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Associação quer comércio como marca da cidade
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Associação quer comércio como marca da cidade

Braga

2010-10-23 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

A Associação Comercial de Braga iniciou o ciclo de seminários ‘Noite do Conhecimento’ com a discussão do tema marketing de cidades.

Fazer do slogan ‘Braga Capital do Comércio’ a marca da cidade foi sugerido pelo presidente da Associação Comercial de Braga, Domingos Barbosa, anteontem, no final do primeiro seminário do ciclo ‘Noites do Conhecimento’, subordinado ao tema ‘Marketing de cidades e o papel de empresas, comerciantes e residentes’.
O líder da ACB argumentou que “Braga tem grandes pergaminhos no comércio, fundou-se e desenvolveu-se no comércio” para propor a adopção daquele lema como marca identitária da cidade.
A sugestão de Domingos Barbosa surgiu depois de António Azevedo, professor da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, ter defendido “a importância e a necessidade de uma política de marketing territorial e de uma marca de cidade forte como factor de competitividade e desenvolvimento sustentável”.
“Os decisores das políticas públicas devem reconhecer o papel da marca de cidade como uma ferramenta estratégica de desenvolvimento sustentável, que contribui para clarificar a identidade, valorizar a imagem e o posicionamento percebidos, aumentar o sentido de pertença e a auto-estima e reforçar a coesão social”, acrescentou aquele académico, membro do ‘iMarke - Unidade de Investigação em Marketing da Escola da Economia e Gestão.

Pouca atenção aos planos estratégicos e de marketing
Partindo das experiências de marketing territorial desenvolvidas em cidades como Amesterdão, Belfast ou Edimburgo, António Azevedo salientou que, em Portugal, poucas cidades têm planos estratégicos e de marketing.
No caso de Braga, o especialista da Universidade do Minho apontou a pouca integração de campanhas e sub-marcas que têm surgido ultimamente: ‘Guerreiros do Minho’, ‘I love Braga’, É bom dormir em Braga’ ou ‘Braga à Mesa’.
A instalação do Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL) poderia, na opinião de António Azevedo, potenciar a criação da marca ‘cidade do futuro’.
O primeiro conferencista do ciclo ‘Noites do Conhecimento’ insistiu na importância do marketing territorial num quadro de concorrência entre as 150 cidades portuguesas.
“A relevância estratégica do marketing de cidades deve ter um papel integrador e agregador e deve ser gerido por uma unidade de gestão profissional com um horizonte temporal para além dos ciclos eleitorais autárquicos e aberta aos contributos por todos os actores internos da cidade”, defendeu também António Azevedo, que sugeriu uma empresa municipal de capitais mistos como o melhor instrumento para a implementação dessa política.

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