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Agrupamento Mosteiro e Cávado garante estar a fazer tudo para garantir segurança dos alunos
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Agrupamento Mosteiro e Cávado garante estar a fazer tudo para garantir segurança dos alunos

Entrevistas

2020-09-24 às 06h00

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

Maria José Correia, directora do Agrupamento de Escolas Mosteiro e Cávado, garante que estão a ser feitos “todos os esforços” para garantir a segurança dos alunos. Há várias alterações no funcionamento escolar para o êxito do novo ano lectivo.

É com uma diferença de meia hora a dividir à entrada de manhã os alunos do 2.º e do 3.º ciclo e com praticamente salas residentes para as turmas que o Agrupamento de Escolas Mosteiro e Cávado está a preparar o regresso às aulas. A directora, Maria José Correia, garante que “todos os esforços” estão a ser feitos para garantir a segurança dos alunos na expectativa de que o ano lectivo possa decorrer com êxito.
Ao todo vão ser 940 os alunos, que vão frequentar o Agrupamento de Escolas Mosteiro e Cávado neste ano lectivo 2020/21 e a directora nota também um “ligeiro acréscimo” do número de alunos nos últimos anos - um indicador que considera como “positivo”.

“Somos um agrupamento de escolas periférico, inserido numa zona bucólica, mas isso dá-nos até mais segurança e paz porque não existem tanto motivos de distracção para os nossos alunos”, destaca a responsável.
“Obviamente que estamo-nos a preparar para um cenário que não aconteça, mas estamos a seguir todas as regras emanadas pela tutela, da DGEST e da Direcção-Geral da Saúde”, garantiu Maria José Correia, manuseando aquelas que diz serem agora as suas “bíblias”, como o referencial das escolas sobre o controlo da transmissão da Covid-19, o Plano de Contingência pronto, além da escola estar agora sinalizada e com regras para seguir dentro de portas.
“A nossa estratégia traçada passa pela divisão da escola a meio. Além dos horários de entrada serem desfasados, com o 3.º ciclo a entrar às 8.15 horas e os do 2.º ciclo às 8.45 horas, cada qual por sua porta, também o espaço de recreio está dividido, até com gradeamento”.

“Só esta meia hora de desfasamento na entrada da escola, vai permitir o desfasamento dos alunos no resto do dia, inclusive na hora de almoço, onde teremos dois turnos também a funcionar para cada ciclo”, detalhou a responsável, apontando para uma “ginástica interessante” em termos de organização do funcionamento da escola, indicando, no entanto, o cenário de incertezas.
“A nossa direcção, os assistentes técnicos e assistentes operacionais, estamos todos a trabalhar e a dar o nosso melhor para que todos estejamos em segurança e os pais podem ter a certeza absoluta que vamos fazer tudo para que os seus filhos estejam seguros dentro da escola”.

Turmas com ‘salas residentes’, dois turnos para almoço e recreio gradeado para separar ciclos de ensino

Praticamente todas as turmas vão ter uma sala residente, indica a directora do Agrupamento de Escolas Mosteiro e Cávado, indicando que mesmo as duas ou três turmas em que isso não foi possível, passarão também a maior parte do tempo na mesma sala de aula.
“Estamos a ‘sacrificar’ muitas salas para que isto seja possível”, afirmou Maria José Correia, apontando, por exemplo, para o auditório da EB 2,3 que vai ser convertido precisamente numa sala residente para uma turma, bem como uma das duas salas de informática e até a biblioteca da escola, que, como é grande, será dividida em termos de espaço com o objectivo de acolher uma turma também.

“Obviamente que os alunos terão que depois ir para outros espaços como deslocar-se para as aulas de Educação Física e frequentar os laboratórios e aqui a nossa atenção será redobrada também em termos de higienização”.
A separação de ciclos é feita também em termos de horário de almoço, que terá dois turnos, funcionando entre as 12.10 e as 13 horas e entre as 13.30 e as 14.20 horas. Também o espaço de recreio será dividido por ciclos na EB 2,3 e por um gradeamento alto. A directora do Agrupamento Mosteiro e Cávado faz questão de deixar um agradecimento público à ‘Multitendas’, por ter apoiado a esta nesta iniciativa, que contou também com o apoio da associação de pais, tendo a empresa emprestado ao agrupamento 100 metros de gradeamento e que vai ajudar a fazer precisamente a separação de alunos com o objectivo maior da sua protecção e segurança.

