Correio do Minho

Braga, terça-feira

Unidos pelo futuro ambiental do nosso planeta

Obrigado, Pedro Passos Coelho

Ideias

2017-12-14 às 06h00

Sofia Colares Alves

Um dos temas mais pertinentes na atualidade é a nossa capacidade, em conjunto, de garantir que o planeta Terra permaneça sustentável e capaz de hospedar a vida humana durante longos e bons anos. Depois de décadas onde o desenvolvimento económico se alicerçou em sacrifícios ambientais, a ciência tem reivindicado uma postura diferente, mais responsável e solidária. Para assegurar que as gerações futuras têm ao seu dispor os mesmos recursos e oportunidades, a União Europeia decidiu impor-se como um ator político global na defesa do ambiente e da sustentabilidade.
Os problemas que resultam dos nossos comportamentos são conhecidos e sentidos pela população portuguesa. A desertificação na região centro e norte não só prejudica diariamente todos os agricultores e pequenos proprietários destas regiões, como também dificultou o combate aos incêndios recentes, com os seus trágicos e desastrosos resultados. Por outro lado, existem mais desafios que, felizmente, ainda não são uma realidade em Portugal mas que permanecem na agenda europeia. A noção abrangente de alterações climáticas inclui uma série de fenómenos indesejados, que empobrecem o nosso planeta e diminuem a qualidade deste enquanto hospedeiro da vida.
A nível mundial, mais de 800 milhões de pessoas não têm acesso a água potável, uma situação com perspetivas muito negativas. Além do desperdício, uma porção significativa da água potável é contaminada por químicos e resíduos tóxicos que a tornam imprópria para consumo humano. Além disso, as mudanças nas condições climatéricas implicam catástrofes naturais maiores e mais frequentes, a redução drástica da biodiversidade - está em curso uma extinção de determinadas espécies - e o aumento das nossas necessidades energéticas numa era ainda dominada pelos combustíveis fósseis.
A tarefa é árdua e a Europa não quer recuar perante o desafio. É por isso que o investimento em energias renováveis se tornou uma prioridade dos Estados-Membros. É por isso que decorreram várias campanhas de sensibilização para a redução, reutilização e reciclagem de materiais. É por isso que vários países estão a desenvolver uma taxa sobre os gases nocivos para a nossa atmosfera. É por isso que os Estados-Membros desenvolveram um plano de ação até 2030 para descarbonizar a nossa economia, aumentar a eficiência energética e favorecer o investimento e a criação de emprego no setor de energias renováveis. E é por isso que União Europeia continua determinada a defender e impulsionar o Acordo de Paris, que representa um compromisso entre 195 países para facilitar a transição da economia e estilo de vida modernos para uma alternativa sustentável.
É importante não esquecer que, apesar do papel decisivo das instituições europeias e de outros atores políticos, grande parte desta mudança depende também do nosso comportamento enquanto cidadãos. Temos de estar conscientes e tomar decisões sensatas para assegurar o futuro do planeta Terra para as gerações futuras. Todos nós somos agentes de mudança.

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