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Aposta na ferrovia “é fundamental” para internacionalização da economia
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Aposta na ferrovia “é fundamental” para internacionalização da economia

Nacional

2019-07-16 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Electrificação do troço entre Nine e Viana do Castelo está concluída e ontem o primeiro-ministro fez a viagem inaugural. Na cerimónia oficial, que decorreu depois em Viana do Castelo, António Costa defendeu que Portugal tem de acompanhar o "grande investimento" que está a ser feito para criar "grandes redes transnacionais que liguem toda a Europa ferroviária".

A aposta do Governo na ferrovia vai-se fazendo “passo a passo, estação a estação”, porque Portugal “tem de acompanhar o grande investimento que está a ser feito para criar grandes redes transnacionais que liguem toda a Europa por via ferroviária”, defendue ontem o primeiro-ministro, acentuando a importância da ferrovia como um elemento “fundamental” para a internacionalização da economia. António Costa, que falava na cerimónia que assinalou a conclusão dos trabalhos de electrifivação do troço entre Nine e Viana do Castelo, admitiu que o país “não pode estar fora desse esforço”.
À chegada do comboio eléctrico a Viana do Castelo não faltaram os foguetes e a música, até porque ontem foi “um dia particularmente feliz para Portugal”. O primeiro-ministro, que falava em frente à estação de comboios de Viana do Castelo, depois de ter feito o percurso de comboio a partir de Nine, no concelho de Vila Nova de Famalicão, começou por destacar que o investimento na Ferrovia 2020, com mais de dois mil milhões de euros mobilizados, “é um dos grandes objectivos que o país tem de ser capaz de concretizar”.
Nesse programa, o governante aproveitou para destacar três eixos “da maior importância”: a ligação do porto de Sines a Espanha, a ligação do porto de Avei- ro a Vilar Formoso e a ligação do Porto à Galiza.
Esta obra é, ainda de acordo com o primeiro-ministro, “a prova que é possível concretizar os objectivos para cumprir o futuro do país”, esperando no próximo ano começar naquela estação a viagem de comboio eléctrico até Valença.
Também o ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, assumiu que a ferrovia “é o futuro” e este Governo “está a fazer um investimento como há muito não se fazia”. O ministro lemboru ainda o investimento feito em comboios. “Já estão encomendados 22 novos comboios, mas só chegam em 2023. Por isso, fizemos um plano de recuperação do material encostado o que implicou mais investimento”, informou Pedro Nuno Santos, referindo que “metade do trabalho está feito”, agora “é só continuar”.
Entretanto, durante o discurso do primeiro-ministro, a PSP identificou uma mulher que se manifestou contra a exploração de lítio em Portugal.
“Não ao lítio. Vendidos. Portugal não está à venda”, gritou a mulher. Nina Verde Silva, residente em Vila Praia de Âncora, concelho de Caminha, defendeu-se: “não ofendi ninguém, apenas me manifestei contra a exploração do lítio em Portugal”. Nina Verde Silva confessou que a sua particular preocupação é a eventual exploração de lítio na Serra d'Arga, em Caminha, admitindo, no entanto, ser “contra a exploração tanto na Serra d’Arga como em qualquer outro ponto do país”.
De destacar que, no início do mês, numa audição parlamentar na Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, o ministro do Ambiente e da Transição Energética disse ter sido decidido retirar do concurso para a prospecção de lítio os sítios da Rede Natura 2000.

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