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Ideias Políticas

2013-12-10 às 06h00

Carlos Almeida

São difíceis os tempos que hoje vivemos. São tempos de dependência e exploração. Tempos que muitos dos leitores julgaram não voltar a assistir e muitos outros pensaram não vir a conhecer. Mas o que é verdade é que o nosso povo está novamente confinado à fome, ao desemprego, à pobreza e à emigração.

Poucos dias depois de ter sido aprovado pela maioria de direita esse instrumento de terror a que chamam orçamento do estado, importa que não nos desviemos da nossa acção prioritária: dar-lhe combate, medida a medida, proposta a proposta, artigo a artigo.
Nas ruas, nas empresas ou locais de trabalho, onde a maioria é outra, onde o povo e os trabalhadores defendem outra política para o país, o orçamento não pode passar.
Falam-nos de sinais positivos, de recuperação, de crescimento económico, mas o que vemos é um povo a empobrecer a cada segundo que passa.

Falam-nos de sacrifícios para todos e por igual, mas o que assistimos é a uma larga maioria cada vez mais pobre e aos ricos cada vez mais ricos.
Falam-nos da inevitabilidade da austeridade, ameaçando o povo com a bancarrota do país, mas escondem-nos quem fica de fora dos cortes e das penalizações.
É o que se pode chamar de uma crise muito selectiva, que não toca nos que são responsáveis pela situação a que o país chegou, que não atinge quem realmente manda nesse conjunto de farsantes que ocupam o conselho de ministros.

O Orçamento do Estado para 2014, seguindo a mesma linha de exploração e empobrecimento dos anos anteriores, representa pois o aprofundamento das injustiças e das desigualdades.
Um orçamento que corta outra vez nos salários, nas reformas e nas pensões, que promove mais despedimentos e desemprego, que condena ao encerramento serviços públicos essenciais às populações, que empurra os municípios e as freguesias para o endividamento, que aniquila as condições de protecção social às camadas mais desfavorecidas da população.

Este orçamento é mais um passo de consolidação do projecto da direita nacional de destruição do Estado Social, reduzindo as prestações sociais, cortando na saúde, na educação e na segurança social, destruindo e precarizando o emprego, assim como os salários e as pensões de trabalhadores e reformados, desequilibrando cada vez mais a distribuição do rendimento entre trabalho e capital.

Dizia que são tempos difíceis os que hoje vivemos, mas são também tempos de muita luta. De uma luta que se intensifica, que está nas ruas em permanência com estudantes, professores, com os trabalhadores dos estaleiros navais de Viana do Castelo, com os polícias, os enfermeiros ou os trabalhadores dos CTT.
É tempo de alargarmos mais ainda essa luta, fazendo de cada protesto, de cada manifestação um novo golpe no governo de Passos e Portas até à sua derrota.

Um governo submisso e agachado às ordens do FMI e restantes comparsas da troika.
Um governo que trata os professores como alunos mal comportados.
Um governo que usa as empresas e sectores estratégicos como prendas no “sapatinho” dos grandes grupos económicos.
Um governo que pede empréstimos para despedir trabalhadores.
Um governo que não hesita em cortar nos rendimentos de quem já pouco tem, mas continua a dar protecção aos chorudos lucros do sector financeiro.
Um governo fora da lei que se julga acima da Constituição.
Um governo de miseráveis num país que não pode estar condenado à miséria.

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