Correio do Minho

Braga, terça-feira

Vacina obrigatória: sarampo matou 130 mil em 2015

Em modo bipolar

Ideias

2017-04-20 às 06h00

Paulo Monteiro

Posso fumar na escola? Posso fumar no local de trabalho mesmo que este seja privado? Posso fumar no restaurante? Posso fumar no hospital? A todas estas perguntas a resposta é a mesma: não.

Então porque razão a vacina contra o sarampo não é obrigatória quando coloca em causa a saúde de outras pessoas?

Não há desculpas. Até porque muita gente nos últimos dias ficou boquiaberta. É que a grande maioria estava convencida de que a vacina era obrigatória e davam como exemplo o momento em que faziam a matrícula dos filhos e exigiam sempre o boletim de vacinas. E se estas não estavam em dia não efectuavam as matrículas.

Mas... afinal não era obrigatório. Mas devia. Tudo o que prejudique terceiros tem de ter regras. Por isso existem as leis e estas são para cumprir.
Por muitas razões que invoquem o certo mesmo é vacinar. Estamos a proteger-nos e a proteger os outros.

Se viram bem as notícias de ontem a maioria dos casos de sarampo detectados em Portugal foram porque quem contraiu a doença não tinha sido vacinada.

Há que alterar as leis e rapidamente. Há que impor regras neste capítulo da saúde. Uma pessoa não pode, por livre iniciativa, colocar em perigo milhares de outras que não têm culpa nenhuma.
E o sarampo é uma doença altamente contagiosa, geralmente benigna mas que pode desencadear complicações a até ser fatal. Por ser prevenida pela vacinação, que em Portugal é gratuita.

E mais: o sarampo causou mais de 130 mil mortes em todo o mundo, só em 2015, o que significa 367 mortes por dia.

Se fossem vacinados... tudo seria diferente!

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