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Antigo Cinema S. Geraldo “é apenas uma memória colectiva”

Braga

2016-02-14 às 06h00

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

A intervenção que está prevista para o Cinema S. Geraldo - para o qual está previsto um hotel e uma zona de restauração gourmet - foi outro dos assuntos levados à Assembleia Municipal de Braga pela Cidadania em Movimento, considerando-a como “uma morte de um equipamento cultural que faz parte da memória colectiva” e defendendo a sua aquisição pelo município. Mas para o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, essa aquisição seria impossível, justificando que só o terreno está avaliado em cinco milhões de euros, apontando ainda que o antigo edifício, do qual só já existem ruínas, nada tem de património importante que urja preservar.

A intervenção que está prevista para o Cinema S. Geraldo - para o qual está previsto um hotel e uma zona de restauração gourmet - foi outro dos assuntos levados à Assembleia Municipal de Braga pela Cidadania em Movimento, considerando-a como “uma morte de um equipamento cultural que faz parte da memória colectiva” e defendendo a sua aquisição pelo município.

Mas para o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, essa aquisição seria impossível, justificando que só o terreno está avaliado em cinco milhões de euros, apontando ainda que o antigo edifício, do qual só já existem ruínas, nada tem de património importante que urja preservar.

“O valor do espaço que foi apresentado é um facto e eu não faço especulações com números, até porque nestas matérias temos que nos cingir a questões técnicas e as avaliações que fizemos, inclusivamente para o edifício ao lado - ora avaliado em 1,5 milhões de euros - coincidiam de forma bastante próxima com os valores que apresentados pelos promotores”, referiu o autarca bracarense, acrescentando que “as avaliações não são feitas com base em suposições, mas sim com base em critérios objectivos. E foi com base nesses critérios que nos foi apresentada esta proposta”.

“Neste momento o S. Geraldo é uma ruína e segundo os especialistas não é património nenhum, senão apenas a memória colectiva de ali termos visto os primeiros filmes da nossa juventude”, frisou.

Para o presidente da Câmara Municipal de Braga a intervenção prevista para o antigo Cinema S. Geraldo está integrada num plano maior de regeneração urbana. “A Câmara Municipal tem que se congratular com a iniciativa da diocese e com o facto de em vários pontos da cidade estarem, neste momento, a avançar projectos desta natureza, pois Braga precisa de iniciativa e de espaços que sirvam para atrair pessoas e que sejam economicamente sustentáveis e não é municipalizando que esse objectivo é alcançado”.

O autarca de Braga deixou ainda um repto à CEM para que numa próxima assembleia municipal “apresentem propostas concretas em vez estar sempre a criticar a política cultural da Câmara de Braga”.

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