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Braga

2012-10-22 às 06h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Três bloggers bracarenses juntaram-se com a finalidade de criar uma Braga mais culta, mais participada e com mais identidade. Assim nasceu a Associação Braga+, apresentada ontem e que já sonha com um museu.

Citação

A constituição de um museu da cidade de Braga é apenas um dos muitos projectos da nova Associação Braga+, apresentada ontem, em sessão pública, no último andar da Torre de Menagem. Tendo como pilares a cidadania, a cultura e o património, a Braga+ nasce no seio da blogosfera, concretamente da confluência três de dos mais afamados blogs sobre a cidade dos arcebispos.

Coube a Rui Ferreira (blogger do Braga Maior), Carlos Santos (blogger do BragOn) e Ricardo Silva (da JovemCoop), apresentarem a nova associação que tem como padrinho Miguel Bandeira. Evocando a carga simbólica do local, este último recordou que foi também ali, na Torre de Menagem, que a ASPA começou a trabalhar.

Realçando que apesar deste projecto associativo conjunto os três blogs vão manter a sua actividade normal e autonomia, Rui Ferreira começou por clarificar que a Associação Braga+ “não está voltada para o passado, nem é contra ninguém” e convidou todos quantos amam Braga a se juntarem a este projecto. Alertou, porém, que os seus elementos não se calarão “perante atentados contra a memória da nossa cidade, muito menos aqueles actos que forem perpetrados por quem tiver o dever de defender e promover o interesse, a causa e a coisa pública”.

“Se decidimos unir-nos em torno de causas comuns é porque entendemos que tem havido falhas e defeitos e uma falta de sensibilidade que nos implica a todos”, justificou, realçando que este não é um projecto partidário, liderado por qualquer facção política ou ideologia social, mas “é sim, um projecto político, no mais escorreito sentido do termo e na sua mais bela expressividade.

“Somos para a ‘polis’, o lugar dos cidadãos e por essa ‘polis’ nos unimos para debater, propor e reflectir”, sustentou, deixando claro que único rótulo que aceitam é o de serem amantes de Braga. “No dia em que Braga perder os seus referenciais históricos e patrimoniais deixaremos de ter motivos para nos dizermos bracarenses”, realçou. E porque “os bracarenses só poderão perceber a sua identidade se acederem à sua história, a Braga+ nasce já com um sonho ambicioso: lutar pela constituição de um museu da cidade de Braga.

Um museu para mostrar a alma de Braga

“Não é algo inédito, dado que Braga já teve uma espécie de museu da cidade nos primórdios do Museu D. Diogo de Sousa”, recordou Rui Ferreira.
O objectivo é concentrar nesse espaço não só num percurso cronológico ao longo da história da cidade — desde os primeiros vestígios de ocupação humana na região, passando pela civilização romana até à cidade dos arcebispos remodelada por D. Diogo e transformada a partir do traço de André Soares —, mas também aproveitar o espaço para recordar alguns monumentos desaparecidos da cidade, mostrando fotos ou gravuras e expondo alguns vestígios dos mesmos, de forma a conservar a memória de Braga desaparecida”.

O espaço deve também aproveitar os escritos dos grandes homens da literatura nacional que tiveram em Braga a sua musa de inspiração. Ali devem constar ainda olhares sobre a Semana Santa, o São João e também sobre personagens (como os farricocos ou o rei David) que marcaram e continuam a marcar as tradições da cidade.
O objectivo é ainda ir buscar parcerias à Universidade do Minho, apoiando a investigação sobre Braga e a sua história.
Os promotores querem ainda neste museu o exemplar único do mapa de Braga, do ano de 1750, atribuído a André Soares, e que está na posse da Biblioteca Nacional da Ajuda.

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