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‘Amigos da Freguesia de S. Vicente’ unidos para salvar Palacete Júlio Lima
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‘Amigos da Freguesia de S. Vicente’ unidos para salvar Palacete Júlio Lima

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‘Amigos da Freguesia de S. Vicente’  unidos para salvar Palacete Júlio Lima

Braga

2020-09-16 às 09h00

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

É uma peça patrimonial da arquitectura da cidade de Braga do séc. XIX e assinada por Moura Coutinho, que serviu de residência a um dos grandes beneméritos da cidade e que urge salvaguardar. É urgente intervir no telhado, dizem os ‘Amigos de S. Vicente’.

Salvar o Palacete Júlio de Lima e todo o seu conjunto patrimonial é a grande missão da Plataforma dos Amigos da Freguesia de São Vicente, que quer ver o edifício requalificado e devolvido à cidade e aos bracarenses. Sob a liderança de Ricardo Rio, a câmara já deu a classificação de “interesse municipal” e de “bem cultural” ao edifício histórico de finais de séc. XIX, assinado por Moura Coutinho, mas neste momento é “urgente” uma intervenção no telhado para evitar a degradação total.
Os ‘Amigos de S. Vicente’ promoveram, ontem, uma visita ao edifício, onde o executivo municipal esteve ‘em peso’ para dar ânimo a uma possível intervenção. Destacando que este “é um património que é de todos”, o presidente da Câmara de Braga garantiu o apoio técnico ao projecto de intervenção que vier a ser realizado no antigo edifício que, outrora, serviu de casa a um dos maiores beneméritos da cidade - Júlio Lima - um arcuense que em 1900 abriu em Braga a fábrica ‘A Industrial’, no ramo da confecção, venda e exportação de chapéus e que “foi um grande benfeitor dos Santuários do Sameiro e do Bom Jesus do Monte e de Braga”, tendo inclusive construído também escolas no concelho, garante a Plataforma dos ‘Amigos de S. Vicente’.
A Câmara Municipal de Braga deixou, ainda, o compromisso de “articular” com a Direcção Regional de Cultura do Norte (DGCN) uma vistoria ao palacete com o objectivo de verificar, in loco e em conjunto, as reais necessidades do edifício em termos de reabilitação e a partir daí elaborar a estratégia possível, tratando-se de propriedade privada. Até porque há ainda um diferendo sobre a propriedade do edifício que está ainda a decorrer em tribunal.
Seja como for, para a Câmara Municipal de Braga este é um património que deve ser salvaguardado. Aliás Ricardo Rio explicou que essa mesma importância atribuída está espelhada no facto de a autarquia lhe ter conferido “interesse municipal” em 2017.
Refira-se, a propósito, que decorre também um pedido de classificação do Palacete Júlio de Lima, na DGCN, cujo despacho, assinado pela directora regional Paula Silva, determina também a fixação de uma zona especial de protecção provisória dos imóveis.
Edmundo Lima, porta-voz da Plataforma dos Amigos da Freguesia de S. Vicente que, ontem, agilizou a visita ao palacete, frisou a necessidade de “preservar uma casa que tem história, de alguém que foi um grande empresário, bom patrão, bom homem e um grande benemérito de Braga”, mas cuja casa está em vias de “ruir” dado o estado avançado de degradação do telhado.
Indicando que esta visita ao Palacete Júlio Lima foi mais um “alerta” às entidades bracarenses no sentido de que se mobilizem para a salvaguarda do imóvel, a Plataforma dos ‘Amigos de S. Vicente’ lança o repto à comunidade, no sentido de que se faça jus a tudo quanto de bom Júlio Lima fez também pela cidade e pelo concelho.

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