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Apreensão dos pais contrasta com euforia dos filhos no regresso às aulas
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Apreensão dos pais contrasta com euforia dos filhos no regresso às aulas

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Apreensão dos pais contrasta com euforia dos filhos no regresso às aulas

As Nossas Escolas

2020-09-18 às 06h00

Isabel Vilhena Isabel Vilhena

Foi um misto de emoções ontem no regresso às aulas. Novas regras, novas preocupações, mas há também uma vontade imensa de voltar à escola, rever os amigos, os professores, mas, sobretudo, que tudo corra bem!

Apreensivos e receosos de que as escolas voltem a encerrar. Este era o sentimento que dominava os pais que ontem foram levar os filhos à escola para o ‘primeiro teste’ de ensino presencial, em contexto de pandemia de Covid-19.
“Senti-me um pouco aflita quando vi um aglomerado de pessoas junto ao portão da escola, o que não deveria acontecer. Apesar desta situação, temos que ser positivos e acreditar que vai correr tudo bem”, contou Carla Lopes, mãe de uma aluna do 6.º ano da Escola Dr. Francisco Sanches.

O distanciamento social e a higienização das mãos são as grandes preocupações das mães que, apesar de todas as recomendações em casa e na escola, temem que “as coisas falhem”.
“Eles são muito pequenos para entender e cumprir à risca todas estas regras. Vamos aguardar para ver o que acontece nos próximos meses”, afirmou à reportagem da Antena Minho/ Correio do Minho, Liliana Silvestre, mãe de uma aluna do 6º ano. Uma preocupação partilhada por outra mãe, Maria Rodrigues, que se mostrava preocupada com o aumento do número de casos de infecção de Covid-19 e agora o regresso à escola.

Já Vânia Figueiredo, da Associação de Pais da EB 2,3 Dr. Francisco Sanches mostrava-se mais tranquila, mas confidenciou que o seu maior receio é que as “escolas voltem a fechar”.
Neste dia D, os agrupamentos de escolas ‘afinaram as suas máquinas’ com todos as recomendações e mais algumas da Direcção Geral de Saúde (DGS) para que nada falhe, de modo a evitar o contágio com covid-19.
Entradas separadas, horários desfasados, distribuição de máscaras e medição da temperatura dos alunos era este o cenário das escolas do país e Braga não foi excepção.

Cabe ao directores de agrupamento de escolas transmitir a tranquilidade necessária aos pais e alunos que sentem alguma inquietação e aquele “friozinho na barriga”, tendo em conta os tempos que vivemos.
Os abraços e beijinhos aos colegas ficam fora do portão da escola. “É preciso criar novos hábitos e regras para que corra tudo bem”, vincaram os directores de agrupamentos de escolas da cidade.
Os mais de 1,2 milhões de alunos do 1.º ao 12.º ano regressaram ontem à escola para mais um ano lectivo, que começou com novas regras para tentar minimizar os impactos da Covid-19.
No total, são mais de 5.300 escolas públicas e cerca de mil privadas que neste novo ano seguem um conjunto de regras definidas pelo Ministério da Educação e pela Direcção-Geral da Saúde (DGS) devido.

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