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Autarcas reivindicam protagonismo e exigem apoio para sectores produtivos
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Autarcas reivindicam protagonismo e exigem apoio para sectores produtivos

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Autarcas reivindicam protagonismo e exigem apoio para sectores produtivos

Alto Minho

2020-09-18 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Conferência de Presidentes, promovida ontem pelo Eixo Atlântico em Pontevedra, reuniu 31 autarcas dos dois lados da fronteira e um conjunto de especialistas para definir as linhas mestras para se fazer o caminho da reconstrução pós-pandemia.

Autarcas da Galiza e Norte de Portugal reivindicaram ontem, por unanimidade, o papel determinante que as cidades e os municípios desempenharam durante a pandemia, exigindo agora que os fundos comunitários disponibilizados para a recuperação da crise pandémica devem ser aplicados nos sectores produtivos da Euro-região.
No encontro, promovido pelo Eixo Atlântico e que se realizou em Pontevedra durante quase quatro horas, “31 presidentes das principais cidades da Euro-região debateram com um conjunto de especialistas as principais linhas que devem definir o caminho da reconstrução.

O secretário-geral do Eixo Atlântico, Xoán Mao, começou por defender que “as ajudas não podem ir para empresas como a Iberia ou a Vodafone, que não são espanholas e o seu capital não é espanhol, é do Reino Unido, país que abandonou a EU, mas sim para os empresários e independentes portugueses e galegos”. Xoán Mao foi mais longe: “Espanha não deve actuar como um cavalo de Tróia para que o dinheiro da UE vá para empresas inglesas, deve sim investi-lo em quem paga aqui os seus impostos e gera riqueza e com isso mantêm a saúde, a educação e a própria administração pública”.

Os responsáveis políticos começaram por reivindicar a situação dos territórios de baixa densidade, que “são sempre os mais desprotegidos, não da pandemia, mas dos apoios para superar os seus efeitos”.
Uma postura defendida pelos presidente das câmaras da Galiza e de Portugal, que revelou “situações ignoradas” como as que está a viver o sector agro-alimentar, muito ligado à gastronomia e ao turismo, dado que muitas das grandes superfícies vendem produtos de outras regiões.
Por isso, uma das reivindicações unânimes foi o apoio aos sectores produtivos do território tanto às pequenas e médias empresas como aos independentes.

Outra conclusão “unânime” do encontro prende-se com o “papel determinante que as cidades e os municípios desempenharam durante a pandemia, cobrindo com os seus próprios recursos a falta de apoios de outras entidades, nas áreas sanitária, social, educativa, cultural e de motivação da população para resistir ao confinamento”. Precisamente porque são os municípios “os que melhor conhecem as necessidades dos seus cidadãos”, reivindicaram “um papel protagonista no processo de reconstrução para garantir que o referido processo contemple e apoie as necessidades dos habitantes das cidades da Euro-região”.

Futuro precisa de novas políticas urbanas

Mais colaboração regional e institucional entre os poderes públicos e maior ligação aos agentes da sociedade civil são a direcção a seguir pelos municípios que integram o Eixo Atlântico, que ontem reuniram, em Pontevedra, com especialistas para debater a recuperação económica e social na Euro-região no pós Covid-19.
“Existe uma necessidade de optimizar a gestão de recursos ao criar condições e dar espaço para que apareçam outros agentes que não as autarquias a apresentarem soluções que correspondam às necessidades dos territórios e dos cidadãos”, defendeu o presidente do Eixo Atlântico. Ricardo Rio foi peremptório: “se existir essa colaboração haverá uma maior capacitação da administração pública”.

Mais do que os investimentos, admitiu o também presidente da Câmara Municipal de Braga, “é preciso apostar em diferentes formas de criação de novas políticas urbanas que respondam aos desafios actuais de forma a estimular a competitividade e a inovação, criando melhores condições para o desenvolvimento territorial”.
Ricardo Rio assumiu ainda que, na gestão da pandemia, os municípios têm desempenhado um “papel decisivo” ao manter os serviços em funcionamento e a garantir os serviços sociais essenciais à população.
“Todos nós acreditamos numa Euro-região sem fronteiras, assente num modelo de contínua e intensa colaboração e essa será a melhor maneira de atingirmos dois objectivos que nos são muito caros: aproveitar em pleno todo o nosso potencial e assegurar que não teremos uma Euro-região a diferentes velocidades, sejam elas entre o litoral e o interior ou entre os meios urbanos e os meios rurais, tendo ainda em conta a coesão social”, destacou o presidente.

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