Correio do Minho

Braga, quarta-feira

Arcebispo de Braga transmite mensagem de esperança aos fiéis
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Arcebispo de Braga transmite mensagem de esperança aos fiéis

Todos à espera do Bolo-Rei de Frutos Secos da Pastelaria Maximinense

Cávado

2018-09-17 às 06h00

Miguel Viana

Milhares de pessoas ouviram D. Jorge Ortiga a incentivar a Igreja a apostar na criação de “grupos sonhadores da esperança”. Mensagem foi transmitida na missa campal em honra de Nossa Senhora do Alívio, em Soutelo.

A igreja deve transmitir uma mensagem de esperança. O apelo foi feito pelo Arcebispo Primaz de Braga e das Espanhas, D. Jorge Ortiga, na missa campal, que ontem reuniu milhares de pessoas na romaria de Nossa Senhora do Alívio. “O nosso programa pastoral tem como objectivo fazer com que as nossas comunidades sejam esperança. Isto acontecerá se criarmos uma mentalidade em que o cristão tem de participar activamente na vida da comunidade e de modo criativo”, afirmou D. Jorge Ortiga. O Arcebispo Primaz de Braga e da Espanhas, considerou ainda que a sociedade “tem a responsabilidade de ser o fermento dessa mesma esperança. Dai a importância de continuar a constituir grupos sonhadores da esperança. É através destes grupos que os cristãos poderão, por um lado, conhecer mais profundamente a doutrina de Cristo, e depois, aderir, em termos de convicção e de confiança em Cristo e chegar a este cumpromisso activo no seio da sociedade”.

D. Jorge Ortiga incentivou ainda a Igreja a “demonstrar a sua vitalidade, o seu cumpromisso, no sentido de eliminar as causas de determinados problemas, e através do trabalho que a igreja faz, fazer com os cristãos sejam homens e mulheres novos, com uma identificação com Cristo e, ao mesmo tempo, de luta por uma sociedade mais justa e mais fraterna”.
Fazendo notar a presença de milhares de fiéis junto à Igreja de Nossa Senhora do Alívio, D. Jorge Ortiga declarou que tal facto pode ser encarado com um indicador de que a mensagem de esperança está a passar para a comunidade. “Assim o espero. A mensagem parte daqui, vai depois para as paróquias, e também para os párocos, que já têm o programa pastoral. Será mais um passo em frente na renovação da Igreja e que passa pela renovação da Diocese em que estamos verdadeiramente empenhados. Queremos uma Igreja diferente, mais fiel a Cristo e mais comprometida com os problemas do ser humano”, explicou D. Jorge Ortiga.

Foi precisamente a fé que levou muitos fiéis a participarem nas cerimónias religiosas da romaria. “Venho aqui sobre tudo por uma questão de fé. A vertente religiosa é muito importante”, revelou André Alves, da freguesia de Oleiros, que participou na romaria com um grupo de amigos.
Carlos Araújo sentiu muito a “alegria de estarmos aqui pela vertente religiosa da romaria”.
Já Manuel Sousa destacou que a presença na romaria “tem muita importância. Só quem tem muita fé, como eu tenho, vive muito isto. Sou cristão e sempre vivi muito a minha religião”.

As cerimónias contaram com a presença de vários grupos de fiéis vindos de vários pontos do distrito como Braga, Barcelos e Guimarães, além de Vila Verde.
As cerimónias religiosas de ontem começaram com concentrações das várias confrarias e paróquias do concelho junto à Igreja Matriz de Vila Verde e à Igreja Paroquial de Soutelo. Seguiram, depois, em desfile até ao Santuário de Nossa Senhora do Alívio. A missa campal foi presidida pelo Arcebispo Primaz de Braga e das Espanhas, D. Jorge Ortiga.
O programa prosseguiu durante a tarde com o Terço e a Pregação e uma missa no Santuário.

Romaria é sinónimo de bons negócios

“O negócio está a correr bem”. Esta era a frase mais ouvida entre as dezenas de comerciantes que tinham bancas montadas nas imediações do Santuário de Nossa Senhora do Alívio, em Soutelo. Às 9.30 horas eram já várias as pessoas que se abeiravam das bancas para apreciar e comprar os produtos colocados para venda.
A afluência aumentou à medida que os dois desfiles de peregrinos (um vindo de Vila Verde e outro da Igreja Matriz de Soutelo) se aproximavam do santuário do Alívio. “Depois de uma caminhada destas, temos de repor o açúcar”, disse um romeiro, de caixa de doces na mão, a quem estava à sua volta. Os comerciantes começavam a não ter mais a medir para tanta procura, principalmente nas bancas dos doces. “O negócio está a correr bem. Temos muita gente e temos uma grande afluência, sim”, disse Sofia Silva.

O produtos mais procurados na banca de Sofia Silva são “os bolinhos em miniatura, os doces pequeninos. As pessoas levam muitas caixas deles”, revelou a comerciante. “O negócio ainda compensa. Ainda há muita gente que procura este produto”.
Cidália Noites marca presença na romaria de Nossa Senhora do Alívio há cerca de 25 anos e reconhece que “habitualmente faz bons negócios”, mas acrescenta que “já fiz melhor”. Os produtos mais vendidos na banca de Cidália Noites são os artigos de charcutaria, especialmente “os presuntos e as chouriças”.
Na banca ao lado, Fátima Mota vende também produtos de charcutaria, e normalmente costuma fazer bons negócios. “É habitual fazer bons negócios, principalmente neste dia (da peregrinação)”, indicou a comerciante.

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