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Bairro do Picoto é indigno

Entrevistas

2021-09-21 às 06h00

Miguel Viana Miguel Viana

O mau estado em que se encontra o bairro social do Picoto foi um dos temas centrais do debate que juntou os candidatos à união de freguesias: José Ribeiro (BE), Marta Ferreira (PS), Filipe Gomes (CDU) e Miguel Pires (Coligação Juntos por Braga).

O mau estado em que se encontra o Bairro Social do Picoto foi um dos temas centrais do debate promovido pelo jornal Correio do Minho e pela Rádio Antena Minho’ e que juntou os candidatos à União de Freguesias: José Ribeiro (BE), Marta Ferreira (PS), Filipe Gomes (CDU) e Miguel Pires (Coligação Juntos por Braga).
José Ribeiro disse que o bairro tem “condições inimaginaveis”, comparando-o a “um autêntico gueto”. Já Marta Ferreira lamentou a falta de uma estratégia para a recuperação do bairro e que o PS “tem feito recomendações e sugestões” sobre a habitação na união de freguesias, mas “as coisas não acontecem”.
Miguel Pires, candidato que representa a Coligação Juntos por Braga nesta luta pela freguesia, esclareceu que o Picoto é difícil de reabilitar por estar em terrenos privados (da Arquidiocese de Braga) e que “há pessoas que não querem sair de lá”.

A valorização dos espaços verdes e a ligação entre o rio Este, o parque da Ponte e o Parque das Camélias foi outro dos assuntos abordados. Marta Ferreira considerou que os espaços verdes da união de freguesias podem ser melhor aproveitados, no âmbito de “um projecto mais global”. A falta de iluminação, de segurança e de caixotes do lixo foram os aspectos salientados pelo candidato da CDU, Filipe Gomes, que disse ser necessário fazer um inventário do património arbóreo existente nas zonas verdes. Miguel Pires (Coligação Juntos por Braga) defendeu a necessidade de haver alternativas para a realização da Feira Semanal (que decorre no sopé do monte do Picoto) e que o Parque da Ponte tem segurança, mas lamentou que as casas de banho públicas estejam encerradas. O bloquista José Ribeiro evocou as “remodelações mal feitas” ao longo dos anos no Parque da Ponte e propõe a existência de “uma ligação suave” entre o rio Este, o Parque das Camélias, o Parque da Ponte”.
O projecto, disse José Ribeiros, deve ser discutido com a comunidade.

No que se refere aos equipamentos desportivos, os candidatos à união de freguesias foram unânimes em reconhecer o mau estado em que se encontra o Estádio Municipal 1.º Maio e a necessidade de ser construído um pavilhão maior do que o Flávio Sá Leite para os jogos do ABC.
O debate encerrou com o tema do associativismo, intimamente ligado à Cultura e ao Cinema S. Geraldo. Os candidatos apresentaram várias ideias para o espaço. Albergar cineclubes e funcionar como multiusos foi a proposta de Filipe Gomes (CDU). Marta Ferreira apresentou o estímulo do mecenato para recuperar o cinema. Miguel Pires defendeu que o S. Geraldo pode dar um impulso à actividade das associações locais e José Ribeiro destacou as potencialidades do espaço para as acções das colectividades locais.
O debate foi moderado pelos jornalista Rui Miguel Graça e Rui Alberto Sequeira, do jornal ‘Correio do Minho’ e da Rádio Antena Minho.

Debate foi esclarecedor para a população

Esclarecedor, foi como os candidatos à União de Freguesias de S. Lázaro e S. João do Souto classificaram o debate promovido pelo jornal Correio do Minho e pela rádio Antena Minho.
O encontro que juntou José Ribeiro (do Bloco de Esquerda), Marta Ferreira (Partido Socialista), Filipe Gomes (CDU) e Miguel Pires (Coligação Juntos por Braga) serviu para debater os principais assuntos da união de freguesias e expôr os respectivos programas eleitorais. “Foram abordadas as necessidades da freguesia e apontadas algumas propostas de resolução e algumas boas ideias para serem implementadas no futuro. Foi um debate esclarecedor, porque foi dado eco das preocupações que ouvimos na rua. As pessoas reconhecem-se no que foi dito neste debate”, afirmou Marta Ferreira, candidata do Partido Socialista.
Filipe Gomes, candidato da CDU, considerou que “foi um debate em que foi possível apresentarmos as nossas propostas e darmos ao nosso eleitorado a capacidade de decidir quais as propostas que efectivamente melhor o servem”.

