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Alpinista bracarense conquista montanha ‘virgem’ nos Himalaias
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Alpinista bracarense conquista montanha ‘virgem’ nos Himalaias

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Desporto

2018-09-23 às 12h29

Redacção

Pedro Costa (bracarense), Paulo Roxo, João Lopes e Tiago Faneca fizeram a primeira ascensão mundial de uma montanha com 6196 metros, no maciço do Kand Yatse, nos Himalaias.

Quatro alpinistas, entre eles o bracarense Pedro Costa, alcançaram um feito inédito para o alpinismo português: fizeram a primeira ascensão mundial de uma montanha com 6196 metros, localizada no maciço do Kang Yatse (Himalaias), na região do Ladaque (Índia), a qual baptizaram de Shan-Ri, que em Ladakhi significa ‘Cume do Leopardo das Neves’.
Nesta aventura, Pedro Costa contou com a companhia dos alpinistas Paulo Roxo, João Lopes e Tiago Faneca.
“Da montanha conquistada não existiam quaisquer registos de presença humana”, refere o alpinista bracarense, explicando que “a ascensão foi feita em estilo alpino”, ou seja “a partir do campo base os alpinistas carregaram todo o seu material (cerca de 22 kg por pessoa), sem recorrer ao auxílio de carregadores”.

A expedição, organizada por Paulo Roxo, iniciou-se a 19 de Agosto, quando os alpinistas saíram de Leh. Atravessaram o Vale Markha durante quatro dias com o objectivo de chegar ao ‘Campo Base’ (4420 metros).
“Este trekking de aproximação foi também essencial para a aclimatação”, explica Pedro Costa.
Descansando e fazendo a aclimatação necessária, foi feita uma primeira aproximação para descobrir o glaciar montando o ‘Campo 1’, a 5170 metros, e regressando de seguida ao ‘Campo Base’.
“Depois de uma pernoita no Campo Base, foi feita nova aproximação ao ‘Campo 1’, seguindo-se a chegada ao glaciar de Male, onde montamos o ‘Campo 2’, a 5540 metros.
A 31 de Agosto os alpinistas saíram do ‘Campo 2’, às 3.30 horas da madrugada, rumo ao cume da montanha, que foi alcançado às 14.30 horas.

“Depois de alguns minutos de fotografias no cume, iniciámos a descida e, finalmente, regressamos ao ‘Campo 2’ por volta das 22 horas, com o sentimento de dever cumprido”, relata o bracarense, salientando que “toda a expedição decorreu sem problemas de maior”.
Os alpinistas regressaram a Portugal a 11 de Setembro muito orgulhosos da sua conquista, e por mais uma vez levarem mais longe a bandeira da nossa nação portuguesa.

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