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Autarcas estão a substituir Governo em “muitas responsabilidades”
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Autarcas estão a substituir Governo em “muitas responsabilidades”

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Autarcas estão a substituir Governo em “muitas responsabilidades”

Braga

2020-04-07 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

José Manuel Fernandes exige que fundos europeus, que estão agora disponíveis a 100%, sejam distribuídos de forma “justa, correcta e sem centralismos, de modo a que a coesão territorial, económica e social seja preservada”.

Por a situação “não ser fácil”, o eurodeputado faz um vénia aos autarcas que se têm substituído ao Governo e assumido responsabilidades que não são suas. José Manuel Fernandes espera, por isso, que todo o dinheiro disponível que seja utilizado de forma “justa, correcta e sem centralismos, de modo a que a coesão territorial, económica e social seja preservada”.
José Manuel Fernandes, que falava ontem em directo para os microfones da rádio Antena Minho, aplaudiu a actuação dos autarcas minhotos. “Muita gente não tem noção do que os autarcas estão a fazer. Estão a substituir-se em muitas responsabilidades ao Governo. Temos exce- lentes autarcas no país e enormes autarcas no Minho, que fazem um trabalho extraordinário e assumem responsabilidades que não são deles”.

Sobre o Governo, o eurodeputado aponta o dedo, já que, inicialmente, teve uma atitude “negligente e até tardia”. José Manuel Fernandes foi peremptório: “sei que é muito difícil esta gestão, mas houve uma desvalorização e aqui tivemos a sorte de estar na periferia da Europa, por- que o vírus chegou mais tarde e deu para aprender com os outros”.
Sobre as medidas de carácter económico, José Manuel Fernandes critica o facto de serem apresentadas “às pinguinhas e a conta-gotas e apesar de serem positivas não vão bastar”.
Além disso, o Governo continuou a seguir uma “atitude altamente centralista”. O eurodeputado exemplificou: “é no Norte que há mais casos e depois não é o Norte que temos testes, isto é um contra-senso”.

Só no Norte, no âmbito do Programa Operacional Regional do Norte (Norte 2020), lembrou José Manuel Fernandes, “há disponível mais de 1700 milhões de euros e é urgente que este dinheiro seja utilizado tendo em conta as especificidades de cada território”. Há agora a possibilidade, acrescentou o governante, “de se retirar dinheiro entre regiões”.
No plano de recuperação que terá que ser feito “exige-se” ao Governo que tenha em conta estas especificidades. “É preciso ajudar as instituições particulares de solidariedade social, as misericórdias, mas também o comércio local e as empresas”, deixou o aviso. Por isso, espera que, agora com estes recursos, “o Governo não os concentre e distribua sem ter em conta as regiões mais afectadas. Há autarquias pequenas que não têm capacidade sequer de pagar os testes, por exemplo”, alertou.

José Manuel Fernandes aproveitou ainda para agradecer a todos os profissionais de saúde que estão na linha da frente do combate à Covid-19, bem como todos os outros portugueses que continuam a trabalhar para termos os serviços mínimos .
Aos minhotos, o eurodeputado deu os parabéns por serem “cumpridores”. “Os minhotos nunca atiraram a toalha ao chão, não desistimos, sabemos que o momento é difícil, mas já demonstramos que somos capazes e vamos vencer mais esta batalha”, vincou. Por estarmos a viver o tempo da Páscoa, José Manuel Fernandes realçou ainda a “fé inabalável” dos minhotos. “Esta vai ser uma Páscoa completamente diferente daquela que vivemos sempre com muito fervor. Que não nos esqueçamos de três virtudes: fé, esperança e caridade”.

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