O candidato comunista destacou, ainda, que “ouvimos coisas boas de todos os intervenientes. Do ponto de vista da CDU existem, como é óbvio, muitas coisas que é preciso alterar e é essa força que é necessário ter no final do dia 26 para pegar nestas propostas e pô-las no terreno e torná-las possíveis”.
Miguel Pires, cabeça-de-lista da Coligação Juntos por Braga, explicou que saiu “contente” do debate. “Vincámos as nossas diferenças de visão. A nossa candidatura tem uma visão de futuro integrada para a freguesia, tem trabalho feito, porque temos dois elementos que vieram do executivo anterior”, disse Miguel Pires.

O candidato da coligação Juntos por Braga frisou que o eco obtido pela população da união de freguesias “é bom”, mas reconheceu que é preciso fazer mais. “Nós estamos aqui por este desígnio de fazer mais pelas pessoas de S. Lázaro e de S. João do Souto. Queremos uma cidade mais integrada e com mais progresso, sem tantos nichos de pobreza e com mais igualdade e com mais qualidade de vida”, desejou Miguel Pires.
O candidato do Bloco de Esquerda, José Ribeiro, referiu que o debate com as restantes candidaturas “foi calmo e muitodemocrático. Houve intervenções claras, simples e expuseram-se os problemas principais da união de freguesias. Fizeram-se críticas e deram-se sugestões e por isso penso que foi esclarecedor. O candidato bloquista notou que “houve, não uma grande diferença de posições e projectos diferentes”.

Exemplo disso, no entender de José Ribeiro, foi a posição assumida pelo candidato Miguel Pires.”Fiquei muito admirado pelo facto do candidato da Coligação Juntos por Braga ir ao nosso encontro, porque durante este último mandato foi a minha posição de sempre na Assembleia de Freguesia, de apresentar sugestões, recomendações e propostas concretas. Nunca houve um ‘feed-back’ de resolução dos problemas, com desculpas de mau pagador”, salientou José Ribeiro. No debate estiveram em análise assuntos relacionados com a habitação social, particularmente o estado de conservação dos bairros do Fujacal e do Picoto, a manutenção dos espaços verdes como o Parque da Ponte ou o Parque das Camélias e as intervenções em equipamentos desportivos como o Estádio 1.º Maio ou o pavilhão Flávio Sá Leite.
A moderação do debate esteve a cargo dos jornalistas Rui Miguel Graça e Rui Alberto Sequeira.

Principais ideias dos candidatos

Miguel Pires
Coligação Juntos por Braga
“Durante a pandemia descobrimos situações de pobreza envergonhada. Precisamos de fazer um protocolo com a Universidade do Minho para dar a conhecer as necessidades da população. Vamos criar o Conselho Associativo e Social, que permitirá chegar onde é preciso. Não descansamos enquanto o problema do muro do bairro do Fujacal não estiver resolvido. O Picoto tem um problema legal por serem terrenos da Igreja. Não podemos fazer intervenções no que é dos outros, mas é uma das nossas preocupações.”

Marta Ferreira
Partido Socialista
“Propomos a criação do Centro de Recursos Sociais. Pretendemos criar a Bolsa de Voluntariado na freguesia. Queremos pegar nos recursos da freguesia e criar uma acção social forte. Não há estratégia no bairro do Picoto, as pessoas não sabem o que aquilo é.”

José Ribeiro
Candidatura Independente
“Não se admite que haja um bairro em Braga, que é um gueto. Os moradores são seres humanos. As condições são inimagináveis. A recuperação é uma das nossas prioridades. A questão do muro do Fujacal, que está prestes a cair, é criminoso. Não pode continuar assim.”

Filipe Gomes
CDU
“Defendemos a interacção entre a Junta de Freguesia e as instituições sociais, que deverá criar mais parcerias. Interessa-nos agilizar o processo de integração das comunidades de imigrantes através da criação de um balcão de atendimento. O Estádio 1.º de Maio deve ser usado para actividades das associações da freguesia. O uso evita que se degrade ainda mais.”

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