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António Cardoso: “Vieira do Minho tem feito de tudo para mitigar a pandemia”

Economia

2021-04-18 às 06h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Presidente da Câmara de Vieira do Minho garante que a autarquia tem feito tudo o que está ao seu alcance para mitigar a pandemia e os seus efeitos. Apesar de estar optimista quanto ao desconfinamento, apela à população para cumprir as regras.

O concelho de Vieira do Minho contabilizava no início da semana cinco casos activos de Covid-19, quatro dos quais do mesmo agregado familiar. O número é reduzido, mas não tranquiliza o presidente da Câmara Municipal, António Cardoso, que recorda que ainda há duas semanas o concelho não registava qualquer caso.
O surgimento de novos casos poderá estar ligado ao processo de desconfinamento, à semelhança do que acontece um pouco por todo o país.
No caso de Vieira do Minho, o edil considera que a população “está desconfinar com segurança, regra geral”, cumprindo as regras estabelecidas pela autoridade de saúde.
“Espero que as pessoas mantenham o comportamento cívico”, refere o edil, apelando ao desconfinamento com regras para garantir que o mesmo possa continuar.

Em entrevista ao ‘Correio do Minho’, António Cardoso refere que a Câmara Municipal de Vieira do Minho, desde o início da pandemia, “tem feito tudo quanto está ao seu alcance” para controlar o contágio e atenuar os efeitos da situação pandémica.
A autarquia está, agora, a colaborar com o processo de vacinação que “está a correr mais ou menos bem”, refere o autarca, apontando como única a escassez de vacinas. “Houvesse mais vacinas e processo seria mais rápido”, refere, explicando que a Câmara Municipal tem colaborado neste processo com “todo o apoio logístico”, nomeadamente a colocação de tendas junto ao centro de saúde para criar condições para implementar o centro de vacinação.
A autarquia também colabora com com o transporte da população, tanto para quem não tem possibilidades de se deslocar por meios próprios até ao centro de vacinação, como para transportar o pessoal que garante a vacinação ao domicílio às pessoas acamadas.

Esta autarquia tem também apostado fortemente na testagem, algo que acontece desde o início da pandemia, como realça António Cardoso.
Ainda recentemente a Câmara disponibilizou testes para todos os emigrantes que, na altura da Páscoa, visitaram o concelho. Foram feitos cerca de meia centena de testes.
“Também já tínhamos feito o mesmo no Natal e nessa altura foram feitos mais de 200 testes a emigrantes”, recorda António Cardoso.
O Município tem também proporcionado a testagem junto das mais diversas instituições do concelho.
Esta semana, por exemplo, foram disponibilizados testes de rastreio à Covid-19 ao Vieira Sport Clube, clube de futebol da terra que se prepara para reiniciar a actividade no âmbito do plano de desconfinamento em curso.

Autarca optimista para recuperação do Turismo

O Turismo tem sido dos sectores mais afectados pela pandemia a nível global, mas António Cardoso mostra-se optimista e perspectiva que, em Vieira do Minho, o sector consiga recuperar rapidamente. O optimismo surge pela experiência do que aconteceu no ano passado, em que o concelho teve toda a sua capacidade hoteleira esgotada durante o Verão.
“No Verão passado fomos dos concelhos mais procurados pelos turistas”, lembra o autarca, realçando que Vieira do Minho conta com uma rede com cerca de 320 casas de turismo. “Temos alojamento para turismo de natureza, agro-turismo, turismo rural, turismo de habitação, casas de campo... Portanto, temos uma vasta oferta e num contexto que as pessoas procuram cada vez mais para fugir aos aglomerados”, acrescenta António Cardoso.
O edil espera que a procura durante o Verão ajude o sector a recompor-se pelos meses perdidos devido ao confinamento.

A autarquia tem enriquecido a oferta turística do concelho, com propostas que vão de encontro aos desejos de quem procura destinos seguros nesta contexto pandemia ou de quem privilegia o contacto com a natureza.
Recentemente, a Câmara Municipal apresentou o roteiro turístico da Serra da Cabreira, que ao longo de 20 Km integra 12 pontos de interesse turístico, destacando-se, entre eles, um baloiço panorâmico com vista para o Vale do Turio.
Os pontos de interesse turístico estão todos identificados podendo ser explorados a partir do telemóvel, através do QR Code.

