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Alto Minho e Galiza lutam por desbloqueamento de candidatura de 7,5 milhões de euros
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Alto Minho e Galiza lutam por desbloqueamento de candidatura de 7,5 milhões de euros

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Alto Minho

2017-02-17 às 06h00

Redacção

A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho e a região de Pontevedra, na Galiza, estão dispostas a recorrer a Bruxelas se não for desbloqueada uma candidatura de 7,5 milhões de euros para a valorização turística do rio Minho. “Estamos insatisfeitos com o processo de análise da candidatura apresentada ao Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriço Espanha - Portugal (POCTEP). Iremos até Bruxelas se a questão não for resolvida na base do bom senso”, afirmou o presidente da CIM do Alto Minho, José Maria Costa.

A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho e a região de Pontevedra, na Galiza, estão dispostas a recorrer a Bruxelas se não for desbloqueada uma candidatura de 7,5 milhões de euros para a valorização turística do rio Minho.
“Estamos insatisfeitos com o processo de análise da candidatura apresentada ao Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriço Espanha - Portugal (POCTEP). Iremos até Bruxelas se a questão não for resolvida na base do bom senso”, afirmou o presidente da CIM do Alto Minho, José Maria Costa.

O responsável reclamou aos governos de Portugal e Espanha “a máxima urgência na resolução das questões processuais relacionadas com a aprovação da candidatura ‘Visit Rio Minho’, até 8 de Março”.
Em causa está um investimento de 7,5 milhões de euros a aplicar até 2019 nas potencialidades daquele rio internacional.

Aquela candidatura conjunta, apresentada em Janeiro de 2016 pela Uniminho, associação transfronteiriça constituída por 15 municípios portugueses e galegos, resultou do trabalho desenvolvido no âmbito do Pacto do Rio Minho Transfronteiriço assinado em 10 de Março de 2015.
O investimento incluído na candidatura ‘Visit Rio Minho’ será aplicado “na preservação e valorização do rio Minho transfronteiriço, como destino ecoturístico de excelência” e assenta no conceito “dois países, um destino”.

O socialista, que é também presidente da Câmara de Viana do Castelo, exigiu ainda “a adequada e definitiva resolução, até início de Março, da constituição do AECT - Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Rio Minho”, para evitar “o prolongamento do processo de decisão em circunstâncias gravemente penalizadoras para aquele território transfronteiriço”.

Na candidatura, com comparticipação de 75% dos fundos comunitários, o rio Minho transfronteiriço “é apresentado como um dos territórios mais interessantes a nível europeu por ser a zona de fronteira com maior percentagem de área protegida e classificada, a nível nacional e uma das maiores da Europa”.

José Maria Costa sublinhou, com base em números oficiais espanhóis, que “os movimentos transfronteiriços entre o Alto Minho e Pontevedra representam cerca de 47% dos fluxos de veículos ligeiros registados entre Portugal e Espanha”.
“A fronteira de Valença - Tui é o ponto fronteiriço entre Espanha e Portugal com maior intensidade média diária de tráfego de passageiros ao nível nacional, com valores claramente superiores aos registados, por exemplo, na fronteira do Algarve”, sustentou.

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