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Braga, terça-feira

Alunos da Universidade do Minho convidados a pôr ‘travões’ a condutores
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Alunos da Universidade do Minho convidados a pôr ‘travões’ a condutores

Aposta na ferrovia “é fundamental” para internacionalização da economia

Ensino

2011-11-16 às 06h00

Marta Amaral Caldeira

O Conselho Europeu de Segurança nos Transportes convidou os estudantes de Engenharia Civil da UMinho a participar no projecto ‘Stars’ para reduzir a mortalidade na estrada. Morrem, a cada ano, 31 mil pessoas na Europa, vítimas da sinistralidade rodoviária

Os estudantes de Engenharia Civil da Universidade do Minho foram, ontem, desafiados pelo Conselho Europeu de Segurança nos Tranportes (CEST) a participar no concurso ‘Stars’, que pretende sensibilizar os futuros profissionais para a necessidade de redução da velocidade rodoviária. Os alunos podem apresentar as suas ideias até ao próximo dia 5.

Para participar neste concurso europeu e ganhar, para além de um prémio monetário, uma oportunidade para visitar Bruxelas - onde irá decorrer um encontro entre os participantes do concurso de todos os países da Europa na última semana de Janeiro - os estudantes têm que propor uma ideia em concreto de aplicação prática de medidas que visem a redução de velocidade nas estradas.

Neste caso, os estudantes devem apresentar uma determinada situação em concreto, como um ponto na estrada em que a sinalética ou a velocidade não sejam cumpridas. Um problema que terão que solucionar através de medidas que permitam e melhorem a segurança rodoviária.
Francesca Podda, um dos membros do projecto ‘Stars’, passou por Portugal, para promover a sua divulgação junto dos estudantes de Engenharia Civil de Guimarães e de Lisboa.

Na apresentação aos alunos da UMinho, a responsável falou da importância de apostar mais fortemente na segurança rodoviária a fim de evitar a taxa de mortalidade.
“Morrem 31 mil pessoas por ano em toda a Europa, vítimas da sinistralidade rodoviária”, apontou a responsável do CEST.

A estatística de mortalidade representa, comparativamente, a população de uma cidade de média dimensão ou um total de 250 quedas de aviões.
“Trata-se de uma morte, a cada vinte minutos, durante o dia e durante noite”, detalhou Francesca Podda, acrescentando que “30 por cento dos acidentes na estrada por motivos de excesso de velocidade são fatais”.

A responsável do CEST reconhece o trabalho que Portugal tem desenvolvido nesta matéria nos últimos dez anos, salientando que “o número de mortes diminuiu”, mas a forma como os condutores conduzem não tem em conta a sua segurança.
Na sua opinião, também partilhada pelo organismo que representa, Francesca Podda defende a “reeducação dos automobilistas” para “prevenir o excesso de velocidade”.

“Vias não têm a melhor configuração geométrica”

A circular urbana de Guimarães e as principais entradas da cidade, sobretudo, em direcção à Estrada Nacional 105 são os principais “pontos negros” apontados nos trabalhos dos estudantes de Engenharia Civil da Universidade do Minho (UMinho).
Locais estes que entendem que deveriam ser alvo de medidas específicas com vista a melhorar a segurança rodoviária e prevenir a sinistralidade.

“Muitos acidentes na estrada devem-se também porque as nossas vias não têm a melhor configuração geométrica”, indicou Elisabete Freitas, professora do Departamento de Enhengaria Civil da UMinho, apontando que estatisticamente a sinistralidade é maior em Guimarães do que em Braga, que é uma cidade de maior dimensão.

“Nós, portugueses, somos muito ‘aceleras’”

Para a docente universitária, este género de projectos, como o ‘Stars’ que é promovido pelo Conselho Europeu de Segurança nos Transportes, “é muito importante, principalmente porque nós, portugueses, somos muito ‘aceleras’”.

Elisabete Freitas considera, assim, que é igualmente importante o trabalho que se deveria fazer a nível do comportamento dos automobilistas, uma vez que “a formação que temos, quando tiramos a carta de condução, não nos treina para determinadas situações”.

“Esta é também uma oportunidade para os alunos da UMi-nho inserirem como experiência no seu currículo”, referiu a docente universitária, considerando esta como uma “excelente oportunidade” para os estudantes participarem num projecto europeu.

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