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Braga

2020-10-29 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Promover a literacia ambiental da qualidade do ar e do ruído é o objectivo da Associação Portuguesa de Educação Ambiental. Escola Básica de Palmeira foi convidada a participar no projecto.

A Escola Básica de Palmeira estabeleceu uma parceria com a ASPEA (Associação Portuguesa de Educação Ambiental) para o desenvolvimento do projecto MAPeAR (Mapeamento ambiental colaborativo da qualidade do ar e ruído), financiado pelo Fundo Ambiental 2020. “O projecto tem como objectivo principal promover a literacia ambiental da qualidade do ar e do ruído”, explicou uma das professoras responsáveis, Lurdes Pereira, adiantando que estão envolvidos alunos de duas turmas, uma de 8.º e outra de 9.º anos.
As actividades de Educação Ambiental do projecto estão a ser realizadas a partir de uma capacitação de professores e estudantes em escolas do 3.º ciclo do ensino básico e secundário, inseridas nas regiões com núcleos da ASPEA (Aveiro, Braga, Bragança, Lisboa, Viseu, Açores), nas temáticas qualidade de ar e ruído.
“Através da utilização de instrumentos de medição e de ferramentas digitais, os alunos irão fazer a monitorização e mapeamento de dados relativos ao ar e ruído numa zona envolvente da escola”, explicou a professora de Ciências.
A também coordenadora do programa Eco-Escolas referiu que, posteriormente, “os alunos farão a análise e diagnóstico dos resultados e, com uma atitude crítica e proactiva, irão propor e disseminar boas práticas para a melhoria da qualidade do ar e do ruído”.
De destacar que o projecto faz uso de tecnologias open source de monitorização de concentrações de gases, partículas e ruído na imediação das escolas e em pontos estratégicos das localidades, nomeadamente no centro das cidades, nos percursos a pé de casa para a escola e nos parques e zonas verdes da cidade.
“Definimos o percurso perto da escola com diferentes realidades para ver as diferenças. Trata-se de um trabalho em rede e os dados serão depois analisados e enviados para a Universidade de Coimbra, que é parceira deste projecto inovador”, contou ainda a professora, que conta com outra professora de Ciências na orientação deste projecto na escola.
“Este projecto acaba por ser muito exigente, porque implica duas medições diárias para se fazerem e não temos assim tantos alunos disponíveis para integrar o projecto”, confidenciou ainda a professora, referindo que os aparelhos disponibilizados vão ficar na escola para se continuar a fazer esta medição.
Os dados recolhidos, tanto através das campanhas de monitorização, como a partir de técnicas de cartografia colaborativa, irão alimentar uma plataforma on-line interactiva com ferramentas como geovisualizador, dashboards e storymaps, que permitirá diagnosticar, analisar e disseminar os resultados, contribuindo para a construção da literacia socioambiental tanto dos formadores e professores como dos estudantes, familiares, e organizações que estarão envolvidas neste projecto.
Partindo dos resultados obtidos, um manual sobre qualidade do ar e ruído será elaborado, que estará disponível no micro-site do projecto, dentro da página web da ASPEA.
No final do próximo mês de Novembro, será organizado um Seminário Nacional de Jovens, no qual serão apresentados os resultados do mesmo, a partir da apresentação de trabalhos realizados pelos alunos e professores.
Entretanto, será também elaborado um documento de propostas de políticas públicas com recomendações e medidas, direc- cionadas aos órgãos do poder local e central, com base nos resultados e estudos elaborados pela comunidade educativa sobre a gestão ambiental da qualidade do ar e ruído, que será divulgado através dos meios de comunicação social e entregue aos decisores políticos e respectivas organizações.

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