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Autarcas querem eurorregião na agenda dos governos nacionais
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Autarcas querem eurorregião na agenda dos governos nacionais

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Autarcas querem eurorregião  na agenda dos governos nacionais

Braga

2019-11-14 às 06h00

Isabel Vilhena Isabel Vilhena

‘A UNIÃO EUROPEIA E A PROXIMIDADE COM A EURORREGIÃO. QUE FUTURO?’ é o tema da conferência, promovida pelo jornal’Correio do Minho’ e a rádio ‘Antena Minho’, que tem lugar amanhã, no Museu dos Biscainhos.

“A eurorregião Norte de Portugal/Galiza é uma zonas com mais potencial para o futuro da União Europeia (UE) em termos de dinâmicas económicas, sociais, culturais e políticas urbanas e o nosso papel enquanto actores políticos é que a nossa voz seja ouvida de uma forma mais intensa, de modo a ajudar a formatar as políticas da UE”. A posição defendida por Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga e da Assembleia Geral do Atlântico.
Para Ricardo Rio que vai marcar presença na sessão inaugural da conferência ‘A União Europeia e a proximidade com a eurorregião. Que Futuro? que se realiza amanhã, no Museu dos Biscainhos, “é preciso que a eurorregião seja, cada vez mais, ouvida e reconhecida nos contextos nacionais”, lamentando que “quer o Norte de Portugal, quer a Galiza não tem estado nas prioridades dos respectivos governos. Os governos nacionais reconhecem a importância destas regiões no contexto dos respectivos países, mas falta pragmatismo no contexto da articulação ibérica. Este é um pilar fundamental para a afirmação da eurorregião na Europa”. Há projectos na área da mobilidade, da ferrovia e outros que tardam a sair do papel e ir para o terreno”.
Rio destacou “o papel dos nossos eurodeputados - José Manuel Fernandes, Isabel Carvalhais e Nuno Melo - e dos autarcas da região representados no Comité das Regiões no reconhecimento internacional na mais-valia desta eurorregião”.
José Maria Costa, presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo e membro do Comité Europeia das Regiões, junta-se à voz de Ricardo Rio em defesa de uma eurorregião mais forte junto da UE. “O que nos tem faltado a nível nacional é uma política mais activa do ponto de vista que a cooperação transfrontei- riça seja um desígnio nacional”, lembrando que “temos a fronteira europeia com maior desertificação e menor actividade eco- nómica de toda a Europa. Para inverter estes indicadores, é preciso ter uma estratégia clara, colocando a cooperação transfronteiriça na agenda dos governos português e espanhol para que a UE possa desenvolver um conjunto de instrumentos financeiros para apoiar as zonas de fronteira”.
O autarca vianense alerta para a ‘janela de oportunidade’ que se abre à região norte. “A região norte deve dar prioridade ao próximo quadro comunitário de apoio Portugal 20-30 porque este vai ser um quadro decisivo em que vamos poder introduzir medidas especificas para aquilo que é a desertificação, para consolidarmos um verdadeiro projecto de coesão territorial, mas, acima de tudo, ultrapassarmos os indicadores que nos colocam na rectaguarda do desenvolvimento europeu”, deixando um apelo à união das “forças políticas, governos, os nossos eurodeputados, forças regionais e autarquias. É preciso que haja um grande consenso naquilo que é a grande aposta de desenvolvimento da região, com um forte investimento na inovação e qualificação. É aqui podemos ganhar ou perder o futuro”, advertiu.
Em matéria de cooperação transfronteiriça, José Maria Costa destacou “o exemplo excepcional do Eixo Atlântico naquilo que tem sido feito de positivo na cooperação transfronteiriça e que hoje é reconhecido em toda a União Europeia e que deve ser transferido para o resto do país, mobilizando governo, comissões de coordenação das regiões e associações empresariais”.
Quanto ao ‘Futuro que nos aguarda’ que é o mote da segundo seu painel da conferência, Ricardo Rio e José Maria Costa reconhecem as dificuldades, mas mostram-se optimistas “nesta batalha do desenvolvimento do país, em especial das zonas de fronteira”, defendendo uma “política clara dos governos nesta matéria, elegendo este eixo como prioritário”.

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