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Amianto: verba definida pela tutela é inferior à calculada pela autarquia
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Amianto: verba definida pela tutela é inferior à calculada pela autarquia

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Amianto: verba definida pela tutela   é inferior à calculada pela autarquia

As Nossas Escolas

2020-06-27 às 06h00

Paula Maia Paula Maia

Vereadora da Educação lamenta também que neste pacote não se incluam verbas que contemplem outras intervenções que poderiam ser executadas nesta operação, sobretudo nas escolas do 2.º e 3.º ciclos.

O Município de Braga congratula-se com a decisão da tutela de avançar coma retirada de amianto nas escolas, mas mostra-se “apreensiva” com a sua concretização.
Ao CM, a vereadora da Educação adiantou que, no caso de Braga, o valor inscrito para a remoção deste material perigoso presente nas coberturas das escolas está “abaixo” do que o município tem já estimado para a operação.
Lídia Dias lamenta também que neste pacote não se contemplem verbas para outras intervenções de que as escolas necessitam, sobretudo as escolas do 2.º e 3.º ciclo onde urgem obras de restruturação e requalificação. “Não podemos olhar para o parque escolar somente pelo seu telhado”, diz a vereadora, acrescentando que o Ministério da Educação tem, no que diz respeito ao município de Braga, “responsabilidades sérias” no que concerne às estruturas das escolas básicas do 2.º e 3.º ciclo.

“Gostaríamos que fosse lançado um olhar sério para estas intervenções nas EB 2,3”, continua Lídia Dias, sublinhando que é também “com desagrado”, que a câmara de Braga vê que os fundos que serão aplicados na retirada do fibrocimento “foram retiradas de outras linhas de financiamento que estavam dirigidas às autarquias”.
Também os directores dos agrupamentos manifestaram ao CM a necessidade de se olhar para as escolas como um todo, defendendo que a empreitada para a retirada das placas de fibrocimento deveria incluir obras de intervenção nos edifícios. Falámos, por exemplo, da EB 2,3 de Palmeira, um edifício de finais da década de que necessita de uma intervenção urgente.

Também o director da Frei Caetano Brandão defende que esta seria uma oportunidade para a realização de outras obras que a escola de Maximinos necessita.
“O município acompanha os directores nessa reivindicação”, diz propósito a vereadora da Educação.
São cinco as escolas de Braga integradas na lista de estabelecimentos escolares onde o amianto vai ser removido ao abrigo de um programa que custará 60 milhões e será financiado por verbas comunitárias, inclui 578 estabelecimentos de ensino, segundo o Diário da República. São elas a EB1/JI de Coucinheiro (Palmeira) e as EB 2,3 de Lamaçães, Mosteiro e Cávado, Palmeira e Frei Caetano Brandão.
Lídia Dias avança que o processo de retirada do amianto das escolas irá seguir um calendário já traçado pela autarquia, sendo que a primeira escola onde a obra será executada é na EB1 de Figueiredo onde a câmara vai avançar com uma intervenção de fundo.

EB?2,3 de Tadim não foi contemplada e Cabreiros está livre de amianto desde 2013

São seis as escolas do concelho de Braga inscritas na lista divulgada esta semana pelo Ministério da Educação, mas na realidade só em cinco é que ainda têm amianto.
Ao CM a directora da Escola Básica Braga Oeste, em Cabreiros, confirma que a escola consta a lista, mas que as últimas placas de fibrocimento com amian- to foram retiradas em 2013 pela câmara de Braga e que já remeteu o erro à tutela.
Por outro lado, a vereadora da Educação adiantou também que a lista não contempla uma outra escola do concelho onde há ainda amianto, apesar das “inúmeras” solicitações endereçadas pelo município para as entidades competentes no sentido da sua retirada: a EB 2,3 Tadim
“Vamos pedir esclarecimentos de todas estas situações, assim como a preocupação da câmara e dos directores dos agrupamentos no sentido de se efectuaram outras obras de intervenção e de se tirar da iniciativa o real proveito que ela tem que ter para benefício do nosso parque escolar”, conclui Lídia Dias.

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