Correio do Minho

Braga, segunda-feira

Unir a Cidade

Uma ideia de humano sem história e sem pensamento?

Ideias Políticas

2017-01-17 às 06h00

Francisco Mota

O título desta crónica pode induzir em erro, parecendo uma evocação à unificação governativa ou um qualquer consenso ideológico em torno da política. Mas, na verdade, trata-se de um dos temas mais importantes da nossa polis. A mobilidade e a sustentabilidade da vida em cidade tem sido largamente debatida e transversal na agenda política local, nacional e Internacional.
Por todos os benefícios inerentes a esta visão integrada da construção da cidade, sejam eles ambientais, sócio-económicos ou simplesmente de maior comodismo na circulação das pessoas, todos os agentes se sentem motivados para contrariar o que está edificado, traçando um novo rumo e por conseguinte novas prioridades.

Braga, como cidade cosmopolita que se tem afirmado, não fica indiferente a este novo olhar, colocando dessa forma esta tónica como preferência no desenvolvimento sustentável. Devido ao “bum” de construção, num passado recente, nem sempre foi acautelado o planeamento e o crescimento medido da urbe, sofrendo, hoje, as consequências das decisões passadas.
Um dos exemplos prementes da falta de sensibilidade para o incremento de uma cidade, que corresponda aos anseios e desafios do seu território e das pessoas que o constituem, foi a barreira física que foi criada entre a cidade e a universidade, ou seja a ligação entre a Rua Nova de Sta Cruz e a Rua D. Pedro V.

Com o início do processo de requalificação da Rua Nova de Santa Cruz é sinónimo de esperança para que se possa derrubar o que limitou durante décadas as duas cidades, tantas vezes trazidas a debate. Inicia-se uma nova visão de um dos eixos de mobilidade mais importantes da cidade. Não se trata apenas de uma resposta, necessária e merecida, aos comerciantes, estudante e população que ali usufruem diariamente daquela travessia.

É tão fundamental e urgente a requalificação desta artéria, como a ligação entre esta e a rua D. Pedro V. Trata-se de um eixo estratégico para que se possa unir o conhecimento, a história e o património da nossa terra e das nossas gentes. É inaceitável que continuemos a impulsionar que cerca de 15 mil estudantes não sintam a cidade, o seu fervilhar, as suas gentes e os seus séculos de estórias como sendo seus.

É necessário continuar a fazer cidade, conscientes dos desafios prioritários, traduzindo não só uma vontade política mas sobretudo o exercício de um serviço público necessário e relevante para a sociedade bracarense.
Trata-se de mobilidade: melhor e maior qualidade de vida para os bracarenses e de quem usufrui do território.
Trata-se de Unir a Cidade!

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