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António Cunha: Digitalização leva-nos a um futuro quase irrecusável

2019-07-20 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Ex-reitor da Universidade do Minho, antónio cunha lidera o DTx , um Laboratório Colaborativo em Transformação Digital, sedeado na Universidade do Minho, em Guimarães. Coordena o MACC - Minho Advanced Computing Centre, estrutura responsável pela instalação na região dos primeiros supercomputadores a funcionar em Portugal. Em entrevista ao Correio do Minho e Rádio Antena Minho, António Cunha fala dos desafios da revolução digital que está aí, apresentando-a mesmo como decisiva para ultrapassar o défice ambiental que o planeta Terra regista e responder a questão tão básicas como a a alimentação dos humanos num “futuro muito próximo”. O Minho, com o ‘Bob’ e o ‘Deucalion’, de que nos fala António Cunha, apresenta--se na linha da frente da revolução digital.

P - Digitalização banalizou-se como termo da nossa linguagem corrente. Recentemente, apontou a carne artificial e os veículos autónomos como impactos da revolução digital na sociedade. É para esta nova realidade que trabalha o DTx - Digital Colaboration Colab?
R - Sim, estamos a assistir e a protagonizar uma transformação digital. É cada vez mais claro que esta transformação faz parte de um processo mais alargado que pode significar uma revolução científica. Estamos a ter grandes desenvolvimentos do lado do digital, que marcarão, de modo decisivo, na próxima década, a internet das coisas. Haverá implicações muito simples como apontar para um saco de arroz num supermercado e saber de onde veio e quando é que ele foi produzido, ou passar pela caixa registadora sem tirar as coisas do carrinho de compras. Mas temos a revolução digital a acontecer em algo muito novo como a inteligência artificial e a partilha da inteligência com máquinas. Acontecerá a banalização dos robots, que passarão a exercer muitas tarefas domésticas e industriais ou a cuidar de pessoas. Mas há outras transformações a acontecer. Uma delas é do lado do biológico. Graças aos computadores, conseguimos manipular os genomas, o que poderá levar a coisas como a carne artificial.

P - Não estamos a falar de ficção científica?
R - Não. Hoje temos uma população de sete mil milhões de pessoas. Em 2050 seremos dez mil milhões. Se nessa altura o peso da carne na alimentação dos humanos for o mesmo, não há a mínima capacidade para produzir a carne necessária e, pior do que isso, se ela fosse produzida por meios naturais, geraria um impacto ambiental superior à capacidade industrial que hoje temos. Outra grande revolução que temos é a dos materiais inteligentes. Imagine um automóvel que sofre uma amolgadela e que será capaz de a recuperar nos dias seguintes.

P - Está a falar disso a partir de contacto com investigação que já está a ser feita?
R - Estamos a falar de coisas que estão a acontecer ao nível da investigação e, mais do que isso, estamos a falar de coisas que vão estar nas nossas mãos na próxima década. O automóvel autónomo estará nas estradas de Portugal lá para o ano 2024. E não serão veículos experimentais. Todas estas coisas são para um futuro muito próximo.

P - Um dos parceiros empresariais do DTx é a Bosch. Há linhas de investigação com esta empresa?
R -É conhecido o trabalho de investigação da Universidade do Minho com a Bosch. Estamos na terceira fase desse projecto, que é bastante maior que as anteriores. Estamos a falar de um projecto que envolverá cerca de 300 pessoas, a trabalhar para diversos componentes e sensores que integrarão os automóveis que andarão nas ruas sozinhos, com grandes vantagens em relação ao que hoje temos, desde logo, ao nível da segurança rodoviária.

P - Defendeu, recentemente, que os automóveis autónomos contribuirão para resolver os problemas de tráfego rodoviário que existem nas nossas cidades...
R - Certamente resolverão. Os automóveis autónomos reduzirão imenso a sinistralidade e colocarão outros problemas que têm a ver com a responsabilidade em acidentes. Aqui, mais do que uma mudança tecnológica, haverá uma mudança no sistema de utilização do automóvel. Deixaremos de ter o nosso automóvel e passaremos a ter um carro como um serviço que vem ter connosco. Haverá propriedade pelo uso e não pela posse. As previsões dizem que os veículos necessários para as nossas deslocações serão reduzidos em cerca de 30%. O estacionamento nas cidades deixará de ter a importância que tem hoje. Isso será algo que irá acontecer na segunda metade da década de 20.

