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Ensino

2012-01-15 às 16h40

Patrícia Sousa

A nova presidente da Associação Nacional de Professores, Paula Carqueja, assumiu, ontem no final do congresso extraordinário, em que foi eleita, estar mais próxima dos professores.

Paula Carqueja sucede João Granjo na liderança da Associação Nacional de Professores (ANP). A nova presidente, que foi eleita, ontem durante o congresso extraordinário, quer chegar a todos os professores e criar e aprovar um código ético e deontológico que regulamente a carreira de docente.
“Propomos retomar os debates no seio da classe com todas as organizações para saber qual é o reconhecimento intrínseco do que é ser professor e da necessidade de criar uma entidade de auto-regulação da profissão”, vincou a nova presidente da ANP, alertando para a necessidade de “elaborar e aprovar um código ético e deontológico que possa ser adoptado pelos professores para colmatar esse vazio que existe”.
A equipa liderada por Paula Carqueja, a única que se candidatou aos corpos gerentes da associação, apresentou uma moção de estratégia global com seis eixos fundamentais: auto-regulação da profissão docente, formação contínua e desenvolvimento profissional, aumento dos protocolos sociais, alargar o plano jurídico, acesso à carreira docente e mais acção associativa.
“A associação tem que ser sustentável. Neste momento existem cerca de 10 mil associados, mas é preciso conquistar mais. Temos que ir ao encontro dos professores e para isso vamos dar um contributo e aumentar o plano jurídico”.
A ANP encomendou dois estudos a duas entidades distintas, um em 2006 e outro em 2010, “para saber o que é necessário já que os docentes são a garantia da defesa dos valores culturais da nação e um factor relevante de desenvolvimento científico do seu povo e, por isso, é preciso dignificar a carreira”.
Porque os centros de formação estão fechados, a associação vai também estar atenta a essa lacuna.
Sobre a avaliação dos professores, Paula Carqueja não se quis pronunciar, aguardando que o documento seja, entretanto, homolgado.
Em relação ao futuro, a presidente da ANP admite que depois da revisão curricular ainda vai piorar. “Estamos a trabalhar na revisão interna da proposta base da revisão curricular. Entretanto, vamos estar na quarta-feira na Assembleia da República para fundamentar o nosso parecer e vamos também transmitir essas preocupações ao Ministério da Educação”, referiu a líder.

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