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Braga, sexta-feira

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Apenas 41 das cerca de 300 crianças inscritas regressam hoje à Creche de Braga
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Apenas 41 das cerca de 300 crianças inscritas regressam hoje à Creche de Braga

Braga

2020-05-18 às 06h00

Paula Maia Paula Maia

É o regresso tímido das crianças mais novas às instituições. A esmagadora maioria dos pais optou por ficar com os filhos em casa ou deixá-los com familiares. Número reduzido facilita a aplicação das regras de distanciamento nesta primeira fase.

Circuitos de entrada e saída das crianças, salas mais vazias, sem brinquedos difíceis de higienizar, pais que ficam à porta e horários reduzidos são algumas das mudanças nas creches que reabrem hoje.
Depois de praticamente dois meses encerradas esta é uma uma reabertura muito tímida, com um número muito baixo de crianças que, no concelho de Braga, não deverá chegar aos 20 por cento.
Na Associação Creche de Braga, uma das maiores instituições do concelho de apoio à infância, só 41 das três centenas de crianças inscritas regressam à hoje à instituição, ficando 26 na sede, localizada na Rua do Rio, e 15 no pólo de Palmeira.
“Nunca pensei que fosse tão pouco”, diz o presidente da Creche de Braga ao CM, confessando que tinha, no entanto, a percepção de que seriam poucos os pais a optar pela colocação dos seus filhos nas instituições nesta primeira fase.
“Quem recorre a esta opção neste momento são os pais que estão a trabalhar e que, na maioria dos casos, não tem retaguarda familiar. Quem puder para já ficar com as crianças em casa vai fazê-lo, certamente. E é compreensível”, avança ao CM José Sousa.
O número diminuto de crianças facilitará, de certa forma, a implementação das recomendações da Direcção-Geral de Saúde e a adaptação dos espaços à nova realidade.
Os últimos tempos foram de limpeza, desinfecção e reorganização dos espaços, com a retirada de todos os equipamentos mais difíceis de higienizar, além da demarcação de espaços. “Vamos seguir à regra tudo o que está estipulado”, avança José Sousa, explicando que prefere que o acusem “por excesso do que por falta de zelo”.
“Tomamos todos os cuidados necessários.?Desde que despoletou a pandemia que defendo que o que se deve fazer é a protecção das crianças”, continua o dirigente. Nesta recta final procedeu-se, sobretudo, à sinalização das áreas, sabendo-se que os pais não podem entrar no interior das instalações e que se de evitar o contacto entre grupos diferentes dentro das instalações.
São cerca de duas dezenas os funcionários da instituição que voltam ao activo, num universo que ronda os 120.
Para já não haverá grande problema no que diz respeito à divisão de turmas dado o número reduzido de crianças, mas José Sousa prevê que a situação se altere em Junho, altura em que está previsto o regresso de um maior número de crianças.
Além da higienização dos espaços, a orientação da DGS recomenda uma redução do número de crianças por sala de forma a que seja maximizado o distanciamento entre as mesmas, sem comprometer o normal funcionamento das actividades lúdico-pedagógicas.
Quando as crianças estão em mesas, berços ou espreguiçadeiras, deve ser maximizado também o distanciamento físico entre elas. As crianças e funcionários devem ser organizados em salas fixas, sendo que a cada funcionário deve corresponder apenas um grupo, e os espaços devem ser definidos de acordo com a divisão, para que não haja contacto entre pessoas de grupos diferentes, refere o documento a DGS.
Na hora da sesta, deve existir um colchão para cada criança e a garantia que usa sempre o mesmo, separando os colchões uns dos outros e mantendo a posição dos pés e das cabeças alternadas.
No período de refeições, a deslocação para a sala deve ser faseada para diminuir o cruzamento de crianças e os lugares de- vem estar marcados.
Todos os funcionários devem usar máscara cirúrgica.

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