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Braga, quinta-feira

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Voluntariado e Associativismo: duas faces da mesma dimensão

A Escola em tempo de “guerra”

Escreve quem sabe

2014-12-14 às 06h00

Manuel Barros Manuel Barros

Recentemente a cidade de Braga, o distrito, a região e o país foram palco de uma vasto e diversificado leque de eventos dedicadas à comemoração do “Dia Internacional do Voluntário” instituído pela ONU, a que se juntou por iniciativa do IPDJ, a entrega dos prémios do Concurso Nacional de Boas Práticas do Associativismo Jovem | 2014.
Apesar da sua dimensão intergeracional, o voluntariado e o associativismo estiveram no centro das reflexões, dos dirigentes associativos, voluntários, empresários e políticos, enquanto catalisadores de mudanças, agentes de inovação dos processos de desenvolvimento e da competitividade dos territórios.
Agentes responsáveis pelo reforço da dinâmica social, cultural e económica, quer nos setores tradicionais, quer nas áreas inovadores de incorporação de conhecimento e de tecnologia, importantes geradoras de riqueza e emprego. Uma escola de cidadania, de voluntariado, de inovação, de criatividade, de cultura, de empreendedorismo e de coesão geracional, catalisando dinâmicas fundamentais e de grande valor societal, que se expressam em níveis de actuação local, regional, nacional e internacional.
Dinâmicas sociais que foram destacadas, pela capacidade de criação de ecossistemas locais de inovação e empreendedorismo, de promoção de oportunidades de emprego e, fundamentalmente, de uma maior empregabilidade para as novas gerações, onde o voluntariado e a formação académica e a qualificação profissional, se cruzam numa cumplicidade cada vez mais intensa.
A aposta no associativismo tem-se afirmado como um investimento na cidadania solidária e empreendedora, a avaliar pelas sucessivas intervenções de caráter social, que os jovens e as suas organizações protagonizam, e pelas sucessivas gerações de dirigentes, que há várias décadas têm assumido responsabilidades de liderança de projetos no setor empresarial, na economia social, na atividade política e nos destinos do setor público. Setores que neste momento, se vêem confrontados com desafios, a que as novas gerações vão ter que responder apesar da crise e da incerteza, através da implementação de projetos inovadores, e da criação de oportunidades de emprego.
Setores que são desafiados a apostar numa sólida coesão geracional, com a criação de oportunidades de trabalho digno para os jovens, em todas as suas dimensões de participação cívica, desde o trabalho associativo e estudantil, ao voluntário e profissional, onde a carreira está a dar lugar ao desenvolvimento de projetos temporários, que deverão ser desenvolvidos de forma sustentada e estratégica para que não se transformem em meras experiências de trabalho precário
Nesta perspetiva, justifica-se a crescente centralidade social e política dos problemas de inserção socioprofissional dos jovens, nas suas mais diversas trajetórias subsequentes. Uma relevância cada vez mais forte, uma vez que se trata de um grupo heterogéneo e fortemente escolarizado, que não vendo confirmadas as expetativas e as oportunidades, estão a postar cada vez mais na construção das suas próprias respostas aos desafios da empregabilidade.
Esforço que deverá implicar uma nova coordenação e coesão territorial, desenvolvimento de sinergias e serviços promotoras de condições de dignidade nas relações intergeracionais, potenciadoras de uma sólida coesão geracional, através de oportunidades de trabalho digno para os jovens, em todas as suas dimensões de participação cívica, desde o trabalho voluntário e associativo, ao estudantil e profissional.
Sendo a empregabilidade o reforço e o ajustamento das qualificações, e um processo de responsabilidade repartida: Estado | Sociedade/mercado | Jovem/cidadão. Implica um envolvimento individual dos jovens, no contexto da sua participação cívica, no exercício pleno da sua cidadania.
Gerações que estão a fazer, a este nível, o seu trabalho em todo o país, nos centros urbanos, nas comunidades rurais, dentro das Escolas Profissionais, nos Institutos Politécnicos e Universidades. Uma autêntica “revolução silenciosa” como parceiro de corpo inteiro no desenvolvimento de um “ecossistema”, de mais trabalho em rede e menos dependência e hierarquia, cujos resultados começam a dar os primeiros sinais, no seio das incubadoras e aceleradoras de empresas, e das organizações de apoio ao empreendedorismo dentro e fora do sistema educativo.
Uma dinamismo social que tem vindo a potenciar a empregabilidade dos estudantes/diplomados, designadamente, ao nível dos serviços de mediação e apoio à transição para o mercado de trabalho, da projeção das competências complementares e da valorização dos processos de educação não formal em contexto associativo. Pressupondo um posicionamento em rede, com base em dinâmicas de “proximidade inteligente”, assentes na experiência, conhecimento e na capacidade de intervenção do associativismo jovem, para construir um “novo futuro”, onde a atitude solidária e empreendedora deverá ser cada vez mais uma dimensão da cidadania.

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