“Sei que vai haver quem ache bem ou ache mal, mas temos que ter todos os cuidados e eu prefiro pecar por excesso do que ser negligente”, frisou Maria José Correia, mas, sossegando os pais e encarregados de educação, destacou que estas são as formas encontradas pela escola “não só para proteger os alunos, pois o nosso objectivo principal é proteger os alunos, os professores, toda a nossa comunidade escolar e a família dos alunos porque eles regressam todos os dias a casa”.

Ensino musical é marca distintiva e uma “mais-valia” para os alunos

O ensino musical é uma das marcas distintivas do Agrupamento de Escolas Mosteiro e Cávado - um projecto formativo que é desenvolvido em parceria com o Conservatório de Música Calouste Gulbenkian e Câmara Municipal de Braga. A directora, Maria José Correia, traça um “balanço positivíssimo” do projecto iniciado há um ano e indica que vão arrancar em breve as obras de remodelação da EB1 de Panóias, que será adaptada para receber especialmente quatro turmas de música já no próximo ano lectivo.
É com um sorriso no olhar que a directora do Agrupamento Mosteiro e Cávado fala do curso básico de música, um projecto que arrancou o ano passado, em regime de articulado. “A verdade é que na escola já se nota um ambiente diferente e, sem dúvida, que esta é uma oportunidade para os nossos alunos, que tiverem talento para a música, puderem aprender dentro da escola. É uma grande mais-valia para esta comunidade”, sublinhou a directora.

“Este ano haverá mais duas turmas novas de música, uma no 1.º ano e outra no 5.º ano”, avançou, apontando que as provas de ingresso, realizadas pelo Conservatório de Música, foram realizadas e os alunos já foram seleccionados depois de prestar provas, louvando o empenho no projecto de Ana Maria Caldeira, a directora da Gulbenkian.
É precisamente a propósito do ensino articulado da música que a EB1 de Panoias vai ser alvo de obras durante este ano lectivo, informa Maria José Correia, anunciando o alargamento e melhoria das instalações actuais. “A escola vai ser melhorada e remodelada para receber quatro turmas do 1.º ciclo de música, dando as condições específicas para as disciplinas de formação musical, classe conjunto e instrumento”, indicou a directora, recordando que a Câmara de Braga “foi fantástica” para pôr este projecto ‘a andar’, considerando que tanto a vereadora da Educação, Lídia Dias, como o presidente da câmara, Ricardo Rio, “foram inexcedíveis” no apoio dado, tendo a autarquia oferecido vários instrumentos à escola. Esse apoio foi replicado pelas várias juntas de freguesia que o agrupamento incorpora e a Junta de Panoias ofereceu um piano, tendo as restantes juntado também os seus esforços para adquirir mais um piano e dotar a escola de mais recursos para o ensino da música.

“Não foi fácil, mas contei com a ajuda de todos”

Apontando que o 3.º período do passado ano lectivo “não ter sido fácil para ninguém”, a directora do Agrupamento de Escolas Mosteiro e Cávado destaca o apoio recebido de toda a comunidade, nomeadamente do Município de Braga e juntas locais.
“É que da noite para o dia deixámos de poder estar na escola no nosso ensino tradicional e vimo-nos obrigados a continuar um período à distância, mas contei com a ajuda de todos e foi aí que a comunidade educativa se mostrou que é nos momento difíceis que estamos unidos”, assinalou Maria José Correia, enaltecendo o plano elaborado pelos professores do agrupamento, frisando que “agarraram de ‘corpo e alma’ a profissão”. A responsável destaca ainda o apoio dado pela ‘Primavera Software’, que ajudou os docentes ao nível técnico e informático para garantir o êxito do ensino à distância.
A directora indica que houve problemas com alunos que não tinham computador, nem tablet, nem Internet, mas que com a ajuda da Câmara Municipal de Braga, das juntas de freguesia e do próprio agrupamento, foi possível disponibilizar todo o material informático necessário aos alunos. “Disponibilizámos tudo o que tínhamos e o próprio Município de Braga cedeu hotspots, garantindo que todos os alunos tivessem acesso à Net”.

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