Correio do Minho

Braga, sábado

Uma outra Europa, a bem de Portugal

Investir em obrigações: o que devo saber?

Ideias Políticas

2014-05-20 às 06h00

Pedro Sousa

VOTAR. O próximo Domingo não é um Domingo qualquer, não é um Domingo como os outros. É um Domingo em que há eleições europeias e em que todos, todos sem excepção, devemos exercer o nosso direito e votar.

Arrisco-me a dizer que nunca umas Eleições Europeias foram tão importantes e que nunca antes os Portugueses tiveram uma noção tão nítida, clara e distinta do peso que a dimensão política europeia tem na definição das nossas próprias políticas enquanto estado soberano, livre e autónoma.

Os últimos anos, nomeadamente no pós crise mundial de 2008-2009, deixaram bem claro que existe na actual governação política europeia uma vocação e uma identidade assente no pensamento da Srª. Angela Merkel, uma visão exclusivamente monetarista para quem a dívida pública está acima do serviço nacional de saúde, para quem o controlo do défice está acima da educação, para quem o desemprego é algo aceitável desde que ajude a controlar a dívida ou o défice, para quem a emigração forçada é algo que não deve chocar ninguém, para quem cortar nas pensões daqueles que, muitas vezes, durante mais de quarenta anos fizeram os seus descontos na expectativa de uma reforma digna e segura e que hoje, por causa dos vergonhosos cortes de que foram alvo, não conseguem, no outono da vida, pagar a sua alimentação e os seus medicamentos é algo que não lhes revolve o estômago, uma Governação e uma ideologia ignominiosa para quem as contas, os gráficos e os números estão, sempre, acima das pessoas, dos seus sonhos, anseios, desejos e problemas.

Domingo há uma possibilidade para que possa começar a ser diferente e essa possibilidade não é, como noutros casos, uma “arma” de que apenas os ricos e os poderosos dispõem. É uma “arma” de que todos, desde que maiores, dispõem. A “arma” do voto, a “arma” da escolha, a “arma” do exercício livre e esclarecido da nossa autodeterminação.

É, assim, caso para dizer que temos, nas nossas mãos, à distância de uma deslocação à nossa Junta de Freguesia, à nossa Assembleia de Voto, a possibilidade de com uma “cruz” no quadrado certo começar a rejeitar a direita conservadora, a direita ultraliberal que, desde há quase vinte anos, lidera o Conselho Europeu, a Comissão Europeia e o Parlamento Europeu e tem escrito em Portugal, em Espanha, na Grécia e na Irlanda, em particular e na Europa em geral algumas das mais tristes páginas da nossa honrosa história.

António José Seguro, desde que em 2011 foi eleito líder do PS, afirmou a importância da política europeia para a uma melhor governação nacional. Numa visão liderante e de largos horizontes percorreu a Europa em diálogo com os diferentes líderes Socialistas Europeus, afirmou preocupações, colocou o emprego como o centro de todas as preocupações, desafiou a lógica austeritária promotora de desemprego da direita europeia, propôs alternativas. Foi, na verdade, um dos principais motores do Partido Socialista Europeu na construção de um manifesto, recentemente aprovado em Roma, que coloca o emprego, a educação, o acesso à saúde, como factores fundamentais a uma existência feita com dignidade.

Mas este manifesto tem, também, uma carga, um peso e uma importância histórica fundamental. A sua linha, a sua assinatura devolve a União Europeia aos seus princípios fundadores, de onde nunca deveria ter saído.

A Europa tem de ser um espaço de paz, de liberdade, de dignidade, uma construção livre e digna onde os Países que mais têm apoiam aqueles que têm menos, numa lógica de prosperidade partilhada e de social acrescento que têm, sempre, de colocar a pessoa humana como referencia central da sua acção. A Europa só assim faz sentido. A Europa não pode ser outra coisa.
 
No próximo Domingo, 25 de Maio, votar Partido Socialista significa ajudar a mudar a Europa, votar PS é dizer sim a mais emprego e a mais oportunidades, votar PS é, sobretudo, rejeitar mais impostos, mais sacrifícios, mais sonhos amputados e mais emigração forçada.

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