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Além do calendário, fecho das escolas pode levar à restruturação dos currículos
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Além do calendário, fecho das escolas pode levar à restruturação dos currículos

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Além do calendário, fecho das escolas  pode levar à restruturação dos currículos

Ensino

2021-01-22 às 06h00

Paula Maia Paula Maia

Directores admitem que estrutura curricular delineada para o ano lectivo, sobretudo no ensino básico, terá de ser repensada. Ensino à distância poderá voltar em breve. Pausa será compensada com dias das férias lectivas e uma semana no final do ano.

O novo encerramento das escolas terá consequências não só ao nível social, mas sobretudo a nível pedagógico. Além da alteração do calendário escolar - que vai prolongar-se mais uma semana, no final do ano lectivo - os directores escolares avançam que este novo confinamento deverá implicar o repensar dos próprios currículos escolares. “Esta situação condiciona muito o percurso escolar dos alunos. Há aprendizagens que foram estabelecidas. Os currículos poderão ter que ser repensados porque os prejudicados serão sempre os alunos e as suas aprendizagens”, alerta ao Correio do Minho o director do Agrupamento Francisco Sanches, admitindo que embora penalizadora para o percurso escolar dos alunos, a actual situação impõe medidas mais musculadas. “Se me falassem da medida há algumas semanas atrás diria que não, mas hoje temos de pensar nas vidas humanas”, diz.

Arlindo Antunes de Sousa sublinha que este interregno, - para já de 15 dias, mas que se deverá prolongar - “pode condicionar a formação dos alunos”, sobretudo no ensino básico. “Há competências em determinadas disciplinas que ou se aprendem naquele momento do desenvolvimento das crianças ou ficam muito condicionadas”, justifica o dirigente, acrescentando que sob essa perspectiva “ter-se-à que mexer nas estruturas curriculares”.
“A preparação do ano lectivo foi feita com base numa recuperação de aprendizagens não leccionadas, mas a partir deste momento tem de ser repensada a outro nível, mesmo ao nível curricular nacional, para que as crianças não integrem uma geração que ficou condicionada”.

O calendário escolar vai sofrer, alterações que serão agora estudas pelo Ministério da Educação, mas os dirigentes admitem sua prolongação até ao mês de Julho.
Para o director do Agrupamento de Escolas D. Maria II, a questão do prolongamento do calendário escolar acabou por não ser uma surpresa, pelo facto de não se ter avançado neste momento para o ensino à distância. “É sinal claro de que o ano lectivo se vai prolongar. Por outro lado, permite às escolas organizaram-se”, adianta João Dantas, acrescentando que “esta vai ser uma geração muito sacrificada.?Temos de compensar este tempo”.
Uma questão que se levanta com esta alteração ao calendário são os exames nacionais, admitindo o director do D. Maria II que deixar cair os exames do 9.º ano “não seria um grande problema”. Quantos aos do 11.º e 12.º diz que é, sobretudo, “uma decisão política”.

O dirigente defende também que é imperioso restruturar o currículo escolar, embora considere que o problema será encontrar um “currículo mínimo” que possa ter em conta todas as crianças, porque cada escola vai estar num patamar distinto de desenvolvimento, dependendo do número de turmas que estiveram em confinamento.“Terá de se criar uma outra forma de organizar o ensino. Reprovar penso que não é a solução”, afirma.
Já o director do Agrupamento Alberto Sampaio espera que o regresso ao ensino presencial se faça logo que possível, sobretudo para os alunos do ensino básico. “Os alunos do secundário já têm todas as condições para estarem no ensino à distância, até porque o ministério já entregou os computadores para os alunos dos escalões A e B”.
João Andrade refere também que se a interrupção for prolongada não haverá forma de evitar o “repensar de conteúdos”, embora considere que é ainda prematuro estar a falar dessa situação. “Para já é importante gerir a situação de maneira a que a interrupção seja curta”, diz.

Há turmas que vão entrar no terceiro confinamento

As disparidades entre estabelecimentos de ensino a nível nacional é indiscutível dada a diversidade de realidades por causa da actual situação. Há alunos que, fruto das suas condições de saúde, estão desde o início do ano em ensino à distância, turmas que confinaram uma vez, outras duas e outras que partem para o terceiro confinamento.
Na secundária D. Maria II há turmas que estão a entrar no terceiro confinamento. Ao todo, neste estabelecimento de ensino, são
18 as turmas em isolamento. No agrupamento Alberto Sampaio são 20 as turmas em confinamento. Na secundária Carlos Amarante são 14. Em Maximinos 3.

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