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Braga

2020-08-10 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Biblioteca Digital do Cávado já validou documentação e segue-se o processo de digitalização. Daqui a três ou quatro meses estará disponível.

Cada município da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Cávado já validou a documentação, agora vai entrar em curso o processo de digitalização para “daqui a três ou quatro meses estar disponível na Biblioteca Digital do Cávado AquaLibri”, adiantou a directora da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em representação da Rede Intermunicipal de Bibliotecas de Leitura Pública do Cávado. “Trata-se de um projecto muito interessante e que no futuro vai beneficiar muito a comunidade”, assegurou Aida Alves.
A Rede Intermunicipal de Bibliotecas de Leitura Pública do Cávado está a desenvolver o projecto ‘Biblioteca Digital do Cávado’. Apresentada ao abrigo do Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Serviços (PADES), a Biblioteca Digital do Cávado tem um custo inicial de implementação na ordem dos 30 mil euros, sendo comparticipado em 50% pelo Ministério da Cultura/Direcção Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas e 50% pelos municípios da CIM do Cávado.

“Este projecto tem como objectivo a criação de uma plataforma digital de acesso aberto, que integrará o património bibliográfico e documental da região constituído pelas colecções dos Fundos Locais das seis bibliotecas municipais do Cávado e por colecções particulares e arquivos familiares, associativos ou outros, bem como recursos de informação científica sobre a região, actualmente dispersos e nem sempre acessíveis”, explicou a directora da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, Aida Alves.
“Estivemos a seleccionar o historial documental, a acautelar os direitos autorais e a propriedade intelectual de forma a ser acedido a digitalização do material e isso demora o seu tempo”, justificou a directora da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, referindo que o confinamento por causa da Covid-19 também “atrasou todo o processo”.

Entretanto, já foram validados “espólios documentais que são patrimoniais e históricos”, sendo agora digitalizados para memória futura e para terem consulta livre.
“Os seis municípios fizeram a selecção da documentação. Temos publicações em série, revistas, jornais do século XIX, cartazes, fotografias e postais”, con- tou Aida Alves, referindo que todo este espólio vai agora ser digitalizado para depois ser disponibilizado em texto integral e imagens no portal da CIM Cávado, através da plataforma DSpace. Aqui a CIM do Cávado conta com a parceria da Universidade do Minho, devido ao elevado domínio já demonstrado na criação de repositórios a nível nacional e internacional.

O Município de Braga vai adoptar como patrono, e que dá também nome à biblioteca, Lúcio Craveiro da Silva. “Foi uma figura que se destacou no ensino superior, mas também na política cultural do concelho e é importante para que a comunidade local saiba quem foi Lúcio Craveiro da Silva”, justificou.
Por exemplo, o Município de Vila Verde também vai disponibilizar a obra de Álvaro da Costa Machado Vilela.

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