Correio do Minho

Braga, terça-feira

Valorizar a verdade

O conceito de Natal

Ideias Políticas

2013-03-05 às 06h00

Francisco Mota

O candidato socialista à Câmara Municipal afirmou que a sua grande valia era a experiência na actuação Municipal. Mesmo não se conhecendo uma ideia própria para o nosso concelho a verdade é que Braga tem assistido a um esforço enorme do executivo municipal em promover e valorizar Vítor Sousa.

Com o desaparecimento em parte incerta de Mesquita Machado, é de realçar a vontade do Vice-Presidente da CMB em finalmente contactar e conhecer as diversas áreas de acção da esfera local bracarense. Inacreditavelmente o candidato socialista preocupa-se em marcar presença, na cultura, no desporto, na acção social e até considera a Igreja e a Universidade do Minho estratégicos para Braga. Mas onde terá andado este autarca nos últimos anos?

É que todos estes agentes e outros já existiam para Braga, porquê só agora parecem fundamentais para o partido socialista e para Vítor Sousa? Esta vontade não é inocente e muito menos verdadeira, este candidato já teve oportunidade de influenciar a vida dos Bracarenses e das suas instituições de uma forma positiva e evolutiva, mas a verdade é que optou por patrocinar as políticas eleitoralistas e dispendiosas em virtude de uma estratégia de sustentabilidade e desenvolvimento para a nossa capital do Minho.

É lamentável que ao mesmo tempo que procura valorizar-se não faça um exercício de responsabilidade e admita os erros que cometeu na gestão pública em Braga e que assim hipotecam as futuras gerações. Esta sim seria uma atitude honesta e de valorização da actividade política. Vítor Sousa esconde-se na saia de Mesquita Machado no que à Piscina Olímpica diz respeito, bem como na opção de construir desmesuradamente campos de futebol sintéticos em todo o concelho que significaram consequentemente o endividamento dos cofres da autarquia.

Ainda mais recentemente não foi capaz de arrogar politicamente a preferência de entregar a privados a gestão do espaço público na nossa cidade, com a privatização dos parquímetros, obrigando Hugo Pires a dar a cara num exercício quase impossível tentando justificar o injustificável. Como se isto não bastasse, na última Assembleia Municipal assistimos ao seu mais recente número teatral para fugir aos seus encargos.

Quando se discutia o regulamento do Conselho Municipal de Juventude que traduzia um ‘copy/paste’ da lei geral, sem qualquer contextualização à realidade Bracarense agravado ainda pelo facto de terem afastado as Juventudes Partidárias daquele fórum, o que à luz da lei significa uma ilegalidade, Vítor Sousa atira as responsabilidades para a Coligação ‘Juntos por Braga’, como se nós tivéssemos qualquer responsabilidade na elaboração de um documento que par-tiu, como tinha que ser, do foro do executivo municipal socialista.

Isto apenas demonstra o desespero dos argumentos em debate, bem como a incapacidade de assumir o que por ele é liderado. Para quem ambiciona ser presidente da câmara as suas atitudes indicam muito pouca credibilidade e verticalidade para ser detentor de tal responsabilidade.
Recentemente ajudei Vítor Sousa a recuperar a memória, espero ter conseguido, desta feita, valorizar a verdade deste candidato e não o que é apregoado.

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