P - Alertou que a digitalização, a automoção e a robotização exigem um debate político. Os políticos já começam a pensar nesse novo paradigma? Podem estar a tomar-se decisões estratégicas que vão chocar contra essa realidade?
R - Os políticos têm sempre de resolver problemas do imediato, pensar o futuro sob o peso do imediato. O filósofo basco Daniel Innerarity diz que o futuro está prisioneiro do presente. De facto, a pressão do dia a dia, às vezes, não nos deixa pensar o futuro. Isso acontece com todos. O que levanta um debate político novo é a emergência da tomada de decisão inteligente, que até agora foi monopólio dos humanos e que vai começar a ser partilhada com máquinas. Isso levanta questões como os limites das decisões que essas máquinas podem tomar, em que áreas podem tomar decisões. Num futuro um pouco mais à frente, teremos as pessoas ligadas e a comunicar com máquinas. Quando isso acontecer, as questões éticas colocar-se-ão com uma premência muito grande. Passaremos a ter necessidade de uma ética entre humanos e máquinas. Esse é um debate muito importante, onde visões mais conservadoras ou mais liberais se vão esgrimar para decidir o que as máquinas poderão ou não fazer.

P - Este é um processo inevitável?
R - É. Havendo perigos e receios justificados, há vantagens óbvias ao nível da qualidade ambiental e da esperança de vida. Podemos ter muitas reservas em relação a esse futuro, podemos ter apreensões sobre o que vai acontecer com robots a tomarem conta de tarefas repetitivas e a destruirem muitos postos de trabalho, se bem que as nossas tecnologias criam postos de trabalho mais qualificados. Há a questão: as pessoas que perdem os seus empregos não são as mesmas que ganham os novos. Isto leva-nos a um futuro quase irrecusável em que os humanos deixarão de fazer operações repetitivas e trabalhos menos interessantes. Nenhum de nós quer recusar esse hipotético novo mundo. Todas estas tecnologias prometem uma quase vida eterna ( risos), pelo menos uma vida prolongada. Há muitas reservas, mas todos querem ver o que é que este novo mundo oferece.
P -?A digitalização é garantia de futuro para o nosso planeta, uma casa sobrelotada e com recursos cada vez mais escassos?
R?- O planeta é uma casa sobrelotada e temos de resolver um problema que nunca tivemos de resolver: o percurso civilizacional nos últimos 150 anos foi espectacular, mas isso foi sempre conseguido à custa do aumento do consumo de recursos. O que acontece hoje é que os recursos que o planeta consegue gerar por ano são inferiores aos que são consumidos. O défice mais importante que temos hoje é o défice ambiental. O planeta deixou de ser capaz de regenerar os recursos que precisa. Se em 1970 ainda tínhamos uma situação de equilíbrio, hoje o planeta consome por ano 1, 5 vezes mais do que aquilo que devia. Em 2050 consumirá duas vezes mais. Temos de conseguir o desenvolvimento humano com menos consumo de recursos. A desmaterialização que o digital faz é um dos caminhos para isso. Mas é um processo complicado, porque a internet das coisas, o termos os computadores ligados 24 horas por dia a receber informação obriga-nos a fazer tudo isso com consumos de energia baixos, sob pena de estarmos a desmaterializar por um lado e estarmos a consumir recursos por outros.

P - Depois de alguns anos na reitoria Universidade do Minho, abraçou o projecto do DTx. A ideia é que o Minho se mantenha um pouco na linha da frente nesta área, depois de ter sido pioneiro no ensino e investigação da informática em Portugal?
R - A Universidade do Minho, mais do que liderar, procura ser um parceiro de confiança com o qual o país e os parceiros empresariais sabem que podem contar de um modo efectivo. O DTx insere-se na nova filosofia dos laboratórios colaborativos, onde desejavelmente será desenvolvido um quadro de responsabilidade mais efectiva e permanente com esses parceiros para desenvolver tecnologias e soluções. As entidades do DTx foram escolhidas por terem tecnologias e saberes muito complementares que entendemos necessárias para estes desafios, empresas que são complementares e não concorrenciais. O DTx foi inspirado no sucesso da colaboração entre a Universidade do Minhi e a Bosch, ou entre o CEEiiA e a Embraer. O DTx tem uma abordagem extremamente interdisciplinar onde envolve- mos pessoas do digital mas também dos materiais, da física e de outras áreas. O que esta nova era nos está a trazer é uma grande intersecção das áreas de enge- nharia.

P - O DTx foi criada há um ano. Já há projectos no terreno?
R - Temos vários projectos a andar com os nossos parceiros. Por exemplo, na área ‘molding electronics’. De uma vez só concebemos uma peça estrutural já com a electrónica dentro. Temos outros projectos sobre assistentes virtuais...

P - Isso pode levar alguns pessoas para o desemprego e acabará com funções repetitivas e chatas.
R - Algumas tarefas que hoje são feitas em ‘call centers’, no futuro serão realizadas por esses assistentes virtuais.
Temo um projecto com uma empresa de Braga, a ‘Cachapuz’, mas com dimensão europeia, para desenvolver novas soluções de pesagem.

