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Braga

2019-02-09 às 06h00

Redacção

Braga à Lupa é dedicada, este mês, ao bacalhau à Narcisa. Integrada no programa ‘À Descoberta de Braga’ há ainda visita ao Museu dos Cordofones.

O programa ‘À Descoberta de Braga’ continua este mês dedicado ao Bacalhau à Narcisa e ainda uma visita guiada ao Museu dos Cordofones Domingos Machado.
De destacar que o projecto municipal ‘À Descoberta de Braga’ pretende fomentar no público escolar e na população bracarense o conhecimento e afecto pela história, património e identidade de Braga enquanto comunidade. É objectivo também a dinamização das instituições culturais da cidade e um incremento da capacidade de cooperação institucional do Município de Braga.

Este mês, a iniciativa ‘Braga à Lupa’ dá a conhecer o tradicional Bacalhau à Narcisa no próximo dia 13 de Fevereiro, numa sessão que começa às 21.30 horas no restaurante Bem-Me-Quer, no Campo das Hortas.
O Bacalhau à Narcisa, ou à Braga, é um dos grandes embaixadores da cidade. Confeccionada em todo o país, esta receita de bacalhau, que é frito em azeite – com o tacho cheio – acompanhado de batata frita às rodelas e acompanhado com vinho verde tinto ou branco, nasceu no famoso restaurante ao pé do cemitério, inventada pela criatividade da famosa Eusébia, a cozinheira que durante décadas ali pontificou. A pequena tasca bracarense, aberta na década de 1930, já fechou, mas chegou a ser visitada por figuras eminentes, como Amália Rodrigues, curiosos por provar o aroma da afamada receita de bacalhau. Em Lisboa, ainda hoje, não há restaurante que não ofereça o prato de ‘Bacalhau à minhota’, uma denominação que oculta a sua origem brácara, mas que eterniza um dos tesouros gastronómicos da capital do Minho.

Entretanto, e ainda no âmbito do programa ‘À Descoberta de Braga’, está marcada uma visita guiada ao Museu dos Cordofones Domingos Machado, na freguesia de Tebosa. As visitas estão agendadas para o dia 23 de Fevereiro, às 10 e às 11 horas.
Braga detém uma tradição secular associada à produção e prática de cordofones. Partindo do território bracarense, muitos instrumentos se propagaram pelo mundo. Os mais destacados elementos desta tradição são os cavaquinhos e a denominada viola braguesa. O cavaquinho é um ícone da cidade de Braga. O seu som tão peculiar está presente na música popular minhota. Em algumas regiões do Brasil é também apelidado de braguinha ou de machete de Braga. Este facto atesta, não só o uso migratório que partiu do Minho para este país, como também o labor dos cordofones na cidade. A existência da viola braguesa, também designada de viola de Braga, surge documentada desde o século XVII. Trata-se da viola mais popular do Noroeste Português e toca-se a solo ou no acompanhamento do canto em ‘Rusgas’, ‘Chulas’ e até ‘Desafios’.

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