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As Nossas Escolas

2019-10-09 às 06h00

Paula Maia Paula Maia

Situação é transversal a todos os níveis de ensino, mas verifica-se, sobretudo, nas escolas mais próximas do centro. A escola-sede está praticamente no seu limite com grande procura no 3.º Ciclo e Ensino Profissional. Ao todo são perto de 3 300 alunos.

O Agrupamento de Escolas Carlos Amarante registou este ano um aumento do número de alunos em praticamente todos os níveis de ensino. É o início de um novo ciclo que interrompe a estagnação e até a tendência decrescente do número de alunos que se verificou há pouco anos atrás. “Temos registado uma procura grande no agrupamento em todos os níveis”, confirma a directora do Agrupamento, Hortense Santos, adiantando que a procura é mais notória nas escolas mais próximas do centro. A única excepção é mesmo a EB1 de Pedralva, embora a dirigente escolar considere que a situação parece estar também numa rota ascendente.

“No pré-escolar temos mais um grupo de turma em Gualtar. Abrimos também uma segunda sala em S. Pedro d’Este do pré-escolar. A EB1 de Gualtar tem também dez turmas. A manter-se a tendência, a escola no futuro terá 12 turmas, três por cada nível de ensino. Mais do que isso já é demais”, revela Hortense Santos, acrescentando que foi ao nível do 3.º ciclo do ensino básico, ensino secundário e ensino profissional ministrado na secundária Carlos Amarante onde se notou uma maior procura que levou, consequentemente, a um aumento do número de turmas. “Temos neste momento perto de 3 300 alunos no total, que perfaz cerca de 145 grupos de turma”, adianta a directora.

Ao nível do 3.º ciclo do ensino básico a escola-sede está no limite. “Não queremos mais do que três turmas por ano. A procura excedeu este ano a oferta e trouxe-nos alguns problemas de resposta. Não conseguimos acolher todas as famílias que nos procuraram. São essencialmente alunos que chegam do ensino privado”, confessa a directora do agrupamento.
Além do ensino básico, a escola-sede conta ainda com turmas do ensino secundário, ensino profissional e ensino nocturno.
A taxa de sucesso obtido pelos alunos do agrupamento no final do ensino secundário - que dita o acesso ao ensino superior - é um dos motivos que ajuda a explica esta procura e preferência pela Carlos Amarante.

Colocação de assistentes operacionais promete resolver lacunas

Condicionado pelos rácios definidos pelo Ministério da Educação que não responde às verdadeiras necessidades das escolas, o Agrupamento Carlos Amarante - à semelhança das suas congéneres - tem vivido com várias limitações nos últimos anos devido à falta de assistentes operacionais. São vários os serviços - especialmente na escola sede - que são condicionados pela falta de funcionários. A gestão dos vários espaços está muito condicionada, com prejuízos para muitos serviços.

À noite a situação é ainda mais difícil, funcionando com ‘serviços mínimos’, onde alguns serviços essenciais, de apoio ao aluno, se encontram muito vezes encerrados, como é o caso da reprografia e do bar.
A situação deverá ficar mais equilibrada quando forem homologados os resultados do concurso aberto pela tutela para a colocação de seis assistentes operacionais que ainda este mês deverão entrar para os quadros da Escola Secundária Carlos Amarante. “Todos estes procedimentos levam muito tempo e, uma vez mais, começámos o ano lectivo com dificuldades”, diz Hortense Santos, revelando que há funcionários de baixa médica, outros que pediram a aposentação e outros ainda que pediram mobilidade para outros locais e cujas vagas não foram preenchidas. “A situação ficará resolvida momentaneamente porque há ainda alguns funcionários que pela idade já podem pedir aposentação”, diz ainda a propósito a directora. Caso a situação se confirme, a direcção terá de voltar a recorrer à reserva de recrutamento.

A colocação de mais seis funcionários a tempo inteiro permitirá à escola fazer a gestão mais harmonizada do pessoal, evitando a deslocação constante de funcionários de uns serviços para outros em determinados períodos.
Resolvida deverá ficar também o funcionamento da cantina, já que alguns dos funcionários contratados serão colocados precisamente neste sector. Recorde-se que a direcção da escola se mostrou, no ano lectivo passado, preocupada com o serviço de refeições da escola-sede já que era necessário deslocar mais funcionários à hora de almoço para colmatar algumas falhas. Hortense Santos referia na altura que caso a situação se mantivesse a direcção da Carlos Amarante teria de ponderar a adjudicação do serviço a uma empresa externa, colocando em causa a qualidade das refeições que são servidas diariamente na cantina da escola.

“A situação da EB1 de Pedralva não nos deixa confortáveis”

Devido a número reduzido de alunos, a direcção do Agrupamento Carlos Amarante mostrou-se favorável ao encerramento da EB 1 de Pedralva neste ano lectivo, justificando que em termos pedagógicos uma turma mista com quatro níveis de ensino (do 1.º ao 4.º ano) não é o desejável para os alunos. Os pais foram contra a decisão e, depois da DGEstE colocar a decisão nas suas mãos, autarquia e dirigentes escolares resolveram acatar a vontade dos encarregados de educação. “As pessoas preferiram continuar na escola, com uma turma mista. Não é a situação ideal. De maneira nenhuma. É uma turma pequena, é um facto, mas com quatro níveis. Não é fácil para o professor e para os alunos. Considero que não é uma situação vantajosa para as crianças”, diz Hortense Santos.
São 15 os alunos que actualmente frequentam a EB 1 de Pedralva, mas a directora do agrupamento está confiante numa mudança de cenário nos próximos anos. “Nos últimos anos a escola tem vindo a diminuir o número de alunos, mas este ano há mais crianças no pré-escolar da freguesia. Pode ser que isso se reflicta no futuro ao nível do 1.º ciclo. Mas, é sempre uma incógnita”, explica a dirigente escolar.

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