P - Há também projectos com a multinacional IKEA?
R - Sim. Os projectos com a IKEA estão também já em marcha. Uns ligados à incorporação de mais materiais de origem natural nos seus produtos, numa perspectiva de redução do impacto ambiental, mas também um projecto de desenvolvimento de robots colaborativos, mais avançados do que aqueles que fazem algo programado. Hoje, uma das grandes áreas de desenvolvimento são os robots que conseguem interactuar com o humano, consoante as suas percepções.

P -?Não corremos o risco de termos os robots a mandarem em nós?
R - (risos) Esperemos que não. Isso tem a ver com os limites que vamos impor através do debate político que falávamos há pouco.

P - Esses limites são discutidos pelos investigadores quando avançam nos projectos?
R - São certamente discutidos e sê-lo-ão cada vez mais no futuro. Há grupos de outras áreas a trabalhar nesse domínio. A Universidade do Minho, por exemplo, tem um grupo criado há pouco tempo, a partir da área da Filosofia, que trabalha a questão da ética e a tecnologia. Com toda a franqueza, o que fazemos actualmente no DTx são questões mais básicas com a segurança entre o robot e o humano.
P - O Laboratório Dtx está também a desenvolver um projecto de qualificação de trabalhadores para a digitalização. Já está no terreno?
R -?Não. Está a ser estruturado. É um projecto que tem a particularidade de ser feito com o CoLABOR - Laboratório colaborativo para o Trabalho, Emprego e Protecção Social, cujo coordenador é Manuel Carvalho da Silva. Estamos a fazer uma análise conjunta das dimensões tecnológicas e da qualidade e da tipologia do trabalho.

P -Também está intimamente ligado a um projecto muito falado recentemente, o MACC, um centro de computação avançada sediado no Minho. A face visível desse projecto é um supercomputador instalado em Riba d’Ave. Consegue dar alguma alguma luz do impacto que essa máquina terá nos tempos mais próximos?
R - O Minho Computing Advanced Centre (MACC) é uma parceria entre a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e a Universidade do Minho para a criação de um centro nacional de supercomputação. A supercomputação tornou-se hoje algo muito importante devido à necessidade de suportar a capacidade de fazer cálculos científicos mais avançados e as actividades ligadas à inteligência artificial, isto é, trabalhar com grandes número de dados e algoritmos para suportar processos de decisão, aquilo que se chama processo ‘cloud’. É uma aposta da Universidade do Minho de algum tempo a esta parte. Tive o prazer de o lançar quando ainda estava na reitoria. Numa primeira fase, estamos a trabalhar com um supercomputador cedido pela Universidade de Austin, no Texas, no âmbito do programa MIT Portugal. Esta primeira máquina que já está a funcionar chama-se Bob, porque foi o vice-reitor da Universidade de Austin, Bob Petersen, o responsável por esta doação. Os locais de interface com este supercomputador são os centros de visualização. Estamos a ultimar um no edifício do IB-S - Instituto de Ciência e Inovação para a Bio-Sustentabilidade da Universidade do Minho e teremos outros noutros sítios do país. Por questões logísticas, a máquina está no data center da empresa NOS, na subestação da REN em Riba d’Ave, uma solução muito mais económica do que a originalmente prevista: a construção de um edifício de raiz. Para o que serve o Bob neste momento? A sua capacidade é, mais ou menos, a de 800 a mil computadores pessoais a trabalhar de forma integrada. É, de facto, uma máquina com uma capacidade de cálculo muito grande.

P -?E quem são os seus utilizadores?
R - Empresas e investigadores. Cada vez mais empresas. Por exemplo, uma empresa de moínhos eólicos que quer simular como estes funcionam em determinadas condições atmosféricas; projectos científicos ligados à modulação molecular para novos fármacos com apoio computacional; teste de soluções de inteligência artificial ligadas a operações bancárias, operações anti-fraude e análise de imagens em medicina; gestão de grandes sistemas de aluguer de automóveis, bicicletas ou trotinetas.

P - No fundo, o Bob permite acelerar processos de decisão?
R - E ganhar experiência, e formar pessoas adequadas para o trabalhar.