E para preservar e valorizar o meio ambiente e a floresta, a autarquia deixa um apelo aos visitantes: ‘Não deixe mais do que pegadas. Não tire mais do que fotografias. Não mate mais do que o tempo’.
Vieira do Minho enriquece assim a sua rede de percurso de pedestre, estando em desenvolvimento três novos trilhos sinalizados. O trilho PR7 fará a ligação circular entre o Santuário de Nossa Senhora da Lapa e o Castro de Anissó. O trilho PR8 vai passar pelos locais da história associada às ocorrências das segundas invasões francesas, com passagem nas pontes de Saltadouro e Misarela. E o PR9 vai mostrar o coração da Serra da Cabreira e a nascente do Rio Ave.

Câmara apoia empresas locais com 500 euros por cada trabalhador

Para lá de um vasto pacote de apoios que se mantém activo há mais de ano com o objectivo de mitigar os efeitos económicos da pandemia causada pela Covid-19, a Câmara de Vieira do Minho tem no terreno um novo e importante instrumento de apoio financeiro ao tecido empresarial local. Trata-se do ‘Programa de Apoio à Economia Local em Vieira do Minho’, no âmbito do qual as empresas podem receber uma ajuda de 500 euros por trabalhador, até um limite de 2000 euros.
Aprovada durante o segundo confinamento, a medida vai custar aos cofres municipais entre 100 mil a 150 mil euros, estima o presidente da Câmara, António Cardoso.

Para usufruir deste “por cada trabalhador que conste na declaração de remuneração mensal da empresa referente a Dezembro de 2020”, as empresas têm de acumular seis requisitos: ter sede ou domicílio fiscal e actividade desenvolvida no concelho, ser micro ou pequena empresa, ou empresário em nome individual, estar legalmente constituída a 30 de Junho de 2019, ter sofrido uma redução no volume de facturação igual ou superior a 50% no ano económico de 2020, relativamente ao ano de 2019.
As empresas têm ainda que ter tido um volume de facturação até 250 mil euros no ano económico de 2019 ou proporcional e comprometerem-se a manter, pelo menos, um número de trabalhadores igual ao que possuíam em Dezembro de 2020, durante a vigência deste programa.

António Cardoso lembra que até ao final de Junho, pelo menos, se mantêm em vigor todas as medidas extraordinárias de apoio socioeconómico, cujo pacote foi renovado e reajustado no início deste ano.
Desde o início da pandemia vigoram vários apoios, entre as quais a isenção de taxas de saneamento, água e recolha de resíduos para comerciantes e industriais.
A autarquia mantém também em vigor a isenção das rendas da habitação social; a isenção de 50% das tarifas de água, saneamento e resíduos para todos os consumidores domésticos; a isenção de 100% das tarifas de água, saneamento e resíduos para todas as IPSS; e a isenção de pagamento da ocupação espaços públicos (feiras, estacionamentos e esplanadas); e isenção da derrama para os volumes de negócios inferiores a 250 mil euros.
O edil lembra ainda que o Município vai abdicar da totalidade da participação no IRS dos seus munícipes (5%) referente aos rendimentos a auferirem no ano de 2021.

Pandemia custou meio milhão em 2020 e devem somar-se mais 800 mil este ano

Contas feitas, em 2020 a pandemia custou ao Município de Vieira do Minho cerca de meio milhão de euros, mas António Cardoso antevê que em 2021 a factura será superior a esse valor.
“A nossa previsão aponta para 800 mil euros. O que é um valor significativo para qualquer autarquia, mas sobretudo para uma que gere um orçamento anual que anda nos 15 milhões de euros. É muito significativo”, sublinha o autarca. Este golpe nas contas municipais obrigou à priorização de investimentos. “Tivemos de redimensionar alguns investimentos”, assume o edil, dando como exemplo que a Câmara pretendia reforçar a frota automóvel do Município e o investimento foi adiado.

Mantêm-se os investimentos com fundos comunitários e outros prioritários para a vida das populações, até porque a construção civil tem sido um dos principais motores da economia local. A manutenção de empreitadas permite injectar liquidez na economia.
Como António Cardoso previa desde o início da pandemia, a construção civil “manteve-se sempre a trabalhar e foi um dos sectores menos afectados no concelho”.

Numa medida que visa incentivar ainda mais o sector da construção civil, a Câmara Municipal aprovou também no início do ano a isenção, em 50%, nas taxas de licenciamentos para construção. “É uma forma de apoiarmos também este sector que se tem revelado vital para a economia local”, contextualiza António Cardoso.
O agravamento da situação económica no país também se faz sentir no concelho, pelo que é perceptível que as dificuldades das famílias tem vindo a aumentar. A resposta é garantida através do vasto leque de apoios implementados.

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