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Aprovada a venda da empresa Coelima
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Aprovada a venda da empresa Coelima

Vaudeville 2021 com balanço positivo

Aprovada a venda da empresa Coelima

Vale do Ave

2021-06-19 às 06h00

Redacção Redacção

Na assembleia de credores, a venda foi aprovada por 96% dos votos. A Coelima declarou insolvência na sequência da quebra de vendas provocada pela pandemia e da não aprovação das candidaturas que apresentou às linhas Covid-19.

Os credores aprovaram, ontem, a venda da Coelima, tendo o Juízo de Comércio de Guimarães agendado para 25 de Junho a continuação da Assembleia de Credores para votação das propostas para a compra da empresa têxtil.
A venda da Coelima, proposta pelo administrador de insolvência, foi aprovada por mais de 96% dos votos na assembleia, que durou mais de quatro horas. Ficou ainda decidido que até às 18 horas do dia 21, segunda-feira, os três interessados na aquisição da empresa insolvente possam melhorar as respectivas propostas, prazo que serve igualmente para que novos interessados apresentem propostas de compra ao administrador de insolvência.
Para as 10 horas de 25 de Junho, ficou marcada a continuação da Assembleia de Credores, na qual serão analisadas e votadas as propostas para a aquisição da têxtil de Guimarães.
Parte integrante do grupo MoreTextile – que, em 2011, resultou da fusão com a JMA e a António Almeida & Filhos, a Coelima apresentou-se à insolvência no passado dia 14 de Abril, na sequência da quebra de vendas “superior a 60%” provocada pela pandemia e da não aprovação das candidaturas que apresentou às linhas Covid-19. O anúncio da declaração de insolvência foi publicado a 22 de Abril, com a empresa a apresentar um passivo de perto de 30 milhões de euros e cerca de 250 credores no final de 2020.
Apesar de ter inicialmente manifestado a intenção de apresentar um plano de insolvência com vista à sua recuperação, a administração da têxtil de Guimarães acabaria por recuar e, a 26 de Maio, avançou à Lusa não estarem “reunidas as condições que permitam assegurar a manutenção da exploração”. Ainda assim, dizia estar “em curso um processo de aproximação por parte de um consórcio de investidores que poderão permitir a preservação da actividade económica desenvolvida pela Coelima”.
A confirmação chegaria alguns dias depois, com a entrega em tribunal de uma primeira proposta de compra da empresa, por parte de um consórcio de Guimarães composto pelas sociedades RTL (detida pelo empresário e antigo trabalhador da Coelima, Alfredo Jorge Teixeira) e José Fontão & Cia, que assume como “fim único manter viva a empresa e a marca Coelima, empresa centenária, histórica e que alberga mais de 250 famílias através dos seus trabalhadores”.
A esta proposta seguiram-se, nos dias seguintes, duas outras, também de empresas interessadas em manter em actividade a Coelima e assegurar os cerca de 250 postos de trabalho existentes: uma de um consórcio constituído pela Felpinter, de Santo Tirso, e pela Mundotêxtil, de Vizela; e outra da têxtil Mabera, de Vila Nova de Famalicão.
Entre os principais credores da empresa têxtil destacam-se os trabalhadores (que reclamam créditos de 10,82 milhões de euros), a Caixa Geral de Depósitos (10,44 milhões de euros), o Fundo Autónomo de Apoio à Concentração e Consolidação de Empresas (reclama 9,61 milhões de euros), o Novo Banco (7,41 milhões de euros) e o BCP (4,82 milhões de euros).

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