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Aumentar a reciclagem é importante para o ambiente e para a economia familiar
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Aumentar a reciclagem é importante para o ambiente e para a economia familiar

Braga

2020-06-05 às 06h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

No Dia do Ambiente, Rui Morais apela à população para apostar cada vez mais na reciclagem. Explica que é a melhor forma de preservar o ambiente e também de evitar um aumento de tarifário numa altura em que se perspectiva o agravamento da TGR.

Aumentar a separação de resíduos para reciclagem é importante para o ambiente, mas é também importante para a economia das famílias, sobretudo numa altura em que se perspectiva o aumento, para o dobro, da Taxa de Gestão de Resíduos (TGR) que terá, obviamente, repercussões na factura que chega à casa dos consumidores.
O apelo para a reciclagem é lançado por Rui Morais, presidente da Agere e presidente executivo da Braval, que chama a atenção para os dois benefícios que advêm da separação dos resíduos e da sua colocação nos ecopontos.
“Quanto mais reciclarmos, menos lixo colocamos nos contentores indiferenciados. Em termos práticos menos pagaremos de TGR”, explica em declarações ao ‘Correio do Minho’.

A questão coloca-se agora mais premente uma vez que, no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2020, foi aprovada uma proposta do PAN que duplica a TGR, passando dos actuais 11 euros por tonelada para 22 euros por tonelada de lixo depositado em aterro.
A actual situação de pandemia acabou por atrasar a aplicação prática da proposta do PAN, mas Rui Morais alerta que a única forma de os consumidores evitarem um aumento desta tarifa é aumentando a reciclagem.
“A Braval tem dados de reciclagem muito positivos e precisa manter-se assim e até melhor para que as pessoas, no futuro, possam continuar a beneficiar de tarifários mais reduzidos”, explica o responsável.
Rui Morais lembra ainda que a TGR “recai sempre sobre o consumidor final” e apesar de ser cobrada na factura mensal ela reverte na íntegra para a Agência Portuguesa do Ambiente, ou seja, “a Braval acaba por se ruma mera intermediária desta taxa”.

Com o desconfinamento em marcha, Rui Morais revela que a reciclagem aumentou durante os últimos três meses na área de intervenção da Braval, o que “demonstra que as pessoas, e bem, estão preocupadas com o ambiente”. Além das preocupações ambientais, têm agora também uma preocupação económica para incentivar à reciclagem, uma vez que a referida taxa é importa a nível nacional. “Não me canso de apelar às pessoas para que reciclem”, remata.

Apelo ao civismo para manter concelho limpo

Numa “crítica construtiva”, Rui Morais apela ao civismo de população para que não deite lixo ao chão.
“O lixo só existe no chão porque alguém o deita para lá”, realça, lembrando que “não existe justificação “para estes actos reprováveis”, sobretudo quando a Agere acaba de montar mais mil novas papeleiras, duplicando assim a cobertura destes recipientes no concelho.

Além de duas mil papeleiras, existem ainda 4500 contentores espalhados pelo concelho “logo não há desculpas para deitar lixo para o chão”, além de que “é uma questão de civismo”.
Rui Morais alerta ainda que, dada a actual de situação de pandemia, deitar lixo para o chão é também “perigoso” do ponto de vista de saúde pública, e não se refere apenas a máscaras e luvas, mas também outro lixo como lenços de papel e tudo o que nos passe pelas mãos.

Além das mil novas papeleiras, houve também um investimento para que todas as papeleiras tenham saco para o lixo, permitindo assim que elas não se sujem tanto. Mantém-se a lavagem das mesas, mas o saco para o lixo é mais higiénico e facilita o trabalho de quem o recolhe.
No actual contexto de pandemia, Rui Morais nota ainda que o processo de contentorização dos resíduos urbanos acabou por se revelar “muito importante”, desde logo porque deixaram de se colocar os sacos do lixo no chão, o que poderia propiciar focos de contágio.

Com a contentorização deixou de ser ver lixo espalhado nas ruas, fruto muitas vezes do mau acondicionamento ou de ataques de animais enquanto não era feita a recolha. Estes contentores são limpos quinzenalmente, recorda Rui Morais, realçando que, apesar de muitas teses contra ou favor da eficácia do método, a Agere faz um balanço positivo da higienização das ruas e espaços públicos como medida para combater a propagação da Covid-19.

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