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Ideias Políticas

2017-03-28 às 06h00

Francisco Mota

O ambiente político e social no velho continente tem transformado a visão integrada do espaço Europeu. Assistimos a um rebuliço e a um grande incomodo político ao projecto da União Europeia que tem colocado em causa não só a sua continuidade como a sua utilidade.
Num momento difícil como os que temos vivenciado com ataques personalistas e culturais, merecíamos dos líderes europeus uma capacidade de superação e de persistência bem maior. Alias “a coragem não é ausência do medo; é a persistência apesar do medo”, pois se assim não for, estamos a render a Europa ao poder de um medo sem rosto.

Perante o mais antigo palco geopolítico do Mundo, a onde a história comprova e cumpre o avivar da memória daqueles que não se recordam da falência democrática a que levaram a europa a auto destruir-se constantemente.
Os Homens e as Nações que se se uniram para combater a intransigência e valorizar a pluralidade dos seus povos, são os mesmos que se refugiam nos medos de uma liderança fraca e comprometida com a ignorância.

Saiba o povo europeu reconhecer nas suas diferenças a força da sua união e dará aos nossos líderes uma lição de envolvimento de como abraçar os novos desafios que são impostos pelo terrorismo dos homens perdidos.
Vencer o ódio não basta virar-lhes as costas, é necessário o compromisso intergeracional, contrariado as vicissitudes de hoje com a certeza de que o presente é um empréstimo dos nossos filhos e que merece ser assegurado.

Recordo na história contemporânea: a certeza de criar convergências, de não dividir de dentro para fora e de que as vozes discordantes apenas ocupam o lugar da diferença, que devemos combater com responsabilidade e elevação. Construímos uma democracia para que aqueles que pensam diferente o possam dizer.
A Europa do século passado fica fortemente marcada pelo desmoronar da primeira Sociedade das Nações que em 1919 se comprometia trazer a paz ao mundo das trincheiras. Mas a verdade é que a sua divisão de mãos dadas com o totalitarismo voltaria pouco mais de duas décadas depois a devolver o horror bélico e a destruição massiva no continente europeu.

Certamente estes episódios, recuperados para os dias de hoje, com mais tecnologia e uma nova visão política dos extremistas egoístas que apenas pensam em si e por si a construção de uma sociedade justa, arriscaria afirmar que estaríamos muito perto de um filme já antes vivido pelos nossos avós.

Não aceito uma europa vergada ao populismo fronteiriço, sem que pelo menos tente em si recuperar a segurança do seu povo. As dificuldades financeiras dos mais pequenos não podem ser a razão de fuga dos mais fortes. O isolamento de cada um por si, contraria o futuro da Europa, não quero nem posso acreditar que isto não passou de mais um império que ruiu.
Acredito no projecto Europeu e que os jovens portugueses têm um papel fundamental a desempenhar na construção integrada da União Europeia.

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