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Alto Minho

2022-09-27 às 06h00

Libânia Pereira Libânia Pereira

Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima celebrou o 135.º aniversário. Presidente da câmara municipal, Vasco Ferraz, enaltece papel da corporação no concelho e diz ser um parceiro.

Citação

“O s 135 anos de existência são definidores da importância da Associação Humanitária para o concelho de Ponte de Lima. É um orgulho para o concelho e o trabalho dos bombeiros é determinante e justifica os princípios de parceira com o Município de Ponte de Lima”. As palavras de Vasco Ferraz, presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, espelham o orgulho que o autarca sente pelo trabalho desenvolvido pela corporação limiana nestes 135 anos de história, celebrados no domingo.
“A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima é para nós uma associação de muito valor, presta um trabalho essencial no socorro e transporte de doentes e substitui o que poderá ser um papel da câmara municipal e, por isso, temos um respeito enorme pelo trabalho da associação e mantemos o apoio à instituição. Temos este princípio de apoio de forma contínua para afirmar que vemos na Associação Humanitária um grande parceiro”, sublinhou o autarca, a propósito da comemoração do 135.º aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima.

Realçando o “enorme apoio”, o edil revelou terem aumentado o subsídio anual em 10 por cento, “percebendo a dificuldade em fazer face ao aumento das despesas” e destacou ainda o apoio da autarquia na aquisição de uma viatura no valor de 225 mil euros e para a construção de uma nova torre de treinos.
“Em termos de apoio anual, o subsídio é de 72 mil euros, depois pagamos os seguros para todos os bombeiros e as equipas de intervenção permanente, que são mais de 100 mil euros, sendo que, no geral, entre apoios, equipas e investimentos a verba anual varia entre os 350 a 400 mil euros”, revelou o presidente, que considera determinante a profissionalização do sector.

“Os Bombeiros de Ponte de Lima foram os primeiros do país a ter uma segunda Equipa de Intervenção Permanente e também a terceira equipa e agora vão ser novamente a primeira corporação a ter a quarta equipa de intervenção. A câmara subsidia metade do funcionamento das equipas, porque entendemos que, para prestar um melhor apoio, a profissionalização é determinante”, frisou Vasco Ferraz, realçando a existência de duas equipas permanentes em cada um dos quartéis, cumprindo dois horários.
Vasco Ferraz destacou ainda o facto de ser “uma das corporações do país que vai mantendo voluntariado” e a adesão elevada, “com 20 formandos na última escola”. “Em termos de conforto, faz com que este apoio faça sentido, é um estímulo para continuarmos a apoiar”, rematou o presidente, elogiando “a paixão por parte de todos os voluntários”. “Sem essa paixão nada seria possível”.

Bombeiros contam com apoio e reconhecimento público

Com cerca de 130 bombeiros no corpo activo, três Equipas de Intervenção Permanente (EIP) iniciando a 4.º muito em breve, um parque automóvel operacional com cerca de 40 viaturas, 50 funcionários, e um orçamento anual superior a 1.500.000 euros, a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima (AHBVPL) vive uma situação financeira estável graças a um controlo rigoroso dos custos, e ao apoio inquestionável da Câmara Municipal de Ponte de Lima, assim como das juntas de freguesia.
Para o presidente da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima, Américo José Fernandes, o município “tem sido um parceiro indissociável”, e salienta a comparticipação em 50% para a quarta EIP, e o apoio para a aquisição do veículo de socorro e assistência especial, que teve um custo superior a 300.000 euros e que foi comparticipado pelo município em 225.000 euros “A viatura mais cara, que alguma vez esta associação adquiriu”, garante.

Este reconhecimento estende-se igualmente às juntas de freguesia que possibilitaram a aquisição de 30 fatos de combate ao incêndio urbano, um investimento superior a 40.000 euros.
A par destes apoios “há um enorme esforço financeiro para conservar esta associação como uma referência na qualidade dos serviços prestados”, assegurou Américo José Fernandes.
No momento as principais preocupações prendem-se com a renovação da frota automóvel, com a aquisição de meios aquáticos e com a aquisição de veículos de transporte de doentes. Américo José Fernandes lembra o elevado desgaste das viaturas e salienta que “o processo de melhoria é constante, sempre em nome da protecção e do socorro”.

