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Acordos com municípios viabilizam obras em mais três escolas do Alto Minho
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Acordos com municípios viabilizam obras em mais três escolas do Alto Minho

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As Nossas Escolas

2019-06-15 às 06h00

Teresa M. Costa

Ministro da Educação assinou ontem acordos com três municípios do Alto Minho viabilizando obras em mais três escolas básicas e secundárias em Caminha, Vila Nova de Cerveira e Viana do Castelo, num investimento global de 4,7 milhões de euros.

A reprogramação dos fundos comunitários permitiu ao Ministério da Educação cativar mais 93 milhões de euros, com o Alto Minho a captar uma fatia superior a quatro milhões de euros que viabiliza obras em mais três escolas básicas e secundárias.
As obras avançam nos concelhos de Caminha, Vila Nova de Cerveira e Viana do Castelo, em parceria com os respectivos municípios que ontem assinaram acordos de colaboração com o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues que assume que “esta parceria com os municípios tem funcionado” com estes a ajudar a suportar a contrapartida nacional dos investimentos.

O ministro da tutela reconheceu ontem, na sua visita ao Alto Minho, que “foram os autarcas do Alto Minho que iniciaram todo este processo” permitindo tirar do papel um conjunto de investimentos do Portugal 2020 e “dar condições para que o serviço de educação pública se cumpra”.
As 17 obras contratualizadas com municípios do Alto Minho em Setembro de 2016 estão concretizadas ou em fase final de execução, apontou Tiago Brandão Rodrigues, no dia em que assinou acordos para mais três obras num investimento global de 4,7 milhões de obras.
O maior investimento - 1,8 milhões de euros - é canalizado para a ampliação da Escola Básica e Secundária do Vale do Âncora, no concelho de Caminha.

O acordo ontem assinado entre o ministro da Educação e o Município de Caminha abre caminho á construção de um edifício de raíz para a escola básica e para sediar a Academia de Música Fernandes Fão.
A directora do Agrupamento de Escolas Sidónio Pais, Maria Esteves, lembrou o percurso recente do Agrupamento, que enfrentou novos desafios com o encerramento da cooperativa de ensino Ancorensis, em Agosto de 2016, e “conseguiu impôr-se como uma escola de referência no seu contexto territorial”.

A ampliação da escola-sede vai permitir o reforço do ensino efectivamente inclusivo com resposta educativas inovadoras e qualificadas, anunciou Maria Esteves, que evidenciou “o factor facilitador da diversidade de percursos artísticos com a introdução do ensino artístico especializado”.
O presidente da Academia de Música Fernandes Fão, Fernando Rebelo, congratulou-se com o acordo que vai permitir construir um edifício para a colectividade e deu a garantia de que “o ensino no concelho vai beneficiar com esta valência”.
O presidente da Câmara Municipal de Caminha, Miguel Alves, atribui os créditos da nova empreitada a toda a equipa do município, da comunidade educativa, presidentes das juntas de freguesias do Vale do Âncora e instituições locais, e anuncia a intenção de a inaugurar até ao final do actual mandato.

Avaliação em dois semestres é opção de reforço da autonomia das escolas

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, fez ontem um “balanço francamente positivo do ano lectivo”, realçando a operacionalização dos diplomas da educação inclusiva e da autonomia e flexibilidade das escolas.
Tiago Brandão Rodrigues falou aos jornalistas em Vila Nova de Cerveira, onde assinou um acordo para a 2.º fase de modernização da escola básica e secundária local.
No que toca à educação inclusiva, ela “tem feito caminho”, acredita o ministro da tutela, que salvaguarda que “integrar é mais fácil que incluir” e que “é a partir da escola que temos que mostrar que o resto da comunidade tem que incluir”.

Uma nova portaria confere às escolas a possibilidade de optarem pela avaliação em dois semestres, sem alterar o calendário escolar.
Tiago Brandão Rodrigues explicou que “era algo reclamado por muitas escolas”.
As escolas vão poder trabalhar em dois semestres em vez de três trimestres muito assimétricos permitindo aos agrupamentos de escolas “amadurecer práticas inovadoras e avaliar o que melhor serve a sua comunidade educativa” reforçou o ministro da Educação que faz um balanço “extremamente positivo” dos sete agrupamentos envolvidos no projecto-piloto, a nível nacional.
A Escola Básica de Freixo, em Ponte de Lima, é uma das pioneiras.

Modernização da escola está garantida

A degradação e desactualização da Escola Básica e Secundária de Vila Nova de Cerveira tornaram “urgente e imperioso adaptá-lo às novas exigências de ensino” explicou ontem o presi- dente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Fernando Nogueira, na formalização do acordo que viabiliza a segunda fase de requalificação e modernização do edifício num investimento de 1,4 milhões de euros.
O acordo foi assinado ontem entre o município e o Ministério da Educação, pela mão do ministro Tiago Brandão Rodrigues, que visitou a 1.ª fase das obras de requalificação da Escola Básica e Secundária.
“Felizmente, o sr. ministro reconheceu a pretensão desta comunidade educativa” destacou o presidente da Câmara, lembrando que desde 2009 o Município cerveirense aceitou a transferência de competências no domínio da educação, até porque “está mais atento e sensível às necessidades da comunidade educativa”.

Fernando Nogueira deu conta de “uma aposta firme e permanente na educação”.
A segunda fase de modernização da Escola Básica e Secundária prevê a criação de um centro de recursos, que inclui a biblioteca e um auditório, e que vai libertar uma parte do actual edifício para o requalificar para outras finalidades.
Prevê-se a criação de um espaço para o ensino artístico articulado; refeitório e intervenção nas coberturas exteriores.

Outra intervenção importante é a alteração da localização da portaria, até por questões de segurança, explicou Fernando Nogueira.
A próxima etapa é avançar com o concurso público para a obra para a qual o autarca cerveirense pede “um tempo razoável e rápido”.
O ministro da Educação deu os parabéns a toda a comunidade educativa “por terem tido o arrojo de sonhar” e classificou Vila Nova de Cerveira como “concelho amigo”.
Tiago Brandão Rodrigues felicitou a autarquia e o Agrupamento “pelo trabalho em prol do sucesso educativo”.
Em relação ao acordo ontem formalizado, o ministro assume que a segunda fase da requalificação “é muito significativa para cumprir as políticas públicas”.

É preciso renovar os equipamentos

O director do Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Cerveira, Venceslau Artur Teixeira, aproveitou ontem assinatura do acordo para a segunda fase de requalificação e modernização da Escola Básica e Secundária para fazer dois pedidos, dirigidos ao ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e ao presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Fernando Nogueira.
Venceslau Artur Teixeira pediu que seja renovado o equipamento tecnológico “tornar esta escola ainda mais inovadora”.
“Precisamos de um motor mais forte para avançar mais depressa” reforçou o director da escola já reconhecida como “Microsoft showcase school”.
Venceslau Artur Teixeira pediu ainda que seja renovado o mobiliário escolar que, tal como o edifício, já tem 25 anos.
A única resposta veio do presidente da Câmara que considerou que a obra ontem viabilizada “vai criar as condições físicas para passar à fase seguinte que é o apetrechamento material da escola”.

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