P -?Na inauguração do Bob foi anunciada uma nova máquina com uma capacidade dez vezes superior...
R - Nós trabalhámos o MACC durante 2016 e 2017. A assinatura do protocolo com a FCT e a Universidade de Austin foi um dos meus últimos actos como reitor da Universidade do Minho, em Novembro de 2017. Durante 2018, Portugal, também com a dinâmica que estávamos a conseguir impor, foi um dos primeiros países signatários do processo EuroHPC - European High-Perfomance Computing Joint Undertaking e, mais tarde, na Cimeira Ibérica de Novembro do ano passado, Portugal e Espanha decidiram ter uma estratégia conjunta para se candidatarem a essa iniciativa. O Euro HPC saldou-se pela instalação na Europa de oito supercomputadores de grande capacidade, com o objectivo de recuperarmos o atraso em relação aos Estados Unidos da América e à China nesta área. Teremos três máquinas chamadas ‘pre-exascale’, na ordem dos 10 Pflops, e cinco máquinas ‘petascale’, das quais uma é o Deucalion, que será instalado aqui no Minho. Este foi um processo de grande articulação entre Portugal e Espanha, no qual tive o prazer de estar envolvido, liderando a candidatura portuguesa. Tivemos o apoio total do BSC -Barcelona Supercomputing Centre, que deu apoio técnico à nossa candidatura, dado que a nossa experiência ainda não é a que queremos ter no futuro. Portugal é um consorte da candidatura do supercomputador espanhol, tendo 10% dele. Em Portugal vamos dar um salto imenso, porque vamos ter o Deucalion e, além disso, 10 % da máquina espanhola, que é dez maior que a nossa.

P -?O Deucalion chegará em 2020?
R - Está previsto começar a funcionar em 2 de Janeiro de 2021. Será instalado durante 2020.?Até ao final deste ano, decorrerá o processo de aquisição em concurso internacional.

P - O Bob tem recebido muitos pedidos de utilização?
R - Sim. Tem vários utilizadores ao nível das universidades e das empresas. Ainda estamos numa fase não totalmente consolidada da sua utilização.

P - A Universidade do Minho foi escolhida pela Universidade de Austin para acolher o supercomputador por alguma razão?
R - A Universidade do Minho fez uma aposta na supercomputação. Estávamos em negociações com o Governo no âmbito de projectos estratégicos para o Norte, porque era uma área em que a região estava deficitária, no sentido de colocarmos aqui uma estrutura de supercomputação. Isso era natural, dado o passado e as competências da Universidade do Minho nesta área. O processo acabou por se desenvolver positivamente com várias parcerias com fabricantes multinacionais, mas a determinado momento surgir a possibilidade de cedência do equipamento por parte da Universidade de Austin. Provavelmente, os nossos responsáveis governamentais consideraram que o Minho seria o melhor local para instalar o supercomputador, o que fez com que o MACC?tivesse um desenvolvimento mais rápido. O desenvolvimento normal seria com base em candidatura a fundos comunitários que levam sempre o seu tempo.

P - As vantagens do MACC são evidentes para o mundo científico e para muitas empresas. É possível perspectivar o impacto que a sedeação da supercomputação portuguesa no Minho vai ter na região em termos económicos e sociais?
R - Mesmo muitas pequenas e médias empresas que fazem aplicações de software para diferentes utilizações muito provavelmente vão passar a oferecer isso no chamado serviço ‘cloud’, ligados a um computador de maior capacidade que faz esses desenvolvimentos. Certamente que não é um supercomputador do sistema científico como o Bob que vai estar a fazer esse serviço em termos de uso, mas é num supercomputador como o Bob onde podem ser testadas e desenvolvidas até isso ser validado e entrar em uso. Posso falar-lhe de spin-off académicas, de empresas que vão trabalhar na área da modu- lação molecular, em Braga há uma. Está a acontecer a emergência de empresas que fazem serviços utilizando a supercomputação. São os serviços de supercomputação que permitem que uma entidade como uma operadora de telecomunicações possa, a partir de todos os dados que chegam aos telemóveis, fornecer informação seleccionada e estruturada a uma autarquia ou a uma determinada emtidade de turismo de onde vêm as pessoas, para onde vão, que tipo de coisas procuram. O ‘big data’ dos sensores e dos telemóveis só tem sentido se servir para alguma coisa, se servir para serviços de valor acrescentado. Por exemplo, dando informação que possa ser útil a nível empresarial, a nível da protecção civil ou de vários outros processos que requerem a gestão de toda essa informação.

P - O que está a dizer é que a instalação de um centro de supercomputação aqui no Minho vai potenciar a criação de novas empresas e de emprego qualificado?
R - É uma questão paradoxal. Muitas vezes se diz que a grande vantagem destes sistemas é poder utilizar um supercomputador a partir de qualquer parte do mundo. É um facto. Mas também é um facto - e basta ver o que aconteceu em Barcelona, no Texas e noutros sítios - que a criação destes centros de supercomputação nucleraram à sua volta grande número de centros de investigação e de empresas, criando postos de trabalho e desenvolvimento económico.

P - A geografia ainda tem algum peso...
R - Tem, porque no fim do dia as pessoas estão em qualquer sítio. No digital ainda não chegámos ao teletransporte. Isso demorará muitos mais anos.

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