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Surf: A guarda de honra da praia de Ofir
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Surf: A guarda de honra da praia de Ofir

Cávado

2021-04-11 às 09h00

Rui Miguel Graça Rui Miguel Graça

Trabalham com crianças especiais, com instituições sociais, fazem acções de protecção ambiental, desde teóricas a recolhas de lixo. O regresso à praia trouxe rasgados sorrisos. O sal no cabelo, a espuma nos pés e a prancha a furar as ondas é delicioso...

Ofir. Primeiros momentos da segunda fase de desconfinamento. Sol, temperaturas aprazíveis. Esplanadas com vida. Um café e uma água das pedras na mesa. Uma comida mais leve. Máscara no rosto, numa indumentária dos tempos modernos. Coloridas, de pano, com figuras e marcas. Cirúrgicas também. Há para todos os gostos. Misturam-se com os óculos de sol, numa união dos novos tempos. O rostos, praticamente imperceptíveis vão comunicando, mas, acima de tudo, desfrutando.
O mar está tranquilo, as ondas espelhadas vão balançando, numa dança convidativa. Há quem ouse sentir a areia, há quem apenas queira contemplar o horizonte. A praia está limpa. As barreiras que impediam a passagem já não existem. Vamos acreditar que será para sempre...
Ah! Vamos para a água?
Vestimos o fato. Custa entrar. Ganhamos calor no corpo. O tecido cola-se à pele como uma autêntica ventosa. O objectivo é reter a temperatura e não permitir que a água entre durante as cerca de duas horas que se vai estar no mar.
Nem parece que estamos numa praia do norte. O vento sopra como uma brisa. Daquelas que afagam as maças do rosto e tocam ligeiramente nos cabelos. Um autêntico dia de Verão fora da estação. Cá fora estão 22 º graus. A água está a 17 º. Cinco graus que não se fazem sentir. A primeira entrada em mar, foi apenas para sentir, depois fazem-se exercícios de aquecimento na areia.
O grupo espalha-se num círculo. Há crianças de dez anos, jovens e até homens de 43 e 52 anos inseridos no grupo. Acompanham os filhos, partilham o mar em ambiente familiar. A técnica do surf passa por alguns passos: remar com os braços, mexer o pé de apoio e depois levantar com o outro, usando os joelhos como amortecedores. A satisfação é conseguir erguer-se e olhar em direcção à praia, como se estivesse a voar em cima de um tapete mágico.
Incentivam-se, conversam dentro de água. Não são apenas os instrutores que puxam pelos alunos. A tribo aplaude-se, onda após onda. Depois de uma tentativa repete-se o ritual. Prancha contra a corrente, esforço físico, sorrisos, contemplação, actividade de grupo. Frio? Nos pés após duas horas...

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