Correio do Minho

Braga, terça-feira

Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial desenha estratégia comum aos fundos 2030
Embaixadora sueca elogia “cooperação” entre instituições públicas e privadas

Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial desenha estratégia comum aos fundos 2030

Morreu Altino do Tojal, autor de ‘Os Putos’

Alto Minho

2018-06-22 às 06h00

Isabel Vilhena

A cooperação transfronteiriça viveu mais um momento histórico com a realização do I Fórum do Rio Minho Transfronteiriço que marcará as linhas de acção conjunta deste território para a próxima década 2030.

O Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) do Rio Minho escreveu ontem mais um capítulo na história da cooperação transfronteiriça com a realização do I Fórum do Rio Minho Transfronteiriço que se realizou na Escola Superior de Ciências Empresariais (IPVC) de Valença.
“Abrimos hoje um novo capítulo na cooperação transfronteiriça. Temos um património que vem do passado, mas agora temos uma AECT com uma escala mais territorializada, congregando um conjunto de vontades dos municípios do Alto Minho e da deputación de Pontevedra para construirmos em conjunto um futuro, mas acima de tudo, para acrescentarmos mais valor aquilo que tem sido a cooperação transfronteiriça”, afirmou ontem José Maria Costa, na qualidade de presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM), na sessão de abertura sobre ‘O futuro estratégico do território do rio Minho transfronteiriço’. José Maria Costa su- blinhou que “esta AECT representa um território mais dinâmico, mais vivo e com mais iniciativas que há ao longo de toda a fronteira entre Portugal e Espanha”.

Por seu turno, Jorge Mendes, presidente da câmara de Valença, salientou “o envolvimento de todos estes actores, desde decisores políticos, às universidades e a sociedade civil para a elaboração de um documento estratégico que é fundamental junto da Junta da Galiza e do nosso governo, mas sobretudo em Bruxelas para podermos satisfazer uma reivindicação comum que é os fundos da cooperação transfronteiriça fiquem na região”, lembrando que “só apenas 20 por cento dos fundos da cooperação ficam nos municípios da região”.
A nova associação de municípios portugueses e galegos permitirá também promover o território transfronteiriço singular do rio Minho, potenciando todo o seu património natural e cultural.

Aquele agrupamento tem como objectivo contribuir para o desenvolvimento socioeconómico e da coesão institucional do território de intervenção, para a promoção do património cultural e natural transfronteiriço, para a valorização das potencialidades dos seus recursos endógenos, e para a criação e consoli- dação da marca turística transfronteiriça Rio Minho e outras marcas no âmbito nacional e internacional.
Para José Maria Costa estes desafios que se apresentam à AECT assentam em quatro eixos fundamentais: governança (como cooperar com todos os actores no terreno); a cultura (espaço de grande valia cultural que pode ser transformado em aspectos económicos); o ambiente (o rio Minho como grande património conjunto e o Parque Nacional da Peneda Gerês-Xurês); e a economia (qualificar os jovens, envolvendo as universidades e politécnicos para sejam, os atractivos para a fixação e atracção de jovens talentos”.

O director do AECT do Rio Minho, Uxio Benítez, destacou o facto de aquele fórum, dividido por quatro painéis - com os temas “sectores produtivos, governança no território transfronteiriço, mobilidade, os serviços e o turismo sustentável, cultura e comércio tradicional - ter reunido uma “vasta equipa científica, cujo objectivo foi o de reunir propostas da sociedade civil que integrarão a Estratégia 2030 de Cooperação Inteligente do Rio Minho”, frisou.
O AECT Rio Minho, com sede em Valença, abrange um total de 26 concelhos: dez da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho e 16 concelhos galegos da província de Pontevedra com ligação ao Rio Minho.
O presidente da Câmara de Valença e vice-presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, Jorge Mendes, sublinhou que aquele documento constitui-se como “um projecto para a região transfronteiriça se preparar para o futuro”.

“O futuro é já amanhã porque hoje já é passado. Para podermos ter o futuro que almejamos, temos de fazer um trabalho conjunto. Foi para isso que o AECT do rio Minho foi constituído. Para além da sua componente operacional, o agrupamento transfronteiriço é uma voz política da região muito importante”, acentuou.
O autarca destacou a importância deste espaço de apresentação de propostas e de debate com a sociedade civil, as instituições e academias. “São contributos importantes para construir um documento que será fechado em Dezembro e que será um estratégico para concorrer aos fundos comunitários do programa 2030”, disse.
O documento “estabelecerá os eixos gerais e objectivos específicos para um desenvolvimento conjunto baseado na utilização e promoção dos recursos endógenos, e na cooperação inteligente entre actores institucionais e sociais de ambas as margens do rio”.

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