro de Investigação em Contabilidade e Fiscalidade do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) e a Universidade do Minho, os municípios de Vila Nova de Famalicão e Guimarães ocupam, respectivamente, o 16.º e 19.º lugares entre os grandes municípios, perdendo posições relativamente a 2016.
O ‘ranking’ global do Anuário é elaborado a partir de 11 parâmetros, entre os quais o índice de liquidez, o peso do passivo e o índice da dívida.

Atendendo ao equilíbrio orçamental, Barcelos destaca-se também, ocupando o 13º lugar entre o conjunto de todos os municípios portugueses. A relação entre a despesa corrente com amortizações e a receita corrente foi, em 2017, de 70,6% na autarquia barcelense.
O Anuário Financeiros dos Municípios Portugueses analisa também o investimento pago por estas autarquias nos últimos três mandatos autárquicos, destacando-se, no quadro do distrito de Braga, a Câmara Municipal de Guimarães com um total de 221 363 898 euros investidos, o que corresponde a um investimento médio de 1 400 euros por habitante.

Guimarães é o nono município do país com maior investimento pago entre 2006 e 2017, ocupando Braga a 22.ª posição neste ‘ranking’ com 165 131 468 euros, o equivalente a 1 204 euros por habitante.
Vila Nova de Famalicão segue em 23.º lugar com 161 190 013 milhões de euros de investimento, o que representa 1 204 euros por habitante.
Neste item, Barcelos contabiliza 119 037 203 euros, uma capitação de 989 euros por cada munícipe.
A leitura do Anuário Financeira dos Municípios Portugueses permite concluir que Braga é a Câmara Municipal do distrito que apresenta o maior peso de receitas provenientes de impostos e taxas nas receitas totais cobradas: 53,1%.

No contexto distrital, o Município bracarense foi o que teve maior receita de IMI em 2017, exactamente 22 milhões e 618 mil euros, valor que o coloca em 15.º lugar neste ‘ranking’, liderado por Lisboa, onde o IMI rende quase 118 milhões de euros à Câmara Municipal.
O IMI arrecacado pela Câmara Municipal de Guimarães foi, em 2017, de 18 milhões 609 mil euros, enquanto Vila Nova de Famalicão cobrou 15 milhões e 237 mil euros.
Guimarães foi um dos concelhos que teve maior diminuição da receita de IMI naquele ano, perdendo 854 mil euros relativamente ao ano de 2016.
Em contrapartida, Vila Nova de Famalicão viu crescer esta receita fiscal, arrecadando mais 952 mil euros na comparação com 2016.

Acompanhando a tendência nacional, as maiores câmaras municipais do distrito de Braga viram crescer as receitas de Imposto Municipal Sobre Transacções Onerosas (IMT), em resultado do dinamismo do sector imobiliário.
Braga recebeu 10 milhões de 775 mil euros por esta via, quase 12% mais do que em 2016.
Para a Câmara Municipal de Guimarães, o IMT representou, no mesmo ano, mais de seis milhões de euros, 7,1% acima da receita de 2016.
Em Vila Nova de Famalicão foram cobrados cerca de 4,4 milhões de euros em IMT, mais 5,1% relativamente a 2016.

Deixa o teu comentário

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login Seta perfil

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a Seta menu

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.

Bem-vindo ao Correio do Minho
Permita anúncios no nosso website

Parece que está a utilizar um bloqueador de anúncios.
Utilizamos a publicidade para ajudar a financiar o nosso website.

Permitir anúncios na Antena Minho