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Agrupamento de Nogueira: Aumentar efectivo é objectivo prioritário

Braga

2020-08-02 às 08h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

FALTA DE IDENTIDADE e de pertença não tem ajudado o Agrupamento n.º 424 - Nogueira a conquistar mais escuteiros. Direcção do agrupamento tem agora um plano estratégico para ‘chamar’ mais crianças e jovens para o movimento.

A falta de identidade e de sentido de pertença à terra foi-se perdendo à medida que a freguesia foi crescendo, por isso, o Agrupamento n.º 424 do Corpo Nacional de Escutas (CNE) - Nogueira continua a ter dificuldade em ‘chamar’ crianças e jovens para o movimento. “Não conseguimos aumentar o número de efectivos e temos agora um plano estratégico para captar os mais novos através dos pais. Vamos ver se funciona”, revelou o chefe de agrupamento, Joaquim Pinto.
A completar 47 anos no próximo mês de Novembro, o Agrupamento de Nogueira tem conseguido ‘sobreviver’ e manter-se no activo. “Mas não tem sido tarefa fácil e só tem sido possível graças à resiliência e ao acreditar que é possível”, confidenciou o dirigente, esperando que o agrupamento possa crescer e até multiplicar-se “A nossa esperança agora é ter as quatro secções a funcionar e aplicar o sistema de patrulhas”, confessou Joaquim Pinto.
Com 43 elementos e sem a II Secção (Exploradores- jovens dos 10 aos 14 anos) a funcionar, o agrupamento conta actualmente com escuteiros oriundos do Brasil e outros que residem em outras freguesias do concelho. “O nosso agrupamento, tal como a freguesia, foi crescendo com pessoas que não são de cá”, referiu.
Apesar da freguesia ter uma Companhia de Guias “muito forte,” cerca de 80% do efectivo do agrupamento de escuteiros é composto por raparigas.
A estratégia do “amigo trazer outro amigo” já não está a funcionar, porque “não basta as crianças ou jovens quererem vir, é preciso que os pais os tragam”, atirou.
Todos os anos, o agrupamento de Nogueira promove actividades junto dos mais novos no ATL e no jardim-de-infância, bem como na catequese para “cativar” os pequenos para o movimento. O certo é que não está a funcionar. Por isso, a direcção do agrupamento vai reflectir num plano estratégico para aumentar o efectivo a partir do próximo mês de Setembro, quando o agrupamento regressar de férias.
“Nunca ultrapassamos os 70 elementos e mesmo em momentos mais complicados da história do agrupamento, onde não havia dirigentes e quatro caminheiros acreditaram e tiveram esperança, manteve-se no activo. Por isso, queremos também acreditar agora que vamos conseguir”, assumiu o chefe de agrupamento, sabendo que quando um agrupamento de escuteiros fecha as portas “dificilmente volta a abrir”.

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