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Artistas criticam ambiguidade das medidas para o sector

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Artistas criticam ambiguidade das medidas para o sector

Braga

2020-05-23 às 08h03

Paula Maia Paula Maia

As medidas anunciadas para o sector da Cultura prometem deixar os artistas e profissionais das artes “sem chão e sem pão” como refere Daniel Pereira Cristo. músico e compositor bracarense, vencedor do Prémio Carlos Paredes, ao Correio do Minho.

As medidas anunciadas para o sector da Cultura prometem deixar os artistas e profissionais das artes “sem chão e sem pão” como refere Daniel Pereira Cristo. músico e compositor bracarense, vencedor do Prémio Carlos Paredes, ao Correio do Minho.
A proibição de concertos em público ou festivais, assim como a redução da lotação em teatros e salas de espectáculos a 1/3 está a gerar indignação no meio artístico que praticamente paralisou desde o início de Março, com o cancelamento de espectáculos, deixando muitos artistas e pessoal técnico sem quaisquer rendimentos, já que nem todos são elegíveis para os apoios da segurança social.

A comunidade artística fala da incongruência das medidas quando comparadas com as adaptadas para outros sectores, fazendo da cultura “o parente pobre do país”.
Nas redes sociais têm sido muitos os artistas que questionam porque é que se proíbem os concertos e festivais, sobretudo ao ar livre, quando, já a partir de 1 de Junho, os aviões poderão voar sem qualquer limite de lotação.
“Não compreendo como é que se opta por cancelar os espectáculos até Setembro, ou mais, quando as pessoas continuam a andar de transportes públicos ou os aviões passam a voar lotados a partir de 1 de Junho, com 300 pessoas umas em cima das outras”, refere Daniel Pereira Cristo, dando conta que, por exemplo, os espectáculos ao ar livre - com são muitos dos que protagoniza em festas - ou concertos de menor dimensão, não representam tantos riscos como os que se colocam em outras situações.

“Se não é possível fazer isto, não é possível fazer nada”, continua Daniel Pereira Cristo. E continua: “porventura a indústria artística não é tão grande como outras”, continua o artista bracarense que fala da “ambiguidade” e “disparidade” das decisões que estão a ser tomadas face a outros sectores de actividade.
Desde início de Março Daniel Pereira Cristo não realiza nenhum espectáculo, apesar da agenda preenchida que tinha até ao final do Verão. Está a receber apoio da segurança social, mas viu interrompido um percurso totalmente dedicado à música.

“É muito diferente a posição de um artista que ganha milhões, dos artistas que lutam pulso a pulso para terem espectáculos para viverem e fazer aquilo que os apaixona. Até esse bocadinho tiram”, conclui.
Hugo Torres partilha da mesma opinião de Daniel Pereira Cristo. Com 28 concertos agendados ate final do Verão, o artista do projecto ‘Farra Minhota’ viu todo o trabalho preparado “ir por água abaixo”.
“Só para o Verão de 2021 é que voltamos, se não houver nada em contrário”, continua o músico, argumentando que muitos profissionais que trabalham consigo vivem somente dos espectáculos que realizam.
Também Hugo Torres defende que espectáculos ao ar livre, numa festa de romaria, concertos com menor lotação, não representam riscos muitos acrescidos. “Tudo está relacionado com as forças económicas que o nosso sector não tem”, diz.

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