Correio do Minho

Braga,

Virar de página… para trás!

Escrever e falar bem Português: Um item complicado

Ideias Políticas

2015-12-08 às 06h00

Hugo Soares

Começou mal o XXI Governo Constitucional. Começou mal porque começa ferido na mais íntima das legitimidades: o voto. O voto esclarecido e maioritário dos Portugueses que não teve. A verdade é que um conjunto de derrotados unidos não faz um vencedor.

Ora, um Governo que inicia funções ferido na sua legitimidade eleitoral e política é um governo com autoridade política diminuída. E num tempo em que se exige coragem e determinação para levar a cabo as políticas públicas de que o País precisa, um Primeiro-Ministro amputado de autoridade é um Chefe de Governo frouxo. É frouxo na sua independência, é frouxo na sua capacidade de decidir e é frouxo na autonomia. Hoje, no PS e no País, quem manda é o BE e o PCP. São eles os detentores de uma espécie de golden share que faz de António Costa um Chefe de Governo frouxo.

Todavia, o novo bloco à esquerda começou mal também nas prioridades. Trocou a exigência pela facilidade. Foi assim ao revogar os exames finais do primeiro ciclo. Diz Catarina Martins do alto da sua soberba ignorância que preferiria ser operada por um cirurgião que saiba rir…

Trocou a cautela e a prudência pela irresponsabilidade. Durante 4 longos anos os portugueses fizeram duros sacrifícios para libertar Portugal da Troika, tirar o País da bancarrota e colocar em ordem as contas públicas. António Costa, Catarina Martins e Jerónimo querem, com a devolução imediata da totalidade dos cortes salariais, com o fim da sobretaxa e quejandos colocar em causa tudo o que conseguimos.

Trocou a moralidade pela demagogia. Por que razão qualquer cidadão deve pagar uma taxa moderadora por qualquer ato médico exceto por uma interrupção voluntária da gravidez?!
Trocou o diálogo pela maioria negativa. Foi assim quando rompeu com toda a tradição elegendo Ferro Rodrigues como Presidente da Assembleia da Republica; é assim quando parece querer fazer desvalorizar a concertação social, tudo a favor da proteção da CGTP imposta pelos comunistas.
O que começa torto, tarde ou nunca se endireita, diz o povo com sabedoria. Este governo propõe-se virar a página. Pena é que não avance no livro. Vira a página e volta atrás.

O PS e a sua liderança fez uma guinada à esquerda. Encostou-se à esquerda radical, governa na mão do PCP e do BE e deixou o centro. Todo o centro moderado e responsável que colocou o interesse nacional acima de tudo está hoje apenas representado pelo PSD. E é uma pena que o PS tenha abandonado as suas raízes apenas porque há uma ambição pessoal desmedida do seu líder. O PS faz falta. Mas não este PS. O que me preocupa é que quando a governação acabar - e será mais cedo do que tarde - do PS restará o nome. O resto… tudo o resto é bloco à esquerda…

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