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Viver asfixiados

Por uma responsabilidade individual de protecção mais inclusiva

Viver asfixiados

Ideias Políticas

2019-12-10 às 06h00

Francisco Mota Francisco Mota

A liberdade é um património demasiado valioso para que fique hipotecada pelo socialismo e, infelizmente, desde a imposição da constituição à cultura tendenciosa que se vive no país, somos prisioneiros socialistas. Como diria Alexandre Soares dos Santos, “em Portugal não há democracia. Existe uma democracia do Estado. Tudo o que eu quiser fazer tenho de pedir autorização ao estado”.
Mais se tem agravado este sentimento com a instalação marxista promovida pela geringonça. Assistimos a uma extrema esquerda profundamente ideológica, perseguidora das vontades individuais, controladora das opções dos portugueses, manipuladora na educação dos jovens, populista com as causas das minorias, perseguidora nos valores e nas tradições e descartável nos princípios.
Vivemos uma profunda asfixia democrática em que a ditadura de opinião se instalou no sistema. Televisões, jornais, comentadores, cronistas, redes sociais e demais mecanismos de informação são inundados de meias verdades, noticias tendenciosas, marcadas pelo pouco rigor no que é escrito.

A vida das famílias e das empresas portuguesas são um calvário de impostos. O estado socialista é mais um sócio no caso das empresas e mais um filho à mesa no caso das famílias. A permanente intromissão do estado no normal funcionamento do País, confirma uma estadização que apenas prejudica a liberdade e o desenvolvimento económico, social e cultural de Portugal.
Então, que estado queremos projectar para o futuro? Um estado regulador, capaz de articular em rede com os privados, que permita que a iniciativa privada se fixe, e um estado que desamarre as empresas e as famílias do peso brutal dos impostos. Um estado menos despesita, mais comprometido com as futuras gerações, que premeie o mérito como elevador social, menos pesado e burocrata. Um estado que não está no mercado como empresário, nem paga biliões de prejuízos pelas suas empresas. No fundo, com menos estado teremos melhor estado.

Temos a obrigação de desconstruir a mensagem socialista de que a direita é o " bicho papão" dos mais debilitados e frágeis da sociedade, porque essas mesma esquerda têm por objectivo não contrariar essa realidade. Enquanto patrocinam, com os recursos dos nossos impostos, subsídios contrários ao trabalho, incentivos ao facilitismo e depósitos de pobreza, garantem a subsistência do próprio socialismo e controlam a liberdade dos portugueses. Como diria, Winston Churchill, “a desvantagem do capitalismo é a desigual distribuição das riquezas; a vantagem do socialismo é a igual distribuição das misérias.”

Analisemos o que hoje nos é oferecido enquanto País, dito desenvolvido, mas com portugueses de primeira e de segunda. Há uma descriminação entre funcionários do estado e os do privado: em que os primeiros trabalham 35 horas semanais e os segundos 40h; em que os primeiros têm um ordenado mínimo superior aos segundos e em que uns têm direitos adquiridos face a outros. Num país em que o mérito não é factor decisivo enquanto elevador social, está tudo ao contrário. Mas podemos e devemos ir mais longe, denunciando os serviços públicos falidos, como o caso da saúde, educação, protecção civil e socorro, forças de segurança e soberania do estado, transportes, ensino superior e ciência, entre outros tantos. Tudo isto porque os recursos não são infindáveis, e o que se vive é uma nacionalização de tudo o que são recursos do país, com prejuízos avultados, que não permite centrar o estado na sua verdadeira missão, acontecendo isto tudo por mera embirração ideológica.

Está na hora de a direita implantar uma cultura de informação e formação para que nos possamos libertar das amarras socialistas, pelo futuro de uma geração para Portugal!

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