Relativamente a projectos e prioridades futuras, o presidente da Associação Humanitária destaca “a necessidade de melhorar as condições financeiras dos nossos recursos humanos. Temos vindo a aumentar salários e pretendemos continuar a fazê-lo no próximo ano já que eles merecem esse reconhecimento, que perante o actual contexto económico se torna ainda mais urgente”.
A construção do campo de treinos é também apontada por Américo José Fernandes como um projecto que espera ver concretizado ainda este ano. Relativamente a este ponto, também o comandante Carlos Lima frisa que este é um “anseio de alguns anos, e uma necessidade real para que os bombeiros estejam bem preparados para cumprirem a sua missão”.

Renovação de meios e voluntários são prioridades

Responder de forma eficiente e célere ao socorro de pessoas e bens é a prioridade assumida pelos Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima ao longo dos seus 135 anos de existência. Nesse sentido, e no dia de comemoração deste aniversário, o comandante Carlos Lima apontou como principais necessidades a aquisição de duas ambulâncias de transporte de doentes não urgentes, duas embarcações tipo mota de água, e a aquisição de um veículo de planeamento, comunicação, comando e controlo de apoio a grandes eventos municipais.
Estas foram as necessidades identificadas e transmitidas e pelo comandante da corporação no passado domingo, no âmbito da celebração do 135.º aniversário da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima.

Actualmente a corporação conta com um total de 40 veículos, e 130 bombeiros (45 profissionais, 5 profissionais civis, os restantes são voluntários).
“O parque automóvel tem de ser renovado periodicamente, o que se traduz num enorme esforço financeiro, porém, a necessidade de conservar esta associação como uma referência na qualidade dos serviços prestados, obrigaram-nos a efectuar este investimento”, defende o presidente da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima, Américo José Fernandes.

Quanto ao número generoso de homens e mulheres ao serviço no quartel da sede do concelho e na secção de Freixo “tem vindo a ser mantido há já alguns anos e tem sido suficiente, sendo que as constantes escolas de formação conseguem colmatar as saídas que vão acontecendo”, afirma o comandante Carlos Lima. As acções de recrutamento têm sido frequentes, candidatos não têm faltado e por ano esta corporação recebe cerca de 20 novos voluntários.
“É com enorme satisfação, que verificamos que apesar da crise de voluntariado, esta corporação faz questão de contrariar esta tendência”, garante Américo José Fernandes.
A instituição promove ainda diversas acções de sensibilização e formação junto das escolas de modo a “manter vivo o espírito de voluntariado junto da população juvenil”, assume o presidente da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima.

Real Associação de Bombeiros conta 135 anos

A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima (AHBVPL) celebrou no passado domingo 135 anos de existência ao serviço da comunidade. A cerimónia ficou marcada por momentos de homenagem a individualidades que de forma abnegada serviram a instituição, e pela bênção de viaturas, nomeadamente da “viatura mais cara, que alguma vez esta associação adquiriu”.
Entre os homenageados destacou-se o bombeiro Herculano Garcia da Silva com 93 anos de idade, o qual ingressou no Corpo de Bombeiros em 1960, tendo passado ao Quadro de Honra em 21 de Outubro de 2000. Enquanto bombeiro voluntário “foi um exemplo para sucessivas gerações, um exemplo de humildade, dedicação e altruísmo, que justificam o respeito e a admiração de todos”, considerou o presidente da AHBVPL Américo José Fernandes.
Já a título póstumo foram homenageados o monsenhor José Gomes de Sousa, padre Zé como carinhosamente era tratado, e o Comandante Rogério da Silva Guerra, “pelo contributo para a grandeza e prestígio da instituição”.No decorrer da cerimónia houve lugar para a benção de viaturas, nomeadamente de um veículo de socorro e assistência especial que teve um custo superior a 300.000 euros, “a viatura mais cara, que alguma vez esta associação adquiriu”, garantiu o presidente da AHBVPL.

Recorde-se que a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima foi fundada a 25 de Setembro de 1887, tendo sido homologada a 13 de Abril de 1888, através do alvará emitido pelo Governo Civil de Viana do Castelo.
Carta régia de Abril de 1895 concedeu-lhe o título de ‘Real’ sob proposta do poeta e diplomata limiano António Feijó.
Em 1888, a Associação Humanitária instala-se no rés-do-chão de um imóvel junto ao adro da igreja matriz. Através de uma deliberação de Agosto de 1896 passa a residir em permanência nas instalações da associação um guarda que também exercia funções de clarim.
Em 1905, a a associação instala-se na cave e piso térreo dos Paços do Concelho. O primeiro pronto de socorro da corporação foi adquirido em 1926.
A corporação limiana foi agraciada com Medalha de Honra do Concelho (grau ouro) em 1983 e com Medalha de Ouro Municipal em 1985.

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