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Braga

2012-07-02 às 06h00

José Paulo Silva

Uma proposta para a criação de um programa local de aproveitamento de desperdícios alimentares de cantinas, restaurantes e supermercados não passou na última sessão da Assembleia Municipal.

Uma recomendação do CDS/PP no sentido de a Câmara de Braga executar um programa de aproveitamento de desperdícios alimentares a favor de pessoas carenciadas foi reprovada pela maioria dos eleitos da Assembleia Municipal.
A sugestão do CDS/PP motivou mesmo forte censura dos grupos de eleitos do Bloco de Esquerda e da CDU, que discordaram do sentido caritativo e alegadamente miserabilista da proposta.

Segundo os eleitos do CDS/PP, a câmara deveria servir de “plataforma de contactos” entre entidades que produzem excedentes alimentares como cantinas, restaurantes e supermercados e as instituições de apoio social.

A iniciativa ‘Desperdício Alimentar’, que envolve a Associação de Hotelaria, Restauração e Similares, a Associação Nacional de Municípios Portugueses e a Autoridade da Segurança Alimentar Económica, serviu de inspiração para o programa local que o CDS/PP propôs na última sessão da Assembleia Municipal com o apoio do PSD.

A maioria PS, no entanto, inviabilizou a proposta, com Marcelino Pires a adiantar que já existem serviços de auxílio alimentar a funcionar no concelho de Braga, nomeadamente por iniciativa da Cáritas e da Santa Casa da Misericórdia de Braga.

A maioria dos eleitos da Assembleia Municipal reprovou também outra recomendação apresentada pelo CDS/PP para que a Câmara estabelecesse um protocolo com a Associação Académica da Universidade do Minho, com o objectivo de promover a partilha de habitações de idosos isolados com estudantes em dificuldades económicas.

Marcelino Pires informou que esta matéria está já protocolada, no âmbito da Capital Europeia da Juventude, com a associação Habitat, razão pela qual o PS votou contra a recomendação, acompanhado pela CDU e BE.

PSD e PS divididos na avaliação da Capital Europeia da Juventude


PS e PSD voltaram, na última sessão da Assembleia Municipal, a apresentar apreciações antagónicas sobre a forma como está a decorrer o evento Braga 2012 Capital Europeia da Juventude (CEJ).

Numa declaração política em que apresentou “o balanço anual da governação PS”, o deputado socia democrata Hugo Soares criticou o atraso na concretização do projecto ‘GeNeRation’, de reabilitação do antigo quartel da GNR. “Não nos esquecemos das promessas sobre a entrega aos jovens e às associações da gestão daquele espaço que até hoje resultou numa mão cheia de nada”, disse.

Ainda sobre a CEJ, Hugo Soares censurou “a intentona” apresentada pela gestão PS “de que o Governo estava a afogar a CEJ, tornando impossivel o acesso a fundos comunitários”, acusando os socialistas de se terem esquecido “que os compromissos financeiros do Governo para com a CEJ foram assumidos no tempo do Governo Sócrates”.

Marta Ferreira, em nome do PS, declarou, por seu lado, que a CEJ “tem sido um importante dinamizador da economia local, nomeadamente do centro histórico da cidade”.
A jovem socialista destacou, em declaração política, o apoio camarário à economia local “através de eventos de qualidade e coerentes com aquilo que é a nossa tradição e cultura”, apontando como outros exemplos dessa política, a Semana Santa, a Braga Romana, o Mimarte ou os Encontros da Imagem.

CDU apoia espaços cicláveis

Na sequência de um encontro com um grupo de cidadãos subscritores de uma proposta de mobilidade sustentável, a CDU recomendou à Câmara de Braga que contemple espaços para a circulação de bicicletas nas praças que estão a ser requalificadas no âmbito do projecto de regeneração urbana.

Carla Cruz, daquela força política, defendeu igualmente a criação de uma ciclovia entre a estação ferroviária, a central de camionagem e a Universidade do Minho, a par de zonas exclusivas a bicicletas nas avenidas 31 de Janeiro e da Liberdade.

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