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Braga, sábado

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Uma Braga ciclável

Norte sobe no Ranking Regional de Inovação

Escreve quem sabe

2013-11-12 às 06h00

Margarida Pereira Margarida Pereira

Muito se tem falado sobre a Via Pedonal Ciclável do Rio Este. Quem percorre os três quilómetros por onde se estende a via, facilmente se depara com alguns problemas. É sobre estes problemas, e sobre esta via Ciclável, que propomos efetuar uma reflexão.

Um dos problemas que tem gerado grande polémica, acerca da Via Pedonal Ciclável do Rio Este, é a sua falta de segurança. Sendo esta uma via com o objetivo de ser útil aos cidadãos, e estando o país regido pelo horário de inverno (onde, por vezes, às cinco horas já é noite), parece-nos ina-dmissível que a maior parte dos lampiões, que estão colocados ao longo da via, estejam desligados. Ao percorrer a via, são bastantes os troços onde a visibilidade é reduzida, o que, juntamente com a pouca luminosidade, pode colocar o cidadão numa situação de insegurança. Ora, se a cidade oferece aos seus habitantes um local onde estes podem caminhar, andar de bicicleta, não seria suposto que esta fosse segura? De que serve ter as condições necessárias, quando nos falta segurança?

Um outro ponto que nos parece importante reflectir é o acesso à via, que, quando realizado pela zona Este, é abrupto e está completamente desenquadrado. Se para o próprio cidadão de Braga, o acesso à via é um choque, imaginemos agora, quando um turista, à procura desta via, se depara com aquele início. Com a sua falta de sinalização e de estética, certamente que quem visita a Via Pedonal Ciclável do Rio Este não ficará com uma boa imagem daquele espaço da cidade.

Ao longo da via, muitos são os problemas que vão surgindo, desde a própria designação (que segundo os documentos do Instituto de Mobilidade e dos Transportes Terrestres deveria ser Pista Ciclável Partilhada com Peões), passando pelas dimensões, pela grave falta de sinalização, chegando até aos bancos de descanso que se podem encontrar na lateral da via. Como se pode ver, perante todos estes contratempos, é fácil, adivinhar-se, a necessidade de uma segunda intervenção na via, de modo a que esta se adapte a todos os que dela usufruem.

No entanto, apesar de todos os problemas com que nos deparamos, é necessário realçar que Braga deu mais uma “pedalada” no caminho das vias cicláveis. Se até Setembro de 2013, Braga só podia contar com uma ciclovia - a de Lamaçães, agora a cidade está mais rica e já conta também com a Via Pedonal Ciclável do Rio Este.

É importante ressalvar que a Ciclovia de Lamaçães, embora não esteja bem concebida, foi o primeiro passo de Braga na direcção de uma “cidade ciclável”, ainda que esta tenha de ser alvo de avaliações e de intervenções de melhoramento. Com a existência da Via Pedonal Ciclável do Rio Este, Braga mostrou-se disponível para crescer neste âmbito. Mas, para que isso seja possível, é necessário que todos tenham vontade de o fazer, pois só com a cooperação de todos é que a cidade poderá evoluir. Como resultado de todo este trabalho está a grande adesão que a via pedonal Ciclável tem. Faça sol ou faça chuva, é certo que estão lá pessoas a usufruir de um troço da via.

A grande procura da nova via é o principal motivo pelo qual a autarquia se deve preocupar em melhorar as vias já existentes na cidade, e também a prova de que se pode apostar em novas vias cicláveis em Braga.
Relativamente à construção de novas vias, deixo aqui a sugestão de que se ouçam alguns dos principais ciclistas urbanos de Braga, para que em conjunto se ache um percurso útil para todos.
Assim, defender uma Braga Ciclável é, não só proporcionar novas formas de locomoção e mobilidade, mas também, uma questão de saúde que não é indiferente a nenhum cidadão. Por isso, deixamos uma sugestão, tentar usar menos o carro e privilegiar o uso da bicicleta - a cidade e os cidadãos ficarão a ganhar.

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